Cultura
Estimativas projetam movimentação de R$ 18,6 bilhões no carnaval
Cultura
Os resultados positivos do Carnaval 2026 para o setor de turismo podem ser os maiores da série histórica iniciada há 15 anos.

Estimativas divulgadas nesta Quarta-feira de Cinzas pelo Ministério do Turismo projetam uma movimentação financeira de R$ 18,6 bilhões no país, fruto da procura por acomodação, alimentação e lazer durante o Carnaval. A estimativa foi realizada com base em dados da CNC, Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, e da Fecomércio SP.
O resultado é 10% superior ao do Carnaval do ano passado. Quanto ao público, com mais de 65 milhões de pessoas curtindo as festas em todo o país, o aumento estimado é de 22% na comparação com o mesmo período de 2025.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o grande movimento durante o Carnaval no Brasil é sentido por aqueles que ajudam a fazer a festa acontecer e fortalece as políticas públicas do setor.
“Cada turista que chega fortalece a economia local. São milhares de famílias que encontram, no turismo, uma fonte digna de renda. O carnaval é um exemplo claro de como o turismo não é apenas lazer. É política pública de desenvolvimento”.
Alexandre Sampaio, presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação, comenta a tendência de crescimento do setor, o que favorece a geração de emprego e renda.
“Esse carnaval tem sido uma característica de um grande avanço, tanto nas áreas turísticas litorâneas, quanto também algumas cidades do interior que têm carnaval histórico. E acho que vamos bater todos os recordes em termos que ocupação e demanda de restaurantes nessas praças”.
José Eduardo Camargo, líder de Conteúdo da Abrasel, Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, também destaca a movimentação nas principais cidades turísticas.
“No setor de bares e restaurantes, as primeiras informações são de que o movimento foi ótimo, principalmente nas cidades mais turísticas, que tiveram alta ocupação durante a folia. Mas também a gente teve relatos de empreendimento que ficam fora do circuito e aproveitaram para chamar as famílias e pessoas que queriam um almoço mais tranquilo, e também conseguiram um om faturamento”.
As cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife e Olinda são as que mais atraíram turistas durante o Carnaval. São Paulo liderou com público, mais de 16,5 milhões de pessoas e um impacto econômico de R$ 7 bilhões. Já o Rio de Janeiro manteve alta rentabilidade por visitante, com cerca de 8 milhões de foliões, um impacto de R$ 5,7 bilhões e ocupação hoteleira atingindo 98%.
O polo Recife/Olinda reuniu mais de 7,6 milhões, com movimentação superior a R$ 3 bilhões, e o estado de Pernambuco projetando crescimento de 49% no fluxo de turistas internacionais. Em Salvador, mais de 8 milhões de pessoas curtiram a folia e movimentaram R$ 2 bilhões na economia.
Cultura
Muito além da loira fatal: mostra celebra 100 anos de Marilyn Monroe
No dia 1º de junho, um dos grandes ícones da era de ouro de Hollywood completaria 100 anos: a atriz estadunidense Marilyn Monroe. Para marcar a data, o Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo apresenta a “Mostra Marilyn Monroe 100 anos” com a exibição de doze filmes estrelados pela artista.

Marilyn se consagrou no imaginário da cultura pop como a loira fatal. Mesmo quem não assistiu ao filme “O Pecado Mora ao Lado”, dirigido por Billy Wilder, deve conhecer a famosa cena da loira com o vestido branco esvoaçante na grade do metrô.
Julgada à época pela aparência, numa indústria dominada por homens, a atriz teve uma carreira de 15 anos entre o primeiro e último filme não finalizado. Ela morreu aos 36 anos, em agosto de 1962, vítima de uma overdose de remédios.
Nascida Norma Jeane Mortenson na cidade de Los Angeles, ela passou a infância entre orfanatos e lares adotivos, começou a carreira como modelo e adotou Marilyn Monroe como nome artístico.
Alçada à fama em filmes como “Os Homens Preferem as Loiras”, e “Quanto Mais Quente Melhor”, além de “O Pecado Mora ao Lado”, Marilyn queria ser vista para além dos estereótipos que interpretava. Ela foi pioneira ao ser uma das primeiras mulheres a criar uma produtora de filmes em 1954 para ter mais controle da própria carreira.
Com a vida privada espetacularizada, o talento de Marilyn Monroe muitas vezes foi reduzido à imagem de ícone frágil e trágico. Nesta semana, o público tem a chance de fazer uma imersão na filmografia da atriz, na mostra que acontece no Museu da Imagem e do Som na capital paulista.
A curadoria, feita por André Sturm, deu destaque a trabalhos menos conhecidos estrelados por Marilyn: do primeiro papel com fala da atriz, no filme “Idade Perigosa”, ao primeiro papel de protagonista em “Mentira salvadora”. Tem ainda “Só a mulher peca”, drama noir de Fritz Lang, “O rio das almas perdidas” de Otto Preminger e dois longas de John Huston “O segredo das joias” e “Os desajustados”.
A mostra segue até o próximo domingo (7) e os ingressos custam entre R$ 3 e R$ 6. Detalhes da programação no site do MIS e, quem visitar o local, também pode conferir a última sessão de fotos de Marilyn Monroe, feitas numa entrevista para a revista Life na casa da atriz pelo fotógrafo Allan Grant. Muitas das fotografias da sessão, não publicadas na revista, chegam ao público pela primeira vez.
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