Cultura
Vik Muniz defende estímulo à criatividade na infância
Cultura
Engana-se quem pensa que a criatividade é um dom restrito a poucas pessoas. Especialistas afirmam que todos podem ser criativos, especialmente durante a infância, fase em que o cérebro está mais aberto para descobertas, experimentações e novas formas de aprender. O artista visual Vik Muniz comentou a própria experiência e como o estímulo mudou o engajamento nas artes.

“A única coisa que uma criança precisa na vida dela, está nesse momento assim super delicado de vulnerabilidade, é alguém aplaudindo ela. Uma vez, muda a vida para sempre.”
Estimular a criatividade ajuda a criança a enfrentar desafios, resolver problemas e lidar melhor com emoções como ansiedade e estresse. Atividades criativas também contribuem para o bem-estar emocional, promovendo o relaxamento, autoestima e satisfação pessoal.
Fernanda Moscom, psicóloga, explica como o apoio dos adultos pode incentivar a criatividade das crianças.
“Eles têm acesso a todas as brincadeiras. A gente senta para brincar com eles, mas a gente também sempre estimulou eles brincarem sozinhos. É importante a gente oferecer oportunidades da criança brincar. Oferecer oportunidade de deixar ela no chão, né, que é onde ela vai poder se desenvolver. Então, no tapetinho, o tempo de chão é uma coisa muito importante para a criança. É essencial. É como se fosse o trabalho da criança. É a ocupação que ela precisa ter, né? Porque é através do brincar que ela vai se desenvolver de todas as formas, né? Desde a área motora até a área da cognição lá na frente. Então o aprendizado da criança, ele também se dá através da brincadeira.”
Tanto no ambiente escolar quanto no convívio familiar, valorizar a criatividade é fundamental para o aprendizado contínuo e para o amadurecimento das crianças, incentivando a autonomia, a curiosidade e a construção de soluções inovadoras para o dia a dia.
Cultura
Mostra no Rio reúne obras de mulheres da região Norte
A potência e a diversidade da arte contemporânea produzida por mulheres dos estados do Pará, Acre e Amazonas é o tema da exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro.

A mostra reúne 80 obras, de 21 artistas, e ocupa todas as salas do segundo andar do espaço, depois de já ter passado por Belém, Fortaleza e Brasília.
A idealização do projeto é do Museu das Mulheres, primeiro museu brasileiro dedicado a valorizar e dar visibilidade à produção artística, cultural e histórica de mulheres.
A diretora artística e curadora da mostra, Sissa Aneleh, fala sobre como surgiu a ideia da exposição.
“Eu encontrei as artistas amazônicas a partir da minha pesquisa de mestrado e doutorado em arte voltada para as mulheres e história da arte, reunindo 16 anos de investigação. Como historiadora da arte, considero a arte contemporânea amazônica feminina consolidada a ponto de já ser um capítulo da arte brasileira que deve ser reconhecido por sua contribuição ao Brasil”.
Na mostra, são apresentadas obras produzidas desde a década de 1970 até os dias de hoje, em diferentes suportes, como pintura, escultura, fotografia e videoarte. Entre as artistas participantes estão Auá Mendes, Keila-Sankofa e Bárbara Savannah. A curadora fala sobre os temas abordados e explica a escolha das profissionais.
“As obras abordam artivismo, o corpo como obra, culturas amazônica, indígena, afro-brasileira, pré-história e tecnologias amazônicas, a arte do afeto que é muito presente na região, biografias e ancestralidades femininas. Todas essas temáticas se potencializam com a abordagem da história das mulheres que todas as artistas apresentam. Foi decisivo o conjunto da obra de cada artista e da sua permanência nas temáticas da cultura e do universo feminino amazônicos”.
O espaço expositivo conta ainda com um ambiente imersivo, que leva os visitantes para uma experiência interativa com uma parte da mostra, como explica Sissa Aneleh.
“Algumas obras da exposição podem ser visualizadas em sala espacial com óculos 3D e visão em 360 graus. Também exibimos um filme em realidade virtual do acervo do Museu das Mulheres. O espaço é imperdível”.
A questão da acessibilidade para diferentes públicos é outro elemento importante da exposição, com diversos recursos empregados e visitas guiadas, como destaca Sissa.
“As exposições do Museu das Mulheres têm por padrão a garantia da acessibilidade de todos os públicos. Na exposição Amazônicas temos obras táteis, áudio descrição de obras e intérprete de libras. O projeto conta com kit de acessibilidade para o público neurodivergente, além de contratação de profissionais PCD e neurodiversos”.
Outras atividades que fazem parte do projeto são a programação formativa e oficinas de economia criativa voltadas para mulheres, além da programação educativa para crianças e jovens.
A mostra tem entrada franca e segue até o dia 16 de novembro!
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