Cultura
Leituraço com pé na areia: evento no Rio leva livros à praia
Cultura
No Rio de Janeiro, um projeto cultural vai levar livros para a praia. O Leituraço no Caribrejo, que tem como objetivo aproximar a literatura do espaço público, acontece no dia 1º de março na praia do Flamengo, da Zona Sul, a partir das 10h.

A ideia do evento é convidar o público a desacelerar, folhear histórias e trocar experiências.
Durante a atividade, serão emprestados cerca de 500 livros, de editoras diversas, mediante identificação de cada leitor. O público também poderá levar suas próprias obras para fazer as trocas.
O Leituraço conta ainda com a participação de importantes nomes da literatura, como a escritora Clara Alves, autora do best-seller LGBTQIAP+, Conectadas, o escritor e comunicador André Carvalhal, finalista do prêmio Jabuti 2019, e a criadora de conteúdo literário Erika Lendo. Eles participam da ação dialogando com o público, compartilhando experiências e reforçando a importância da leitura no cotidiano.
A iniciativa conta com idealização e produção da editora e produtora cultural Raquel Menezes, tem co-realização da Estante Virtual e parceria de editoras e instituições voltadas para a leitura.
O evento é gratuito.
Cultura
“Elefante”: espetáculo debate Alzheimer e racismo estrutural
Um debate entre memória e esquecimento a partir de duas experiências muito distintas: essa é a proposta do espetáculo “Elefante” do Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas, que está em cartaz até o próximo domingo de graça no Teatro Paulo Eiró na cidade de São Paulo.

De um lado está Célia, uma mulher branca idosa que sofre de Alzheimer e é abandonada pela família. Do outro está Xhosa, uma mulher negra que sofre um outro tipo de esquecimento: o das trabalhadoras domésticas invisíveis na estrutura de um trabalho análogo à escravidão. A diretora e dramaturga, Beatriz Nauali, explica o que a figura da personagem Xhosa representa.
“Não só as trabalhadoras domésticas, mulheres negras que são, a base da pirâmide social no Brasil, como também toda uma comunidade, a comunidade negra que vem sendo marginalizada historicamente, oprimida, violentada e esquecida. O espetáculo fala sobretudo sobre o esquecimento, sobre as condições em que são colocadas as pessoas negras, as trabalhadoras domésticas, principalmente quando se diz sobre a persistência de lógica de trabalho análogo à escravidão.
O contraponto entre doença biológica: o Alzheimer, e a doença social: racismo estrutural, revela camadas na dinâmica de outros personagens que também aparecem na encenação, como comenta Beatriz Nauali.
“A presença do neto dessa senhora que vai visitá-la nesse aniversário e depois de uma amigável vizinho que se chama Caim, que é um homem negro e que tem auxiliado a Célia ali nesse momento de vulnerabilidade de abandono da família. A história, pelo que nós como grupos construímos, vem nos dizer desse lugar, dos giros de 360 na história.”
O Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas é formado por especialistas das cidades da Bacia do Juquery, região periférica da Grande São Paulo. O espetáculo “Elefante” está em cartaz no Teatro Paulo Eiró, no bairro de Santo Amaro, nesta sexta-feira e sábado às oito da noite e no domingo às sete da noite. Ingressos gratuitos disponíveis na plataforma Sympla ou direto na bilheteria do teatro uma hora antes. Após a apresentação, o grupo faz uma roda de conversa com o público.
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