Sinop
Prefeitura oferece exames de alta complexidade em hospitais particulares de Sinop
Sinop
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou neste domingo (12) um mutirão de exames de alta complexidade com objetivo de reduzir a fila de espera por tomografia e ressonância magnética. O serviço é oferecido em hospitais da rede particular da cidade, por meio de contratação realizada via Consórcio Público de Saúde Vale do Teles Pires. O objetivo é promover a comodidade e qualidade de vida aos pacientes com atendimento em seu município de domicílio.
Nesta edição os atendimentos foram realizados pela equipe médica do Hospital Dois Pinheiros, ao longo de todo o dia de ontem (12). Foram atendidos 30 pacientes para exames de tomografia e 30 para ressonância magnética, totalizando 60 procedimentos no âmbito da alta complexidade.
José Dutra, 67 anos, foi um dos pacientes participantes do mutirão, para a realização de uma tomografia, e relata que já aguardava esse procedimento há bastante tempo. “Eu estou com problema no joelho, gasto de cartilagem, aí vim fazer um exame pra ver se vai ter que fazer uma cirurgia, porque ele dói muito, incha, quando você vai andar ele parece que vai deslocar. Já tem uns oito meses ou mais que eu esperava para liberar o exame. Esses mutirões tem que ter, porque agiliza, bem mais prático”, declarou.
O secretário de Saúde, Erico Stevan, destacou a importância dessa ação. “Desde que assumi, o prefeito Roberto e o vice Paulinho nos cobra a humanização no atendimento da saúde. O que estamos efetivamente entregando é isso: realizando exames de alta complexidade, aqui mesmo em hospitais particulares da cidade, sem ter que deslocar os pacientes para outros municípios ou para Cuiabá. Isso agiliza o atendimento de pessoas que, por vezes, estão há muito tempo aguardando esses procedimentos”, destacou.
Erico também fala sobre a atenção da atual gestão para além dos procedimentos de baixa complexidade. “Com ações concretas como essa, além de garantir os atendimentos da atenção primária que é responsabilidade do município, temos avançado a passos largos no âmbito da média e alta complexidade também. Exemplo disso é que, além dos exames realizados nos hospitais privados aqui de Sinop, entregamos o Novo CEM [Centro de Especialidades Médicas] e o NAE [Núcleo Avançado de Especialidades], com atendimentos diários por médicos especialistas em áreas difíceis de encontrar até mesmo na rede privada, como oncologista e neuropediatra, por exemplo”, acrescentou.
Outra vantagem apontada pelo secretário de saúde é a valorização de instituições e profissionais de saúde da cidade. “Quando contratamos o serviço aqui mesmo em Sinop, além de facilitar o acesso do paciente, evitando deslocamentos, estamos movimentando a economia local. O hospital aqui de Sinop gera empregos e movimenta a economia da nossa cidade. A maioria dos profissionais de saúde que aqui atuam, residem em Sinop, fazem suas compras no comércio local, então também temos esse outro impacto positivo”, pontuou Stevan.
Tomografia e Ressonância Magnética
Profissionais do Hospital Dois Pinheiros, que atuaram durante o mutirão de exames dos pacientes oriundos da rede pública de saúde, explicaram o objetivo e como são realizados cada exame.
Henrique Cândido, técnico em radiologia, apresentou informações a respeito de tomografia. “A tomografia é um exame de imagem para a parte óssea e algumas partes móveis. Aqui a gente vai ver, inicialmente, fraturas, derrames, edemas. Algumas fraturas estão bem presentes num raio-x, mas muitas vezes o médico pede uma tomografia num pré-operatório. Com o paciente já posicionado, é um exame que leva uns dois ou três minutos”, explicou.
Já a técnica em radiologia, Karina Ariga, explicou sobre a ressonância magnética. “O exame de ressonância é para ver parte de estrutura muscular, tendões, hérnias, a parte cerebral também a gente vê com muito mais detalhes do que os outros exames fornecem. Pessoas com lesões, ou que têm muita convulsão, com problemas de coluna, hérnia, lesões musculares, esportistas, pessoas que fazem bastante academia, normalmente é o pessoal que procura mais a ressonância magnética. Cada exame leva em torno de 20 minutos”, detalhou.
Como buscar os atendimentos?
A Secretaria Municipal de Saúde esclarece que, para ter acesso a esse primeiro atendimento de avaliação e receber os devidos encaminhamentos, a porta de entrada do paciente é a Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência.
Sinop
Prefeitura de Sinop reúne instituições para construir Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Assistência Social, promoveu um importante encontro, na manhã de hoje (17), com o objetivo de construir propostas para o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Participaram da agenda representantes de Secretarias Municipais, Conselhos, Forças de Segurança, Justiça, Sociedade Civil Organizada, além da Rede de Enfrentamento.
Os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho, de acordo com a afinidade de atuação de cada um, para discutir os quatro eixos temáticos do Plano: Educação e Comunicação; Atendimento e Segurança Pública; Justiça e Atenção às Vítimas; e Governança.
A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, destacou que a elaboração do plano é uma responsabilidade compartilhada entre o município e as instituições que atuam na rede de proteção. “Estamos reunidos com representantes de várias instituições, do campo e da cidade, associações e órgãos de segurança para debater o Plano Decenal. Essa junção de trabalho, dentro dos quatro eixos propostos pelos planos Nacional e Estadual, está sendo discutida hoje com pessoas relevantes para nos ajudar a controlar esse índice que tem preocupado a gestão e toda a sociedade. Finalizadas as ações, metas e indicadores, o plano será encaminhado ao prefeito para formalização por Decreto e, posteriormente, ao Estado”, explicou.
A gestora de Programas e Projetos, Lauren Menegon, ressaltou que o planejamento será fundamental para ampliar o acesso a investimentos voltados às políticas públicas para as mulheres. “A elaboração desse plano em conjunto com o plano de metas do Governo do Estado é muito importante porque servirá como nosso guia norteador de ações, permitindo buscar recursos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres. O município já desenvolve diversas ações voltadas a essa pauta, mas sabemos que, sem recursos, a execução se torna mais difícil”, afirmou.
Para a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a ampla participação das instituições demonstra o comprometimento dos agentes e fortalece o planejamento das ações. “Temos aqui diversos representantes das instituições que integram essa rede. Isso mostra a sua força. Não basta apenas realizar as ações, é preciso planejar, colocar no papel, monitorar e avaliar o trabalho. Todas as instituições estão engajadas para enfrentar e combater essa situação de violência, e o resultado virá. Além disso, temos um forte trabalho preventivo com crianças e adolescentes para construir um futuro com menos violência”, destacou.
Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Dr. Pedro Figueiredo, enfatizou que o plano busca garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das gestões. “O Ministério Público ressalta a importância da proteção da mulher em situação de violência doméstica. Estamos construindo um plano de dez anos focado no interesse público, sem pessoalizar ações. O município só tem a ganhar, especialmente as mulheres. Em Sinop existe uma Rede de Enfrentamento muito ágil, muito atuante e conectada para a proteção das vítimas de violência doméstica”, enalteceu.
A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Dra. Renata Evangelista, reforçou que o planejamento permitirá aperfeiçoar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência. “Essa atuação conjunta de todos os órgãos, planejando como essa mulher será acolhida e de que maneira podemos ajudá-la, é de suma importância. Sentar, identificar os gargalos e discutir como ocupar esses espaços é o caminho para conseguirmos tirar essa mulher do ciclo de violência e diminuir os índices, inclusive de feminicídio”, afirmou.
A major Priscila Megier, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, destacou que as forças de segurança costumam ser o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção e, por isso, a integração entre as instituições é essencial. “Nós somos, muitas vezes, o primeiro contato dessa mulher vítima de violência com a administração pública e com a rede de proteção. Eventos como esse promovem integração entre os agentes de segurança, o Poder Judiciário e o Executivo. Quem ganha com isso é a sociedade, as mulheres e também as instituições, que passam a atuar de forma conjunta”, ressaltou.
A sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o trabalho da equipe ocorre após o registro da ocorrência, acompanhando as mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é pós-ocorrência. Depois do boletim de ocorrência e da concessão da medida protetiva, fazemos o acompanhamento da vítima, visitas e a fiscalização do cumprimento dessas medidas. Tem aumentado significativamente a quantidade de medidas protetivas, o que significa que mais mulheres estão denunciando e encontrando coragem para buscar ajuda”, informou.
A coordenadora da Proteção Social Especial (PSE) e Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou a importância de garantir que o plano contemple a realidade de todas as mulheres. “É importante que o Plano Decenal aconteça com a participação representativa de todas. Trazer para essa pauta as necessidades vivenciadas pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e de outros grupos vulneráveis fará com que esse plano venha ao encontro das necessidades de todas as mulheres de Sinop”, afirmou.
Encerrando as manifestações, a diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), Daniela Melhorança, ressaltou o papel da educação, da comunicação e da participação da sociedade no enfrentamento à violência. “Quando falamos de violência contra a mulher, falamos de uma violência que atinge toda a família. Não há como vencer essa batalha sem educação e comunicação. Hoje existe a falsa sensação de que a violência está aumentando, quando, na realidade, ela está sendo exposta, e isso é importante para que seja combatida. A sociedade civil é fundamental para divulgar, fiscalizar, alertar e educar. É uma missão de todos não se calar diante da violência. Esse trabalho é importante porque norteia as atitudes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil no combate à violência contra a mulher”, concluiu.
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