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Circuito Literário no RN vai promover a leitura em cidades do interior

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O Rio Grande do Norte ganhou nesta quinta-feira (14) um projeto voltado à promoção do livro, da leitura e da formação cultural por meio do Clip – o Circuito Literário Potiguar. O projeto, inédito de interiorização da leitura e valorização dos autores locais, está orçado em R$ 2,2 milhões, parceria do governo estadual com o Ministério da Cultura. A previsão é que dure três meses.

A ação integra a Política Nacional de Leitura e Escrita. E prevê dezenas de atividades formativas itinerantes e deve impactar o interior potiguar e também a capital, como explica a governadora Fátima Bezerra.

“Ele vai percorrer as 15 regionais de Educação-Cultural que nós temos no Rio Grande do Norte. E desemboca com a Bienal, a grande feira do livro, em Natal. Esse Circuito vai ser para quê? Para interiorizar o incentivo ao livro”.

A primeira fase, prevista para junho e julho deste ano, vai percorrer 14 cidades do interior. Começa por Apodi, Mossoró e Pau dos Ferros e termina em Parnamirim. Em agosto, a capital, Natal, recebe uma segunda etapa do Circuito, encerrando esta primeira edição.  Em cada cidade a duração do projeto é de dois dias. Haverá feira de livros composta por editoras, sebos e autores independentes.

As localidades receberão também duas oficinas cada, além de mesas de conversa, saraus, apresentações de artistas locais e circulação de autores e agentes culturais. A intenção é formar cidadãos com mais interesse pela leitura e pela construção de uma consciência crítica.

Os temas das oficinas foram definidos após consulta às secretarias municipais de cultura para identificar demandas específicas. Entre as modalidades oferecidas estão cordel, slam, quadrinhos, escrita criativa, roteiro para podcast e cinema, jornalismo e poesia.


Fonte: EBC Cultura

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“Elefante”: espetáculo debate Alzheimer e racismo estrutural

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Um debate entre memória e esquecimento a partir de duas experiências muito distintas: essa é a proposta do espetáculo “Elefante” do Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas, que está em cartaz até o próximo domingo de graça no Teatro Paulo Eiró na cidade de São Paulo.

De um lado está Célia, uma mulher branca idosa que sofre de Alzheimer e é abandonada pela família. Do outro está Xhosa, uma mulher negra que sofre um outro tipo de esquecimento: o das trabalhadoras domésticas invisíveis na estrutura de um trabalho análogo à escravidão. A diretora e dramaturga, Beatriz Nauali, explica o que a figura da personagem Xhosa representa.

“Não só as trabalhadoras domésticas, mulheres negras que são, a base da pirâmide social no Brasil, como também toda uma comunidade, a comunidade negra que vem sendo marginalizada historicamente, oprimida, violentada e esquecida. O espetáculo fala sobretudo sobre o esquecimento, sobre as condições em que são colocadas as pessoas negras, as trabalhadoras domésticas, principalmente quando se diz sobre a persistência de lógica de trabalho análogo à escravidão. 

O contraponto entre doença biológica: o Alzheimer, e a doença social: racismo estrutural, revela camadas na dinâmica de outros personagens que também aparecem na encenação, como comenta Beatriz Nauali.

“A presença do neto dessa senhora que vai visitá-la nesse aniversário e depois de uma amigável vizinho que se chama Caim, que é um homem negro e que tem auxiliado a Célia ali nesse momento de vulnerabilidade de abandono da família. A história, pelo que nós como grupos construímos, vem nos dizer desse lugar, dos giros de 360 na história.”

O Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas é formado por especialistas das cidades da Bacia do Juquery, região periférica da Grande São Paulo. O espetáculo “Elefante” está em cartaz no Teatro Paulo Eiró, no bairro de Santo Amaro, nesta sexta-feira e sábado às oito da noite e no domingo às sete da noite. Ingressos gratuitos disponíveis na plataforma Sympla ou direto na bilheteria do teatro uma hora antes. Após a apresentação, o grupo faz uma roda de conversa com o público.


Fonte: EBC Cultura

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