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Casal de faccionados é preso com pasta base de cocaína que seria levada para Várzea Grande

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A Polícia Militar de Mato Grosso prendeu um homem e uma mulher, de 43 e 44 anos, suspeitos de associação para o tráfico ilícito de drogas, na noite desta quinta-feira (21), no município de Jangada. Com o casal, identificado como membro de uma facção criminosa, foram apreendidos 18 quilos de pasta base de cocaína.

Conforme o boletim de ocorrência, os militares receberam denúncias anônimas sobre um homem que estava dentro de um veículo Astra de cor preta tirando fotos de uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF), em um posto de combustível, na BR-163.

Diante da ação suspeita, os policiais se deslocaram até o endereço informado e encontraram o carro, com as mesmas características relatadas, abordando o ocupante. O suspeito apresentou bastante nervosismo com a presença da PM e deu informações desencontradas. Por fim, ele revelou que estaria na cidade para encontrar sua amante.

Os militares fizeram buscas no veículo, com apoio da PRF, e não encontraram nada de ilícito. Em seguida, ainda durante a abordagem, as equipes receberam informações do setor de inteligência de que um carro Nissan prata estaria na companhia do veículo Astra e circulando pela cidade de Jangada.

Os policiais mantiveram o suspeito detido e solicitaram apoio para novas diligências na busca do Nissan. No perímetro urbano, o veículo foi encontrado estacionado em outro posto de combustível, também às margens da BR-163.

O carro estava ocupado por uma mulher, de mesmo nome informado pelo suspeito, que revelou que estava transportando drogas no porta-malas. Os militares fizeram uma vistoria e encontraram 18 tabletes de pasta base de cocaína.

Ainda em depoimento, a suspeita afirmou que estava aguardando novas ligações do homem detido para que eles pudessem continuar a viagem e que ele estaria agindo como batedor para o transporte das drogas. Ela ainda afirmou que o destino da viagem seria a cidade de Várzea Grande e que eles receberiam dinheiro pela entrega da droga.

Com o flagrante, os dois suspeitos receberam voz de prisão em flagrante e foram conduzidos para a delegacia mais próxima, com os entorpecentes apreendidos, para registro da ocorrência e demais providências.

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Líder de facção criminosa namorava missionária e bancou cirurgia plástica

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Conteúdo/ODOC – A missionária Rhavenna Barcelos de Almeida, presa nesta quinta-feira (16) durante a Operação Fariseus, teria recebido uma cirurgia plástica paga por um dos principais líderes do Comando Vermelho de Mato Grosso.

Segundo o delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Cuiabá, Rhavenna mantinha um relacionamento com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, apontado como um dos chefes da facção. Ele está foragido desde 2024, após romper a tornozeleira eletrônica enquanto cumpria medidas cautelares.

As investigações apontam que a missionária e outros integrantes do grupo recebiam benefícios em troca do apoio prestado à organização criminosa.

“Eles ganhavam proteção desses membros da organização criminosa e recebiam favores. Por exemplo, a presa teve uma cirurgia plástica paga por um líder da facção criminosa”, afirmou o delegado.

Além de Rhavenna, seus pais, os pastores Nivaldo de Almeida e Orminda Barcelos Almeida, responsáveis por uma igreja evangélica em Cuiabá, foram alvo de mandados de busca e apreensão por suspeita de participação no esquema.

Outro episódio investigado envolve um furto ocorrido na residência da missionária. Conforme a Polícia Civil, após identificar o suspeito, ela teria acionado integrantes da facção para aplicar um “salve”, em vez de registrar boletim de ocorrência.

“Houve uma situação de um crime patrimonial na residência dela. Ela identificou a pessoa e, em vez de procurar a Polícia, como deve fazer qualquer cidadão, buscou ajuda da facção criminosa, e esse salve ocorreu”, relatou Freitas.

Atuação dentro dos presídios

De acordo com a investigação, os suspeitos utilizavam projetos missionários para ingressar em unidades prisionais, onde levavam dinheiro, recados e determinações de líderes da facção presos.

A Polícia Civil afirma ainda que o grupo intermediava a comunicação entre criminosos de Mato Grosso e do Rio de Janeiro, além de ocultar recursos provenientes das atividades ilícitas.

“Os investigados se apresentavam como missionários para entrar nos presídios e levar a palavra aos detentos. No entanto, mantinham relação próxima com líderes da facção criminosa que atua em Mato Grosso, transmitiam recados e também lavavam dinheiro para esses integrantes”, disse o delegado.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam veículos, dinheiro em espécie e camisetas que, segundo a investigação, fazem referência à facção criminosa.

A Polícia também apura a origem do patrimônio de Rhavenna. Segundo Freitas, há indícios de incompatibilidade entre o padrão de vida da investigada e a ausência de atividade econômica que justifique os bens.

“Eles se beneficiam de valores sem exercer atividade laboral. É uma troca de favores. Todo o patrimônio que ela constrói, segundo a investigação, não decorre de trabalho. Ela possui empresas de fachada e faz movimentação de valores em espécie”, afirmou.

“O patrimônio, os veículos e o padrão de vida dela são objetos da investigação, que busca confirmar se foram custeados por integrantes da facção”, completou.

Operação Fariseus

Além da prisão preventiva de Rhavenna, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão, determinou a quebra dos sigilos telefônico, telemático e bancário dos investigados e proibiu temporariamente o ingresso deles em unidades prisionais por meio de projetos religiosos.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo de Cuiabá, com base nas investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Draco.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção de menor, tortura e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, a suspeita de lavagem está relacionada ao suposto recebimento de recursos ilícitos e à ocultação da origem dos valores por meio de movimentações financeiras.

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