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MT é o estado com maior número de pessoas resgatadas em situação de trabalho escravo
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A Comissão Pastoral da Terra no estado de Mato Grosso (CPT-MT) lançou o relatório “Conflitos no Campo Brasil 2025”, publicação anual da entidade que apresenta um panorama sobre a questão agrária no Brasil.
O relatório aponta que o ano de 2025 colocou o Mato Grosso na liderança nacional no número de pessoas resgatadas em situação análoga à escravidão. Foram duas ocorrências deste tipo de crime, sendo que, em apenas um dos casos, 586 pessoas foram resgatadas. No total, as ações de fiscalização resultaram na libertação de 606 trabalhadores submetidos a condições degradantes, jornadas exaustivas e restrição de direitos básicos.
O principal caso, com 586 pessoas resgatadas, ocorreu no município de Porto Alegre do Norte (MT). Os trabalhadores foram encontrados na construção de uma usina de etanol. O outro registro diz respeito ao resgate de 20 trabalhadores do corte e empilhamento de madeira na Fazenda Eliane Raquel e Quinhão, em Nova Maringá (MT).
CONFLITOS AGRÁRIOS
No ano passado, o Centro de Documentação Dom Tomás Balduino da CPT (Cedoc) registrou 63 Conflitos no Campo no estado, que envolveram quase 54 mil pessoas. A maior parte dos casos está relacionada ao eixo de Conflitos por Terra, que somaram 53 ocorrências e atingiram 11.841 famílias. Lideram o ranking de principais impactados pelos conflitos as pessoas assentadas, posseiros e quilombolas.
Outro dado que chama atenção são as ações de pistolagem, com 200 registros ligados a ameaças, intimidações e atuação de grupos armados em áreas de conflito. Destaca-se ainda os casos de ameaça de despejos judiciais, são 4.701, um aumento de mais de 300% em relação ao ano anterior. Nesta categoria, a Pastoral registra as situações em que as famílias convivem com a possibilidade de despejo via Justiça.
A região Norte de Mato Grosso conta com 26 municípios envolvidos em conflitos, sendo a campeã no estado. O dado reflete um aumento de 36,8% em relação à 2024. No geral, o estado contabiliza 48 municípios com conflitos no campo, dado que também cresceu, 14,3%, comparado à 2024.
CONFLITOS PELA ÁGUA
Os conflitos por água também seguem crescendo no estado. Em 2025, foram contabilizadas oito ocorrências, afetando diretamente 1.491 famílias. As disputas envolvem, principalmente, o acesso e uso de recursos hídricos em regiões impactadas pelo avanço agrícola, barramentos, contaminação das águas e restrição de acesso por comunidades tradicionais e pequenos produtores.
NO BRASIL
No país, os dados de 2025 compilados pela Pastoral da Terra mostram uma redução de 28% nos registros de conflitos no campo em relação a 2024, com 1.593 ocorrências, diante das 2.207. Em comparação com os últimos dez anos, os números são maiores apenas que os de 2017 e 2018, quando foram registrados 1.531 e 1.570 conflitos, respectivamente.
Mesmo com a diminuição nos registros gerais, a violência contra povos e comunidades tradicionais continua. O número de assassinatos no campo passou de 13 para 26 vítimas.
Também houve aumento dos casos de trabalho escravo rural, bem como no número de trabalhadores(as) resgatados(as). Para mais detalhes sobre os dados nacionais.
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Quatro faccionados são presos fugindo de bicicleta após incendiarem residência de rival
Equipes policiais do 6º Comando Regional e do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) prenderam um homem e apreenderam três adolescentes que incendiaram uma residência, no final da noite deste domingo (24), em Cáceres. Todos os suspeitos foram identificados como membros de uma facção criminosa e cometeram o crime contra um integrante de facção rival.
Por volta de 22h, os militares receberam denúncias sobre quatro suspeitos que estavam em uma residência portando um galão contendo combustível, no bairro Jardim Guanabara. Diante das informações, as equipes foram ao endereço e flagraram os suspeitos deixando o local em três bicicletas.
Os policiais iniciaram abordagem e detiveram um adolescente, enquanto o restante do grupo fugiu. Após alguns metros de perseguição, os demais suspeitos também foram detidos, sendo encontrado com um deles uma faca, que foi apreendida.
Questionados pela Polícia Militar, os suspeitos afirmaram que foram ao endereço para executar um integrante de uma facção rival. No entanto, como não encontraram a suposta vítima no local, decidiram incendiar o imóvel. Durante a ocorrência, os militares também constataram que os faccionados realizavam uma chamada de vídeo por meio de um aparelho celular.
De volta ao local do crime, a casa foi encontrada em chamas, com fogo principalmente no telhado e em seu interior. Uma equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada e extinguiu o incêndio.
Os suspeitos receberam voz de prisão e foram conduzidos para a delegacia da cidade para registro da ocorrência e demais providências.
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