Cultura
Roliúde Cine Fest reúne cineastas em Cabaceiras
Cultura
A cidade de Cabaceiras, localizada no Cariri paraibano, realiza a partir desta sexta-feira até o próximo domingo a primeira edição do Roliúde Cine Fest.

Serão 3 dias de filmes, encontros, debates e conexões internacionais, reunindo artistas, realizadores e amantes do cinema, na cidade que é conhecida popularmente como a “Roliúde Nordestina”.
O evento é uma realização da equipe do Los Angeles Brazilian Film Festival, considerado um dos mais importantes dedicados ao cinema brasileiro fora do país e que acontece desde 2008.
A ideia dos organizadores é que essa expansão em terras brasileiras através do evento em Cabaceiras passe a fazer parte do calendário anual de festivais dedicados ao audiovisual.
A abertura do Roliúde Cine Fest acontece logo mais às cinco da tarde, com a exibição do longa-metragem “O Sertão Vai Vir ao Mar” do diretor Rodrigo César.
Ainda dentro da programação haverá a exibição dos longas, “Os Infiéis”, “Malaika”, “Acordo com Lampião? Só na Boca do Fuzil”, “Acampamento Intergaláctico”, “Cordélicos”, “Rosa Tirana” e “Um Carnaval em Cada Esquina”.
A programação também terá exibição de produções do Brasil e dos Estados Unidos.
Os painéis irão abordar temas ligados ao mercado audiovisual. Um deles, no sábado, discute o papel dos Festivais Internacionais como porta de entrada para coproduções, distribuição e reconhecimento global.
Entre os profissionais que participam do Festival estão os cineastas Rogério Sagui e Dannon Lacerda e os atores Mayana Neiva e Bruno Garcia.
Reconhecida como um dos cenários mais emblemáticos do audiovisual brasileiro, Cabaceiras abriga paisagens únicas e uma rica história cinematográfica, tendo servido de locação para mais de 50 produções ao longo das últimas décadas.
Os ingressos para todas as sessões são gratuitos, mas precisam ser retirados antecipadamente no site roliudecinefest.com
A programação completa está disponível no Instagram @roliudecinefest
Cultura
“Elefante”: espetáculo debate Alzheimer e racismo estrutural
Um debate entre memória e esquecimento a partir de duas experiências muito distintas: essa é a proposta do espetáculo “Elefante” do Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas, que está em cartaz até o próximo domingo de graça no Teatro Paulo Eiró na cidade de São Paulo.

De um lado está Célia, uma mulher branca idosa que sofre de Alzheimer e é abandonada pela família. Do outro está Xhosa, uma mulher negra que sofre um outro tipo de esquecimento: o das trabalhadoras domésticas invisíveis na estrutura de um trabalho análogo à escravidão. A diretora e dramaturga, Beatriz Nauali, explica o que a figura da personagem Xhosa representa.
“Não só as trabalhadoras domésticas, mulheres negras que são, a base da pirâmide social no Brasil, como também toda uma comunidade, a comunidade negra que vem sendo marginalizada historicamente, oprimida, violentada e esquecida. O espetáculo fala sobretudo sobre o esquecimento, sobre as condições em que são colocadas as pessoas negras, as trabalhadoras domésticas, principalmente quando se diz sobre a persistência de lógica de trabalho análogo à escravidão.
O contraponto entre doença biológica: o Alzheimer, e a doença social: racismo estrutural, revela camadas na dinâmica de outros personagens que também aparecem na encenação, como comenta Beatriz Nauali.
“A presença do neto dessa senhora que vai visitá-la nesse aniversário e depois de uma amigável vizinho que se chama Caim, que é um homem negro e que tem auxiliado a Célia ali nesse momento de vulnerabilidade de abandono da família. A história, pelo que nós como grupos construímos, vem nos dizer desse lugar, dos giros de 360 na história.”
O Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas é formado por especialistas das cidades da Bacia do Juquery, região periférica da Grande São Paulo. O espetáculo “Elefante” está em cartaz no Teatro Paulo Eiró, no bairro de Santo Amaro, nesta sexta-feira e sábado às oito da noite e no domingo às sete da noite. Ingressos gratuitos disponíveis na plataforma Sympla ou direto na bilheteria do teatro uma hora antes. Após a apresentação, o grupo faz uma roda de conversa com o público.
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