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Conheça a história de superação de Elena, paciente acompanhada pelo CAPS

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Durante o Janeiro Branco, campanha dedicada à conscientização sobre a importância da saúde mental, a Prefeitura de Diamantino, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, reforça o compromisso com o cuidado integral e com a ampliação do acesso aos serviços públicos especializados.

Entre os serviços que compõem a rede municipal está o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), que oferece acompanhamento multiprofissional, escuta qualificada e suporte contínuo a pessoas em situação de sofrimento emocional.

A trajetória de Elena Rodrigues Baptista, de 60 anos, paciente acompanhada pela unidade, evidencia a importância do acesso ao atendimento em saúde mental. Antes de iniciar o acompanhamento no CAPS, ela enfrentava um período de intenso sofrimento, marcado por dores físicas recorrentes e crises que afetavam sua qualidade de vida.

“Na realidade, eu tive um problema físico. Meu lado direito paralisou e eu comecei a fazer tratamento em 2015. Em 2018, começaram as crises”, relata. Segundo Elena, as dores eram constantes e debilitantes. “Às vezes saíam lesões no pescoço e pelo corpo todo. O médico diagnosticou como herpes-zóster. O sofrimento e a dor eram muito grandes.”

Após diversas tentativas de tratamento sem melhora significativa, ela foi encaminhada ao CAPS. “Eu estava tomando muito medicamento e a dor não desaparecia. O médico então me encaminhou para cá”, conta. Ao chegar ao serviço, descreve o momento como um dos mais difíceis: “Eu cheguei aqui quebrada, não sabia nem quem eu era. Estava perdida e com muita dor.”

A adaptação ao acompanhamento em saúde mental não foi imediata. Elena lembra que, no início, resistiu ao tratamento. “Eu resisti muito. Teve vezes que eu vim e não queria voltar mais. Eu dizia: ‘não sou louca’. Eu sentia dor, eu não sou louca.” Com o tempo, o acolhimento da equipe foi fundamental para sua permanência. “Fui muito bem acolhida desde o começo, mesmo sem entender a importância naquele momento.”

Ao longo do processo terapêutico, ela passou a perceber mudanças significativas. “O momento mais difícil foi admitir que eu estava doente e que precisava de ajuda”, afirma. A melhora começou a ser notada com a redução das dores. “Quando eu comecei a parar de sentir dor. Hoje eu não sinto dor. Hoje eu não sofro.”

Elena também destaca transformações emocionais e sociais. “Voltar a confiar nas pessoas, olhar o mundo de uma forma agradável, isso é uma conquista que não tem preço.” Atualmente, relata uma rotina mais equilibrada. “Hoje eu trabalho feliz. Eu me sinto bem.”

O fortalecimento de vínculos também faz parte dessa mudança. “Fazer amigos, valorizar a minha família, valorizar amizades, para mim foi um diferencial muito grande.” O CAPS segue presente em sua rotina. “Eu gosto de participar da terapia, de conversar, de estar aqui. É um ambiente que me faz bem.”

Entre os aprendizados, ela ressalta atitudes simples no dia a dia. “Já levanto de manhã com o pensamento positivo. Tento viver o meu dia sem nada negativo.” Além disso, aprendeu a respeitar seus limites. “Se estou em uma situação de conflito, eu respiro, saio de perto, dou um tempo. Isso é uma coisa que eu aprendi e faço todo dia.”

Durante a campanha Janeiro Branco, Elena deixa uma mensagem a quem enfrenta dificuldades emocionais: “Não tenha medo de pedir ajuda. A gente precisa de ajuda. Não tem como passar por isso sozinho.” Ela também reforça a importância de persistir no tratamento. “Buscar apoio foi difícil, permanecer foi mais difícil ainda. Várias vezes eu quis parar, mas insisti. Funcionou. Está funcionando.”

Prefeitura de Diamantino

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Secretaria Municipal de Saúde orienta população de Diamantino sobre meningite

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A Prefeitura de Diamantino, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informa que diante das dúvidas geradas pelo aumento de casos registrados meningite em Mato Grosso, informa que segue acompanhando o cenário epidemiológico junto aos órgãos estaduais de saúde, com o objetivo de levar orientações importantes e seguras à população.

Conforme divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), no dia 29 de abril de 2026, o Estado registra 29 casos confirmados de meningite entre os meses de janeiro e abril de 2026. No mesmo período, foram registrados 22 casos em 2024 e 25 casos em 2025. Apesar do aumento, a Secretaria Estadual esclarece que o cenário segue dentro do padrão epidemiológico monitorado pela Vigilância em Saúde, sem caracterização de surto ou epidemia.

A secretária de Saúde, Adélia Maria, destacou que a pasta tem realizado um trabalho preventivo realizado pela pasta para fortalecer a imunização no município.

“Essa conscientização sobre a importância da vacinação é um trabalho que já vem sendo desenvolvido pela Secretaria de Saúde há bastante tempo. Recentemente realizamos o projeto Vacina Premiada com o objetivo de incentivar a atualização da caderneta vacinal. Também aproveitamos a mobilização da campanha de vacinação contra a influenza para reforçar a atualização das vacinas de crianças e adultos.”

Adélia completou: “Estamos acompanhando a situação junto aos órgãos de saúde e reforçando todas as orientações necessárias. É importante que a população mantenha a calma, busque informações oficiais e mantenha a vacinação em dia.”

O médico e pediatra especialista, Dr. Paulo Siqueira, explicou que a meningite é uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e outros microrganismos. Segundo o especialista, a vacinação é a principal forma de prevenção contra a doença.

Ele também destaca que manter uma boa alimentação ajuda no fortalecimento da imunidade e reforça que crianças e adolescentes podem continuar normalmente suas rotinas escolares e atividades diárias, mantendo apenas alguns cuidados complementares, como evitar locais com grandes aglomerações.

Ainda segundo o especialista, os pais e responsáveis devem ficar atentos aos seguintes sinais como alerta para a doença, principalmente em crianças.

“Febre alta, vômitos, irritabilidade, sonolência excessiva, convulsões e manchas vermelhas ou arroxeadas pelo corpo são alguns dos sintomas mais comuns. Nos bebês e crianças pequenas, dificuldade para se alimentar, choro persistente, palidez e alterações no comportamento também exigem atenção imediata e avaliação médica.”

Dr. Paulo Siqueira, ainda explica que, atualmente, o tipo de meningite mais frequente no Brasil é a meningite pneumocócica. Em seguida aparecem os casos causados pela bactéria Haemophilus influenzae, além dos casos em que não é possível identificar o agente causador. Já a meningite meningocócica, que possui maior potencial de transmissão, aparece entre os menores números de casos registrados.

“O Brasil possui um dos programas de imunização mais completos do mundo, oferecendo gratuitamente vacinas que protegem contra os principais tipos de meningite”

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Erica Abreu, destacou que a imunização continua sendo a principal forma de prevenção contra a meningite.

“Manter o cartão vacinal atualizado é essencial para proteger nossas crianças e toda a população. As vacinas estão disponíveis gratuitamente nas Estratégias de Saúde da Família.”

Para a prevenção das doenças com maior índice, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente vacinas importantes como a Pneumocócica, a Meningocócica C, a ACWY e a vacina contra o Hemófilos influenzae tipo B. 

A Secretaria Municipal de Saúde de Diamantino reforça que as vacinas estão disponíveis em todas as Estratégias de Saúde da Família (ESFs) do município, com atendimento de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h. Para garantir a imunização, basta apresentar o cartão de vacina e um documento pessoal com foto.

Prefeitura de Diamantino

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