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Concurso premia estudantes de Sinop por produções artísticas em defesa das mulheres

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria Municipal de Educação, realizou nesta sexta-feira (22) a cerimônia de premiação do Concurso Escolar de Expressão sobre a Violência contra a Mulher, integrante do projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”. A iniciativa envolveu estudantes do 1º ao 5º ano da rede municipal de ensino e premiou produções nas categorias desenho, redação, poesia, música e vídeo.

Ao todo, foram entregues 15 premiações principais, contemplando os três primeiros colocados de cada categoria, além de homenagens às escolas participantes e aos professores envolvidos no desenvolvimento das atividades pedagógicas.

A cerimônia reuniu representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário, além de integrantes da rede de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. O concurso foi promovido pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Sinop e o Poder Judiciário de Mato Grosso.

A secretária de Educação, Salete Rodrigues, flou sobre o início do projeto em Sinop, em parceria com o Judiciário. “Esse projeto iniciou em 2025, em parceria com o Judiciário. As doutoras Tatyana e Maria Erotides vieram até Sinop, trouxeram o projeto, fizeram formações com nossas coordenadoras e diretores, e posteriormente o projeto foi desenvolvido em todas as escolas da Rede Municipal. É um tema extremamente importante e muito caro para toda a nossa sociedade”, pontuou.

Ela também destacou o envolvimento dos estudantes nas produções desenvolvidas em sala de aula. “Foram trabalhos lindos, difíceis até de ser selecionados, de uma conscientização imensa às nossas crianças. Hoje aqui vamos apresentar os trabalhos e premiar as crianças que tiveram um melhor desempenho”, acrescentou.

Representando a desembargadora Maria Erotides Kneip, a juíza Tatyana Lopes, idealizadora do projeto, enfatizou que a prevenção começa pela educação e pela mudança de cultura dentro da sociedade. “Tudo começou com um grande sonho. Conversei com a desembargadora Maria Erotides sobre esse trabalho com crianças e adolescentes por meio da produção de textos, vídeos, músicas e poesias. Dessa forma, os estudantes não terão apenas contato com uma palestra, mas serão autores desses projetos”, explicou.

A magistrada também alertou para os altos índices de violência contra as mulheres e reforçou a importância da conscientização desde a infância. “Não basta termos leis mais rígidas. Hoje temos a maior pena do Código Penal, que é a do feminicídio, chegando a 40 anos, e ainda assim tivemos aumento desses crimes. Acreditamos nessa mudança de cultura e a educação é um meio essencial de transformação”, destacou.

Roberto Dorner, prefeito de Sinop, destacou o compromisso da gestão municipal com ações de proteção às mulheres. “A gente vem trabalhando desde o começo da gestão para cuidar das mulheres. A Prefeitura de Sinop sempre foi contra a violência e agressões contra as mulheres. Tanto é que criamos uma lei, dentro do município, que o agressor de mulheres que for condenado não pode trabalhar no poder público municipal, justamente para proteger mais as mulheres. Cada ação que é feita em prol da mulher vai ajudando a acabar com essa triste situação”, afirmou.

A vereadora Sandra Donato, representando o Poder Legislativo, também reforçou a relevância da iniciativa e o apoio da Câmara Municipal às ações de conscientização. “Todas as ações perpassam pela educação. Nós temos que ensinar as nossas crianças desde pequenas. Esse projeto que a desembargadora trouxe para Mato Grosso está reverberando positivamente, para que as crianças possam refletir sobre o tema”, comentou.

Sandra acrescentou o envolvimento do Legislativo Municipal. “A Câmara de Vereadores vem auxiliando esse projeto, por meio da Procuradoria da Mulher, com a divulgação e o apoio, fazendo com que o projeto atinja os quatro cantos da cidade”, afirmou.

A coordenadora da Coordenadoria de Políticas Públicas contra a Violência às Mulheres, Professora Branca, lembrou que ações educativas são fundamentais no combate ao feminicídio. “A única saída que eu vejo é através da educação, da formação, para que daqui a alguns anos possamos diminuir a agressão contra as mulheres e o feminicídio. Hoje são os filhos que estão educando os pais, mudou-se bastante a cultura da formação dentro de casa, e os pais escutam muito os filhos”, declarou.

Entre os estudantes premiados, a aluna Martha Agatha Gomes Aquino, da EMEB Rodrigo Damasceno, conquistou o primeiro lugar na categoria poesia. “O que me inspirou foram alguns vídeos que a gente assistiu falando sobre o assunto. Eu gostei quando soube que fui premiada. Eu não estava esperando, tomei até um susto quando minha mãe me avisou”, relatou.

A estudante também destacou a importância de discutir o combate à violência contra a mulher. “A cada pouco tempo uma mulher morre ou é agredida, então é importante falar sobre isso e dar atenção à violência contra a mulher”, acrescentou.

Durante o evento, os alunos vencedores apresentaram algumas das produções premiadas, incluindo leitura de redação, poesia e apresentação musical.

Escolas premiadas no concurso

Receberam premiações ou tiveram estudantes classificados entre os vencedores as seguintes unidades escolares:

  • EMEB Jurandir Liberino de Mesquita
  • EMEB Aleixo Schenatto
  • EMEB Sadao Watanabe
  • EMEB Lizamara Aparecida Oliva de Almeida
  • EMEB Rodrigo Damasceno
  • EMEB Leni Terezinha Benedetti
  • Centro Educacional Lindolfo José Trierweiller
  • EMEB Basiliano do Carmo de Jesus
  • EMEB Vereador Rodolfo Valter Kunze

Além das escolas vencedoras nas categorias principais, outras unidades da rede municipal também participaram do projeto e receberam 526 medalhas para premiação dos estudantes classificados na etapa escolar.

Prefeitura de Sinop

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Prefeitura de Sinop reúne instituições para construir Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Assistência Social, promoveu um importante encontro, na manhã de hoje (17), com o objetivo de construir propostas para o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Participaram da agenda representantes de Secretarias Municipais, Conselhos, Forças de Segurança, Justiça, Sociedade Civil Organizada, além da Rede de Enfrentamento.

Os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho, de acordo com a afinidade de atuação de cada um, para discutir os quatro eixos temáticos do Plano: Educação e Comunicação; Atendimento e Segurança Pública; Justiça e Atenção às Vítimas; e Governança.

A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, destacou que a elaboração do plano é uma responsabilidade compartilhada entre o município e as instituições que atuam na rede de proteção. “Estamos reunidos com representantes de várias instituições, do campo e da cidade, associações e órgãos de segurança para debater o Plano Decenal. Essa junção de trabalho, dentro dos quatro eixos propostos pelos planos Nacional e Estadual, está sendo discutida hoje com pessoas relevantes para nos ajudar a controlar esse índice que tem preocupado a gestão e toda a sociedade. Finalizadas as ações, metas e indicadores, o plano será encaminhado ao prefeito para formalização por Decreto e, posteriormente, ao Estado”, explicou.

A gestora de Programas e Projetos, Lauren Menegon, ressaltou que o planejamento será fundamental para ampliar o acesso a investimentos voltados às políticas públicas para as mulheres. “A elaboração desse plano em conjunto com o plano de metas do Governo do Estado é muito importante porque servirá como nosso guia norteador de ações, permitindo buscar recursos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres. O município já desenvolve diversas ações voltadas a essa pauta, mas sabemos que, sem recursos, a execução se torna mais difícil”, afirmou.

Para a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a ampla participação das instituições demonstra o comprometimento dos agentes e fortalece o planejamento das ações. “Temos aqui diversos representantes das instituições que integram essa rede. Isso mostra a sua força. Não basta apenas realizar as ações, é preciso planejar, colocar no papel, monitorar e avaliar o trabalho. Todas as instituições estão engajadas para enfrentar e combater essa situação de violência, e o resultado virá. Além disso, temos um forte trabalho preventivo com crianças e adolescentes para construir um futuro com menos violência”, destacou.

Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Dr. Pedro Figueiredo, enfatizou que o plano busca garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das gestões. “O Ministério Público ressalta a importância da proteção da mulher em situação de violência doméstica. Estamos construindo um plano de dez anos focado no interesse público, sem pessoalizar ações. O município só tem a ganhar, especialmente as mulheres. Em Sinop existe uma Rede de Enfrentamento muito ágil, muito atuante e conectada para a proteção das vítimas de violência doméstica”, enalteceu.

A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Dra. Renata Evangelista, reforçou que o planejamento permitirá aperfeiçoar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência. “Essa atuação conjunta de todos os órgãos, planejando como essa mulher será acolhida e de que maneira podemos ajudá-la, é de suma importância. Sentar, identificar os gargalos e discutir como ocupar esses espaços é o caminho para conseguirmos tirar essa mulher do ciclo de violência e diminuir os índices, inclusive de feminicídio”, afirmou.

A major Priscila Megier, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, destacou que as forças de segurança costumam ser o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção e, por isso, a integração entre as instituições é essencial. “Nós somos, muitas vezes, o primeiro contato dessa mulher vítima de violência com a administração pública e com a rede de proteção. Eventos como esse promovem integração entre os agentes de segurança, o Poder Judiciário e o Executivo. Quem ganha com isso é a sociedade, as mulheres e também as instituições, que passam a atuar de forma conjunta”, ressaltou.

A sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o trabalho da equipe ocorre após o registro da ocorrência, acompanhando as mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é pós-ocorrência. Depois do boletim de ocorrência e da concessão da medida protetiva, fazemos o acompanhamento da vítima, visitas e a fiscalização do cumprimento dessas medidas. Tem aumentado significativamente a quantidade de medidas protetivas, o que significa que mais mulheres estão denunciando e encontrando coragem para buscar ajuda”, informou.

A coordenadora da Proteção Social Especial (PSE) e Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou a importância de garantir que o plano contemple a realidade de todas as mulheres. “É importante que o Plano Decenal aconteça com a participação representativa de todas. Trazer para essa pauta as necessidades vivenciadas pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e de outros grupos vulneráveis fará com que esse plano venha ao encontro das necessidades de todas as mulheres de Sinop”, afirmou.

Encerrando as manifestações, a diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), Daniela Melhorança, ressaltou o papel da educação, da comunicação e da participação da sociedade no enfrentamento à violência. “Quando falamos de violência contra a mulher, falamos de uma violência que atinge toda a família. Não há como vencer essa batalha sem educação e comunicação. Hoje existe a falsa sensação de que a violência está aumentando, quando, na realidade, ela está sendo exposta, e isso é importante para que seja combatida. A sociedade civil é fundamental para divulgar, fiscalizar, alertar e educar. É uma missão de todos não se calar diante da violência. Esse trabalho é importante porque norteia as atitudes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil no combate à violência contra a mulher”, concluiu.

Prefeitura de Sinop

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