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#ConheçaSinop: Casa do Artesão preserva a identidade cultural e fortalece o turismo em Sinop
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O local oferece ao público uma grande diversidade de produtos, que vão desde esculturas em madeira, crochê, bordados e pinturas até peças produzidas com sementes de árvores nativas, cipós, fibras naturais, raízes, escamas de peixes e palha de milho. Além disso, a Casa do Artesão reúne esculturas em madeira e souvenires com imagens de araras, capivaras, peixes e onças, que reforçam a ligação de Sinop com a fauna e a flora do norte de Mato Grosso.
À frente da associação, a presidente Salete Carrer explicou a importância da Casa do Artesão e o papel do espaço para os artesãos e para o município: “É uma associação que hoje conta com 44 artesãos, todos de Sinop. Ser daqui é um dos pré-requisitos da casa. Temos produtos regionais, produtos de manualidade e artesanato de raiz. A Casa do Artesão já está aqui há 34 anos, tem uma história e leva o nome de Sinop para o mundo inteiro. Somos muito gratos por esse espaço cedido pelo município e pela gestão pública, porque isso valoriza o nosso trabalho e fortalece o artesanato local”, detalhou.
A presidente também ressaltou a organização e funcionamento ampliado para atender visitantes e turistas, especialmente em períodos de maior movimento: “Neste mês de dezembro, funcionamos das 8h às 22h para atender melhor quem quer conhecer o nosso trabalho. Uma curadora já apontou que a Casa do Artesão de Sinop está entre as melhores de Mato Grosso, pela diversidade e pela qualidade do artesanato. Isso é um orgulho para nós”, celebrou Salete Carrer.
Além da relevância cultural e econômica, Salete enfatizou o impacto social e emocional do artesanato para quem produz: “A Casa do Artesão é como se fosse uma farmácia. É curativa. Quem faz artesanato e manualidade tem a saúde mental muito afinada, porque trabalha a coordenação motora e a mente. A pessoa se dedica ao artesanato e não fica focada apenas nas dificuldades. Para nós, artesãos, é fundamental ter um espaço bonito, bem localizado e organizado, para levar Sinop e o nosso trabalho, feito com dedicação, carinho e responsabilidade, para os visitantes e turistas. Hoje, de 70 a 80% das vendas são para turistas”, afirmou.
A artesã Beatriz Dias reforçou que a Casa do Artesão concentra, em um único local, uma variedade de produtos que dificilmente seria encontrada separadamente em outros pontos da cidade: “Eu produzo arte sacra e outros tipos de artesanato no coco, sempre valorizando aquilo que nós temos na nossa região. Aqui tem muita opção de artesanato e manualidade. Quem entra aqui encontra o que está procurando. Em uma loja comum, seria preciso visitar vários lugares, e aqui não. Encontra-se tudo na Casa do Artesão”, destacou.
Artesanato e turismo
A diretora de Turismo da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, Leidiane Viegas, destacou que a Casa do Artesão exerce papel estratégico no fortalecimento do turismo em Sinop, ao conectar cultura, economia criativa e identidade regional: “A Casa do Artesão de Sinop tem uma série de opções de presentes e lembrancinhas que trazem a cara do nosso município. São peças feitas com sementes, madeiras, escamas de peixe, palha de milho, fibras de bananeira. São lembranças realmente diferenciadas, que tornam o presente muito especial e muito característico da nossa região”, pontuou.
Leidiane Viegas também ressaltou o impacto econômico do artesanato para o município: “O artesanato está diretamente ligado ao turismo. Quando falamos de artesanato local, não estamos falando apenas do produto manual, mas de toda uma rede econômica que é aquecida. Incentivamos quem faz o trabalho manual, geramos emprego, renda e fomentamos automaticamente o turismo em Sinop”, afirmou.
Serviço
Informações: (66) 9 9902-8505
Endereço: Praça da Bíblia – Centro, Sinop (MT)
Instagram:@casadoartesaosinop
A Casa do Artesão integra a lista oficial de atrativos turísticos do site Conheça Sinop, que reúne informações, fotos, vídeos e dados sobre o turismo local. Outros destinos e detalhes sobre o turismo no município estão disponíveis em: conheca.sinop.mt.gov.br.
Veja mais fotos do local: #ConheçaSinop: Casa do Artesão de Sinop | Flickr
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Prefeitura de Sinop reúne instituições para construir Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Assistência Social, promoveu um importante encontro, na manhã de hoje (17), com o objetivo de construir propostas para o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Participaram da agenda representantes de Secretarias Municipais, Conselhos, Forças de Segurança, Justiça, Sociedade Civil Organizada, além da Rede de Enfrentamento.
Os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho, de acordo com a afinidade de atuação de cada um, para discutir os quatro eixos temáticos do Plano: Educação e Comunicação; Atendimento e Segurança Pública; Justiça e Atenção às Vítimas; e Governança.
A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, destacou que a elaboração do plano é uma responsabilidade compartilhada entre o município e as instituições que atuam na rede de proteção. “Estamos reunidos com representantes de várias instituições, do campo e da cidade, associações e órgãos de segurança para debater o Plano Decenal. Essa junção de trabalho, dentro dos quatro eixos propostos pelos planos Nacional e Estadual, está sendo discutida hoje com pessoas relevantes para nos ajudar a controlar esse índice que tem preocupado a gestão e toda a sociedade. Finalizadas as ações, metas e indicadores, o plano será encaminhado ao prefeito para formalização por Decreto e, posteriormente, ao Estado”, explicou.
A gestora de Programas e Projetos, Lauren Menegon, ressaltou que o planejamento será fundamental para ampliar o acesso a investimentos voltados às políticas públicas para as mulheres. “A elaboração desse plano em conjunto com o plano de metas do Governo do Estado é muito importante porque servirá como nosso guia norteador de ações, permitindo buscar recursos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres. O município já desenvolve diversas ações voltadas a essa pauta, mas sabemos que, sem recursos, a execução se torna mais difícil”, afirmou.
Para a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a ampla participação das instituições demonstra o comprometimento dos agentes e fortalece o planejamento das ações. “Temos aqui diversos representantes das instituições que integram essa rede. Isso mostra a sua força. Não basta apenas realizar as ações, é preciso planejar, colocar no papel, monitorar e avaliar o trabalho. Todas as instituições estão engajadas para enfrentar e combater essa situação de violência, e o resultado virá. Além disso, temos um forte trabalho preventivo com crianças e adolescentes para construir um futuro com menos violência”, destacou.
Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Dr. Pedro Figueiredo, enfatizou que o plano busca garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das gestões. “O Ministério Público ressalta a importância da proteção da mulher em situação de violência doméstica. Estamos construindo um plano de dez anos focado no interesse público, sem pessoalizar ações. O município só tem a ganhar, especialmente as mulheres. Em Sinop existe uma Rede de Enfrentamento muito ágil, muito atuante e conectada para a proteção das vítimas de violência doméstica”, enalteceu.
A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Dra. Renata Evangelista, reforçou que o planejamento permitirá aperfeiçoar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência. “Essa atuação conjunta de todos os órgãos, planejando como essa mulher será acolhida e de que maneira podemos ajudá-la, é de suma importância. Sentar, identificar os gargalos e discutir como ocupar esses espaços é o caminho para conseguirmos tirar essa mulher do ciclo de violência e diminuir os índices, inclusive de feminicídio”, afirmou.
A major Priscila Megier, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, destacou que as forças de segurança costumam ser o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção e, por isso, a integração entre as instituições é essencial. “Nós somos, muitas vezes, o primeiro contato dessa mulher vítima de violência com a administração pública e com a rede de proteção. Eventos como esse promovem integração entre os agentes de segurança, o Poder Judiciário e o Executivo. Quem ganha com isso é a sociedade, as mulheres e também as instituições, que passam a atuar de forma conjunta”, ressaltou.
A sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o trabalho da equipe ocorre após o registro da ocorrência, acompanhando as mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é pós-ocorrência. Depois do boletim de ocorrência e da concessão da medida protetiva, fazemos o acompanhamento da vítima, visitas e a fiscalização do cumprimento dessas medidas. Tem aumentado significativamente a quantidade de medidas protetivas, o que significa que mais mulheres estão denunciando e encontrando coragem para buscar ajuda”, informou.
A coordenadora da Proteção Social Especial (PSE) e Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou a importância de garantir que o plano contemple a realidade de todas as mulheres. “É importante que o Plano Decenal aconteça com a participação representativa de todas. Trazer para essa pauta as necessidades vivenciadas pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e de outros grupos vulneráveis fará com que esse plano venha ao encontro das necessidades de todas as mulheres de Sinop”, afirmou.
Encerrando as manifestações, a diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), Daniela Melhorança, ressaltou o papel da educação, da comunicação e da participação da sociedade no enfrentamento à violência. “Quando falamos de violência contra a mulher, falamos de uma violência que atinge toda a família. Não há como vencer essa batalha sem educação e comunicação. Hoje existe a falsa sensação de que a violência está aumentando, quando, na realidade, ela está sendo exposta, e isso é importante para que seja combatida. A sociedade civil é fundamental para divulgar, fiscalizar, alertar e educar. É uma missão de todos não se calar diante da violência. Esse trabalho é importante porque norteia as atitudes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil no combate à violência contra a mulher”, concluiu.
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