Sinop
Prefeitura de Sinop amplia atendimentos de média e alta complexidade
Sinop
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou dados que demonstram avanços significativos na cobertura de atendimentos e procedimentos de média e alta complexidade ofertados pelo poder público municipal, via Consórcio Público de Saúde Vale do Teles Pires. O Centro de Especialidades Médicas (CEM) se destaca nos números apresentados, conforme detalhado a seguir.
De acordo com o relatório do Departamento de Média e Alta Complexidade da SMS, de 2024 para 2025 foram registrados aumentos nas consultas realizadas em quase todas as especialidades disponíveis no CEM. Quatro especialidades, em especial, apresentaram crescimento superior a 80%: dermatologia (aumento de 81%, passando de 458 para 829 consultas); ortopedia (84,9%, de 961 para 1.777); cardiologia (90,6%, de 2.202 para 4.197); e pneumologia (147,6%, de 170 para 421).
Variação por especialidade:
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Pneumologia: +147,6% (de 170 para 421 consultas)
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Cardiologia: +90,6% (de 2.202 para 4.197)
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Ortopedia: +84,9% (de 961 para 1.777)
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Dermatologia: +81,0% (de 458 para 829)
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Neurologia: +69,7% (de 1.055 para 1.790)
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Endocrinologia: +27,4% (de 1.455 para 1.854)
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Otorrinolaringologia: +4,5% (de 1.609 para 1.682)
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Psiquiatria: −3,4% (de 1.313 para 1.268)
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Oftalmologia: −35,1% (de 1.752 para 1.138)
O levantamento aponta ainda que, em 2024, foram contabilizadas 2.413 cirurgias, 15.881 consultas e 29.945 exames. Em 2025, esses números saltaram para 3.936 cirurgias, 22.069 consultas e 36.924 exames. Em termos de valores investidos, o aumento foi de 56,97%, passando de R$ 10,6 milhões em 2024 para R$ 16,7 milhões no ano seguinte.
Das 3.936 cirurgias de média e alta complexidade realizadas em 2025, mais de 2,2 mil foram na área de oftalmologia, representando 56,4% do total. As demais cirurgias foram distribuídas entre otorrinolaringologia (11,9%), ginecologia (9,1%), urologia (7,6%), ortopedia (6,1%), cirurgia geral (3,5%), dermato/plástica (2,3%) e vascular (1,7%). Outras cirurgias não especificadas no relatório somam 1,4%.
Ainda no âmbito cirúrgico, a rede municipal de saúde passou a assumir a realização de cirurgias bariátricas. Em 2025, foram realizadas mais de 40 cirurgias e, em 2026, 30 pacientes já estão pré-selecionados pela Central de Regulação Municipal. A primeira cirurgia bariátrica de 2026 foi realizada ontem (05), tendo como paciente Wesley Ramos.
Inaugurado na última semana, o Núcleo Avançado de Especialidades (NAE) já tem contribuído de forma significativa para o crescimento dos atendimentos de média e alta complexidade. Apenas nesses primeiros dias, foram registradas 429 consultas (210 de oncologia, 196 de neurologia, 22 de psiquiatria e 1 de dermatologia), além de 99 atendimentos de eletrocardiograma, totalizando 528 procedimentos.
Mutirões do CEM
De acordo com a diretora de Média e Alta Complexidade, Emanuelle Costa, os mutirões realizados pelo CEM ao longo de 2025 desempenharam papel fundamental na ampliação da assistência especializada, contribuindo para a redução de filas, a qualificação do acesso e a maior resolutividade das demandas reprimidas. “As ações concentradas envolveram diversas especialidades, com destaque para cardiologia, ecocardiograma, cirurgia vascular e pneumologia, alcançando resultados expressivos em um curto período”, destacou.
Ao todo, foram registrados 2.593 atendimentos nos mutirões do CEM, com destaque para 1.636 consultas em cardiologia. Os demais atendimentos foram distribuídos em 388 ecocardiogramas transtorácicos, 373 consultas vasculares, 129 consultas em pneumologia, 32 tratamentos de varizes e 35 espirometrias.
Especialidades do CEM e do NAE
O CEM realiza atendimentos regulares em diversas áreas especializadas, incluindo oftalmologia, psicologia, pediatria, cardiologia, psiquiatria infantil, neurologia, dermatologia, ginecologia, além de pequenos procedimentos cirúrgicos.
Já o NAE atende a população nas áreas de dermatologia, oncologia, neurologia, exames de alta complexidade e, a partir do segundo semestre, neuropediatria.
Sinop
Prefeitura de Sinop reúne instituições para construir Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Assistência Social, promoveu um importante encontro, na manhã de hoje (17), com o objetivo de construir propostas para o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Participaram da agenda representantes de Secretarias Municipais, Conselhos, Forças de Segurança, Justiça, Sociedade Civil Organizada, além da Rede de Enfrentamento.
Os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho, de acordo com a afinidade de atuação de cada um, para discutir os quatro eixos temáticos do Plano: Educação e Comunicação; Atendimento e Segurança Pública; Justiça e Atenção às Vítimas; e Governança.
A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, destacou que a elaboração do plano é uma responsabilidade compartilhada entre o município e as instituições que atuam na rede de proteção. “Estamos reunidos com representantes de várias instituições, do campo e da cidade, associações e órgãos de segurança para debater o Plano Decenal. Essa junção de trabalho, dentro dos quatro eixos propostos pelos planos Nacional e Estadual, está sendo discutida hoje com pessoas relevantes para nos ajudar a controlar esse índice que tem preocupado a gestão e toda a sociedade. Finalizadas as ações, metas e indicadores, o plano será encaminhado ao prefeito para formalização por Decreto e, posteriormente, ao Estado”, explicou.
A gestora de Programas e Projetos, Lauren Menegon, ressaltou que o planejamento será fundamental para ampliar o acesso a investimentos voltados às políticas públicas para as mulheres. “A elaboração desse plano em conjunto com o plano de metas do Governo do Estado é muito importante porque servirá como nosso guia norteador de ações, permitindo buscar recursos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres. O município já desenvolve diversas ações voltadas a essa pauta, mas sabemos que, sem recursos, a execução se torna mais difícil”, afirmou.
Para a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a ampla participação das instituições demonstra o comprometimento dos agentes e fortalece o planejamento das ações. “Temos aqui diversos representantes das instituições que integram essa rede. Isso mostra a sua força. Não basta apenas realizar as ações, é preciso planejar, colocar no papel, monitorar e avaliar o trabalho. Todas as instituições estão engajadas para enfrentar e combater essa situação de violência, e o resultado virá. Além disso, temos um forte trabalho preventivo com crianças e adolescentes para construir um futuro com menos violência”, destacou.
Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Dr. Pedro Figueiredo, enfatizou que o plano busca garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das gestões. “O Ministério Público ressalta a importância da proteção da mulher em situação de violência doméstica. Estamos construindo um plano de dez anos focado no interesse público, sem pessoalizar ações. O município só tem a ganhar, especialmente as mulheres. Em Sinop existe uma Rede de Enfrentamento muito ágil, muito atuante e conectada para a proteção das vítimas de violência doméstica”, enalteceu.
A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Dra. Renata Evangelista, reforçou que o planejamento permitirá aperfeiçoar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência. “Essa atuação conjunta de todos os órgãos, planejando como essa mulher será acolhida e de que maneira podemos ajudá-la, é de suma importância. Sentar, identificar os gargalos e discutir como ocupar esses espaços é o caminho para conseguirmos tirar essa mulher do ciclo de violência e diminuir os índices, inclusive de feminicídio”, afirmou.
A major Priscila Megier, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, destacou que as forças de segurança costumam ser o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção e, por isso, a integração entre as instituições é essencial. “Nós somos, muitas vezes, o primeiro contato dessa mulher vítima de violência com a administração pública e com a rede de proteção. Eventos como esse promovem integração entre os agentes de segurança, o Poder Judiciário e o Executivo. Quem ganha com isso é a sociedade, as mulheres e também as instituições, que passam a atuar de forma conjunta”, ressaltou.
A sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o trabalho da equipe ocorre após o registro da ocorrência, acompanhando as mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é pós-ocorrência. Depois do boletim de ocorrência e da concessão da medida protetiva, fazemos o acompanhamento da vítima, visitas e a fiscalização do cumprimento dessas medidas. Tem aumentado significativamente a quantidade de medidas protetivas, o que significa que mais mulheres estão denunciando e encontrando coragem para buscar ajuda”, informou.
A coordenadora da Proteção Social Especial (PSE) e Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou a importância de garantir que o plano contemple a realidade de todas as mulheres. “É importante que o Plano Decenal aconteça com a participação representativa de todas. Trazer para essa pauta as necessidades vivenciadas pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e de outros grupos vulneráveis fará com que esse plano venha ao encontro das necessidades de todas as mulheres de Sinop”, afirmou.
Encerrando as manifestações, a diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), Daniela Melhorança, ressaltou o papel da educação, da comunicação e da participação da sociedade no enfrentamento à violência. “Quando falamos de violência contra a mulher, falamos de uma violência que atinge toda a família. Não há como vencer essa batalha sem educação e comunicação. Hoje existe a falsa sensação de que a violência está aumentando, quando, na realidade, ela está sendo exposta, e isso é importante para que seja combatida. A sociedade civil é fundamental para divulgar, fiscalizar, alertar e educar. É uma missão de todos não se calar diante da violência. Esse trabalho é importante porque norteia as atitudes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil no combate à violência contra a mulher”, concluiu.
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