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Prefeitura de Sinop apresenta campanha “Amor Não Causa Dor” à Unesin e amplia rede de enfrentamento à violência contra a mulher

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres, vinculada à Secretaria de Assistência Social, apresentou a campanha “Amor Não Causa Dor” durante a 1ª Assembleia Geral Ordinária da União das Entidades de Sinop (Unesin) de 2026, na noite da última quinta-feira (12). A iniciativa busca prevenir o feminicídio e combater todas as formas de violência contra a mulher, com foco na conscientização e no engajamento da sociedade.

O encontro reuniu representantes de diversas instituições que atuam no município e marcou um novo passo na construção de parcerias para ampliar o alcance das ações preventivas. A campanha busca a união entre poder público e sociedade organizada para fortalecer a rede de proteção e garantir que mais mulheres tenham acesso à informação e aos canais de denúncia.

A secretária municipal de Assistência Social, Sineia Abreu, destacou que a presença na assembleia teve como objetivo apresentar a campanha e convidar as entidades a integrarem o movimento. “Estivemos reunidos para explicar a campanha. Informamos que realizamos um trabalho de adesivagem em carros de aplicativos e também em bares e restaurantes, com materiais nos banheiros que alertam tanto mulheres quanto homens de que o assédio é crime e que as mulheres precisam ser respeitadas. Trata-se de uma proteção social, que é uma obrigação da nossa secretaria, especialmente neste caso das mulheres. Em locais com grande circulação de pessoas, precisamos da parceria dos bares e restaurantes para ajudar a esclarecer e evitar qualquer tipo de problema nesse sentido”, explicou a secretária.

A responsável pela Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres, professora Branca, ressaltou a importância da receptividade das entidades e o impacto da união institucional. “A Unesin é constituída por entidades do nosso município que representam a nossa sociedade organizada e abriu as portas para a Prefeitura e para a Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres após saberem do lançamento da campanha de combate à violência. Fomos acolhidos e isso foi muito importante. Foi um passo largo para avançar com a nossa campanha. Sinop está unida contra a violência às mulheres da nossa cidade”, disse.

Durante a assembleia, as instituições receberam materiais informativos para ampliar a divulgação da campanha em seus espaços. “Distribuímos um kit a essas instituições para que repassem em seus estabelecimentos. Esse kit é formado por panfletos com avisos e números para os quais as mulheres podem ligar e buscar ajuda. Também foi muito interessante a contribuição dos presentes para avançarmos no combate à violência. Além dos kits e da adesão à campanha, surgiram sugestões que agradecemos e que, com certeza, serão ampliadas aqui na coordenadoria”, acrescentou Branca.

O presidente da Unesin, Luiz Fernando Aranda, afirmou que a mobilização coletiva representa um compromisso social. “No espírito do cooperativismo e da união que regem a Unesin, recebemos a presidente da Rede Eliane e a equipe da Prefeitura com a secretária Sineia e a coordenadora Branca, renovando nossa parceria pelo fim da violência contra a mulher. Acredito ser fundamental que todas as 32 entidades que compõem a Unesin entrem nesta campanha, por isso escolhemos nossa primeira assembleia para tratar sobre este tema tão importante. Esta é uma luta da sociedade, não apenas das mulheres, e todas as nossas entidades receberam material e aderiram ao chamado”, afirmou o presidente.

A campanha “Amor Não Causa Dor” foi lançada pela Prefeitura de Sinop neste mês e prevê uma série de ações educativas e preventivas ao longo do ano, com foco na orientação da população, na identificação de sinais de violência e no incentivo à denúncia. 

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Prefeitura de Sinop reúne instituições para construir Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Assistência Social, promoveu um importante encontro, na manhã de hoje (17), com o objetivo de construir propostas para o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Participaram da agenda representantes de Secretarias Municipais, Conselhos, Forças de Segurança, Justiça, Sociedade Civil Organizada, além da Rede de Enfrentamento.

Os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho, de acordo com a afinidade de atuação de cada um, para discutir os quatro eixos temáticos do Plano: Educação e Comunicação; Atendimento e Segurança Pública; Justiça e Atenção às Vítimas; e Governança.

A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, destacou que a elaboração do plano é uma responsabilidade compartilhada entre o município e as instituições que atuam na rede de proteção. “Estamos reunidos com representantes de várias instituições, do campo e da cidade, associações e órgãos de segurança para debater o Plano Decenal. Essa junção de trabalho, dentro dos quatro eixos propostos pelos planos Nacional e Estadual, está sendo discutida hoje com pessoas relevantes para nos ajudar a controlar esse índice que tem preocupado a gestão e toda a sociedade. Finalizadas as ações, metas e indicadores, o plano será encaminhado ao prefeito para formalização por Decreto e, posteriormente, ao Estado”, explicou.

A gestora de Programas e Projetos, Lauren Menegon, ressaltou que o planejamento será fundamental para ampliar o acesso a investimentos voltados às políticas públicas para as mulheres. “A elaboração desse plano em conjunto com o plano de metas do Governo do Estado é muito importante porque servirá como nosso guia norteador de ações, permitindo buscar recursos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres. O município já desenvolve diversas ações voltadas a essa pauta, mas sabemos que, sem recursos, a execução se torna mais difícil”, afirmou.

Para a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a ampla participação das instituições demonstra o comprometimento dos agentes e fortalece o planejamento das ações. “Temos aqui diversos representantes das instituições que integram essa rede. Isso mostra a sua força. Não basta apenas realizar as ações, é preciso planejar, colocar no papel, monitorar e avaliar o trabalho. Todas as instituições estão engajadas para enfrentar e combater essa situação de violência, e o resultado virá. Além disso, temos um forte trabalho preventivo com crianças e adolescentes para construir um futuro com menos violência”, destacou.

Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Dr. Pedro Figueiredo, enfatizou que o plano busca garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das gestões. “O Ministério Público ressalta a importância da proteção da mulher em situação de violência doméstica. Estamos construindo um plano de dez anos focado no interesse público, sem pessoalizar ações. O município só tem a ganhar, especialmente as mulheres. Em Sinop existe uma Rede de Enfrentamento muito ágil, muito atuante e conectada para a proteção das vítimas de violência doméstica”, enalteceu.

A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Dra. Renata Evangelista, reforçou que o planejamento permitirá aperfeiçoar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência. “Essa atuação conjunta de todos os órgãos, planejando como essa mulher será acolhida e de que maneira podemos ajudá-la, é de suma importância. Sentar, identificar os gargalos e discutir como ocupar esses espaços é o caminho para conseguirmos tirar essa mulher do ciclo de violência e diminuir os índices, inclusive de feminicídio”, afirmou.

A major Priscila Megier, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, destacou que as forças de segurança costumam ser o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção e, por isso, a integração entre as instituições é essencial. “Nós somos, muitas vezes, o primeiro contato dessa mulher vítima de violência com a administração pública e com a rede de proteção. Eventos como esse promovem integração entre os agentes de segurança, o Poder Judiciário e o Executivo. Quem ganha com isso é a sociedade, as mulheres e também as instituições, que passam a atuar de forma conjunta”, ressaltou.

A sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o trabalho da equipe ocorre após o registro da ocorrência, acompanhando as mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é pós-ocorrência. Depois do boletim de ocorrência e da concessão da medida protetiva, fazemos o acompanhamento da vítima, visitas e a fiscalização do cumprimento dessas medidas. Tem aumentado significativamente a quantidade de medidas protetivas, o que significa que mais mulheres estão denunciando e encontrando coragem para buscar ajuda”, informou.

A coordenadora da Proteção Social Especial (PSE) e Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou a importância de garantir que o plano contemple a realidade de todas as mulheres. “É importante que o Plano Decenal aconteça com a participação representativa de todas. Trazer para essa pauta as necessidades vivenciadas pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e de outros grupos vulneráveis fará com que esse plano venha ao encontro das necessidades de todas as mulheres de Sinop”, afirmou.

Encerrando as manifestações, a diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), Daniela Melhorança, ressaltou o papel da educação, da comunicação e da participação da sociedade no enfrentamento à violência. “Quando falamos de violência contra a mulher, falamos de uma violência que atinge toda a família. Não há como vencer essa batalha sem educação e comunicação. Hoje existe a falsa sensação de que a violência está aumentando, quando, na realidade, ela está sendo exposta, e isso é importante para que seja combatida. A sociedade civil é fundamental para divulgar, fiscalizar, alertar e educar. É uma missão de todos não se calar diante da violência. Esse trabalho é importante porque norteia as atitudes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil no combate à violência contra a mulher”, concluiu.

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