Sinop
Prefeitura de Sinop avança com uso de tecnologia e inteligência geográfica no planejamento urbano
Sinop
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Planejamento Urbano e Habitação, tem investido no uso de tecnologias e sistemas de georreferenciamento para tornar mais ágil, preciso e eficiente o atendimento à população e o ordenamento territorial do município. Atualmente, a pasta utiliza ferramentas como Google Earth, ArcGIS e bancos de dados integrados com sistemas municipais, estaduais e federais, além de informações do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).
Esses recursos permitem a análise técnica de demandas como viabilidade de construção, uso e ocupação do solo, localização de imóveis e confrontação de divisas, muitas vezes sem a necessidade de deslocamento até o local. “O trabalho que antes exigia o envio de um servidor a campo durante um dia inteiro, hoje conseguimos realizar em cerca de meia hora, utilizando imagens e dados disponíveis nos sistemas. Isso traz mais agilidade e eficiência para o atendimento à população”, destacou o secretário de Planejamento Urbano e Habitação, Luiz Magnani.
O secretário esclarece que as imagens de satélite são fundamentais para verificar, por exemplo, se já existe construção em determinado lote, se houve ampliação irregular ou se o projeto apresentado está de acordo com a realidade do local. “Quando a imagem apresenta alguma inconsistência, aí sim encaminhamos um topógrafo para a área. Mas, na maioria dos casos, conseguimos fazer toda a análise de forma digital”, explicou.
Além disso, os sistemas permitem uma atuação mais eficaz na fiscalização urbana. Ao cruzar dados de projetos aprovados com imagens atualizadas, a equipe técnica consegue identificar possíveis irregularidades e garantir que as construções estejam em conformidade com a legislação vigente.
No que diz respeito ao uso e ocupação do solo, as ferramentas auxiliam na análise de viabilidade de loteamentos e instalação de empresas, considerando o zoneamento urbano e a capacidade da região para receber determinado tipo de atividade. Já nos serviços de localização e confrontação, os dados ajudam a organizar a documentação de propriedades, especialmente em casos de divisas com áreas públicas, como estradas municipais.
A Secretaria também está em processo de modernização dos seus sistemas. Um novo sistema de georreferenciamento foi contratado e já está em fase avançada de implantação, com grande parte da cidade mapeada. A ferramenta permitirá a atualização contínua dos cadastros e imagens, ampliando ainda mais a capacidade de planejamento e gestão territorial.
“Esse novo sistema vai integrar informações de diferentes áreas, como Finanças, Planejamento Uurbano, Saúde e Meio Ambiente, proporcionando uma base de dados mais completa e atualizada. Isso fortalece a tomada de decisões e melhora a qualidade dos serviços prestados à população”, acrescentou Magnani.
Serviços técnicos e planejamento estratégico
O uso dessas ferramentas está diretamente ligado à dinâmica do crescimento urbano de Sinop. Entre as principais atividades desenvolvidas pela Secretaria, destaca-se o acompanhamento das viabilidades urbanísticas aprovadas, instrumento essencial para o controle do uso e ocupação do solo e para garantir que o desenvolvimento da cidade ocorra de forma organizada e sustentável.
Dados recentes do setor de GEO Obras evidenciam a diversidade e a complexidade das demandas atendidas. Os serviços de viabilidade de construção lideram com 203 atendimentos, seguidos por análises de uso e ocupação do solo (178), localização de imóveis (161) e confrontações e limites (67).
Esses números demonstram que a atuação da Secretaria vai além da emissão de alvarás, envolvendo análises técnicas detalhadas que asseguram a compatibilidade dos projetos com a legislação urbanística, o Plano Diretor e as normas de parcelamento do solo.
A expressividade dessas demandas reforça a importância da constante atualização das leis urbanísticas e da padronização dos procedimentos técnicos, garantindo mais segurança jurídica, transparência e eficiência na gestão pública.
Sinop
Prefeitura de Sinop reúne instituições para construir Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Assistência Social, promoveu um importante encontro, na manhã de hoje (17), com o objetivo de construir propostas para o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Participaram da agenda representantes de Secretarias Municipais, Conselhos, Forças de Segurança, Justiça, Sociedade Civil Organizada, além da Rede de Enfrentamento.
Os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho, de acordo com a afinidade de atuação de cada um, para discutir os quatro eixos temáticos do Plano: Educação e Comunicação; Atendimento e Segurança Pública; Justiça e Atenção às Vítimas; e Governança.
A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, destacou que a elaboração do plano é uma responsabilidade compartilhada entre o município e as instituições que atuam na rede de proteção. “Estamos reunidos com representantes de várias instituições, do campo e da cidade, associações e órgãos de segurança para debater o Plano Decenal. Essa junção de trabalho, dentro dos quatro eixos propostos pelos planos Nacional e Estadual, está sendo discutida hoje com pessoas relevantes para nos ajudar a controlar esse índice que tem preocupado a gestão e toda a sociedade. Finalizadas as ações, metas e indicadores, o plano será encaminhado ao prefeito para formalização por Decreto e, posteriormente, ao Estado”, explicou.
A gestora de Programas e Projetos, Lauren Menegon, ressaltou que o planejamento será fundamental para ampliar o acesso a investimentos voltados às políticas públicas para as mulheres. “A elaboração desse plano em conjunto com o plano de metas do Governo do Estado é muito importante porque servirá como nosso guia norteador de ações, permitindo buscar recursos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres. O município já desenvolve diversas ações voltadas a essa pauta, mas sabemos que, sem recursos, a execução se torna mais difícil”, afirmou.
Para a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a ampla participação das instituições demonstra o comprometimento dos agentes e fortalece o planejamento das ações. “Temos aqui diversos representantes das instituições que integram essa rede. Isso mostra a sua força. Não basta apenas realizar as ações, é preciso planejar, colocar no papel, monitorar e avaliar o trabalho. Todas as instituições estão engajadas para enfrentar e combater essa situação de violência, e o resultado virá. Além disso, temos um forte trabalho preventivo com crianças e adolescentes para construir um futuro com menos violência”, destacou.
Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Dr. Pedro Figueiredo, enfatizou que o plano busca garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das gestões. “O Ministério Público ressalta a importância da proteção da mulher em situação de violência doméstica. Estamos construindo um plano de dez anos focado no interesse público, sem pessoalizar ações. O município só tem a ganhar, especialmente as mulheres. Em Sinop existe uma Rede de Enfrentamento muito ágil, muito atuante e conectada para a proteção das vítimas de violência doméstica”, enalteceu.
A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Dra. Renata Evangelista, reforçou que o planejamento permitirá aperfeiçoar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência. “Essa atuação conjunta de todos os órgãos, planejando como essa mulher será acolhida e de que maneira podemos ajudá-la, é de suma importância. Sentar, identificar os gargalos e discutir como ocupar esses espaços é o caminho para conseguirmos tirar essa mulher do ciclo de violência e diminuir os índices, inclusive de feminicídio”, afirmou.
A major Priscila Megier, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, destacou que as forças de segurança costumam ser o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção e, por isso, a integração entre as instituições é essencial. “Nós somos, muitas vezes, o primeiro contato dessa mulher vítima de violência com a administração pública e com a rede de proteção. Eventos como esse promovem integração entre os agentes de segurança, o Poder Judiciário e o Executivo. Quem ganha com isso é a sociedade, as mulheres e também as instituições, que passam a atuar de forma conjunta”, ressaltou.
A sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o trabalho da equipe ocorre após o registro da ocorrência, acompanhando as mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é pós-ocorrência. Depois do boletim de ocorrência e da concessão da medida protetiva, fazemos o acompanhamento da vítima, visitas e a fiscalização do cumprimento dessas medidas. Tem aumentado significativamente a quantidade de medidas protetivas, o que significa que mais mulheres estão denunciando e encontrando coragem para buscar ajuda”, informou.
A coordenadora da Proteção Social Especial (PSE) e Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou a importância de garantir que o plano contemple a realidade de todas as mulheres. “É importante que o Plano Decenal aconteça com a participação representativa de todas. Trazer para essa pauta as necessidades vivenciadas pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e de outros grupos vulneráveis fará com que esse plano venha ao encontro das necessidades de todas as mulheres de Sinop”, afirmou.
Encerrando as manifestações, a diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), Daniela Melhorança, ressaltou o papel da educação, da comunicação e da participação da sociedade no enfrentamento à violência. “Quando falamos de violência contra a mulher, falamos de uma violência que atinge toda a família. Não há como vencer essa batalha sem educação e comunicação. Hoje existe a falsa sensação de que a violência está aumentando, quando, na realidade, ela está sendo exposta, e isso é importante para que seja combatida. A sociedade civil é fundamental para divulgar, fiscalizar, alertar e educar. É uma missão de todos não se calar diante da violência. Esse trabalho é importante porque norteia as atitudes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil no combate à violência contra a mulher”, concluiu.
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