Sinop
Prefeitura de Sinop inicia atendimentos com retinógrafo na UBS Marilene Freitas Cervantes no Violetas
Sinop
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Saúde, iniciou nesta segunda-feira (2) os atendimentos com retinógrafo na Unidade Básica de Saúde (UBS) Marilene Freitas Cervantes, no bairro Violetas. A ação integra o projeto “Olhar que Cuida”, desenvolvido com apoio do Programa Saúde Digital, da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT).
O equipamento permite a realização de exames de retina na própria unidade básica, o que amplia o acesso da população a um diagnóstico preciso e precoce de doenças oculares. O objetivo é identificar alterações que podem evoluir de forma silenciosa e causar perda de visão. O atendimento na UBS não exige encaminhamento médico ou de enfermagem. O público prioritário inclui pessoas com hipertensão, diabetes, idosos e pacientes com hanseníase, grupos que apresentam maior risco de desenvolver complicações visuais.
O secretário municipal de Saúde, Erico Stevan, destacou que a iniciativa fortalece a atenção primária e amplia o cuidado preventivo. “O projeto Olhar que Cuida representa um avanço para a saúde do município. Levar um exame de alta tecnologia para dentro da unidade básica facilita o acesso da população e permite identificar problemas de forma precoce. Essa ação reforça o compromisso da gestão com o cuidado humanizado e com a prevenção”, afirmou.
A coordenadora da Política de Atenção às Doenças Crônicas na Atenção Primária à Saúde, Thiara dos Santos, explicou a importância do equipamento na rede municipal. “O retinógrafo é um aparelho de alta tecnologia e a grande vantagem é disponibilizar esse recurso na atenção primária. O público-alvo inclui hipertensos, diabéticos, idosos e pessoas com hanseníase, que são mais propensas a desenvolver problemas visuais ou até mesmo cegueira evitável. Quando o exame ocorre dentro da unidade básica de saúde, o acesso se torna mais fácil e o diagnóstico precoce acontece antes mesmo de um encaminhamento ao especialista. O projeto Olhar que Cuida será itinerante e passará por todas as unidades básicas de saúde, com permanência de aproximadamente um mês em cada local para atendimento do público prioritário”, explicou.
A UBS Marilene Freitas Cervantes é a primeira unidade a receber o equipamento. O cronograma prevê a continuidade do projeto em outras regiões do município ao longo do ano. Em abril, os atendimentos ocorrerão na UBS Sebastião de Matos.
Os pacientes que se enquadram no público prioritário devem procurar a unidade com documentos pessoais para agendamento ou realização do exame, conforme a organização da demanda local. A UBS Marilene Freitas Cervantes está localizada na Rua das Dálias, nº 476, no Jardim das Violetas.
Sinop
Prefeitura de Sinop reúne instituições para construir Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Assistência Social, promoveu um importante encontro, na manhã de hoje (17), com o objetivo de construir propostas para o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Participaram da agenda representantes de Secretarias Municipais, Conselhos, Forças de Segurança, Justiça, Sociedade Civil Organizada, além da Rede de Enfrentamento.
Os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho, de acordo com a afinidade de atuação de cada um, para discutir os quatro eixos temáticos do Plano: Educação e Comunicação; Atendimento e Segurança Pública; Justiça e Atenção às Vítimas; e Governança.
A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, destacou que a elaboração do plano é uma responsabilidade compartilhada entre o município e as instituições que atuam na rede de proteção. “Estamos reunidos com representantes de várias instituições, do campo e da cidade, associações e órgãos de segurança para debater o Plano Decenal. Essa junção de trabalho, dentro dos quatro eixos propostos pelos planos Nacional e Estadual, está sendo discutida hoje com pessoas relevantes para nos ajudar a controlar esse índice que tem preocupado a gestão e toda a sociedade. Finalizadas as ações, metas e indicadores, o plano será encaminhado ao prefeito para formalização por Decreto e, posteriormente, ao Estado”, explicou.
A gestora de Programas e Projetos, Lauren Menegon, ressaltou que o planejamento será fundamental para ampliar o acesso a investimentos voltados às políticas públicas para as mulheres. “A elaboração desse plano em conjunto com o plano de metas do Governo do Estado é muito importante porque servirá como nosso guia norteador de ações, permitindo buscar recursos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres. O município já desenvolve diversas ações voltadas a essa pauta, mas sabemos que, sem recursos, a execução se torna mais difícil”, afirmou.
Para a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a ampla participação das instituições demonstra o comprometimento dos agentes e fortalece o planejamento das ações. “Temos aqui diversos representantes das instituições que integram essa rede. Isso mostra a sua força. Não basta apenas realizar as ações, é preciso planejar, colocar no papel, monitorar e avaliar o trabalho. Todas as instituições estão engajadas para enfrentar e combater essa situação de violência, e o resultado virá. Além disso, temos um forte trabalho preventivo com crianças e adolescentes para construir um futuro com menos violência”, destacou.
Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Dr. Pedro Figueiredo, enfatizou que o plano busca garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das gestões. “O Ministério Público ressalta a importância da proteção da mulher em situação de violência doméstica. Estamos construindo um plano de dez anos focado no interesse público, sem pessoalizar ações. O município só tem a ganhar, especialmente as mulheres. Em Sinop existe uma Rede de Enfrentamento muito ágil, muito atuante e conectada para a proteção das vítimas de violência doméstica”, enalteceu.
A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Dra. Renata Evangelista, reforçou que o planejamento permitirá aperfeiçoar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência. “Essa atuação conjunta de todos os órgãos, planejando como essa mulher será acolhida e de que maneira podemos ajudá-la, é de suma importância. Sentar, identificar os gargalos e discutir como ocupar esses espaços é o caminho para conseguirmos tirar essa mulher do ciclo de violência e diminuir os índices, inclusive de feminicídio”, afirmou.
A major Priscila Megier, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, destacou que as forças de segurança costumam ser o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção e, por isso, a integração entre as instituições é essencial. “Nós somos, muitas vezes, o primeiro contato dessa mulher vítima de violência com a administração pública e com a rede de proteção. Eventos como esse promovem integração entre os agentes de segurança, o Poder Judiciário e o Executivo. Quem ganha com isso é a sociedade, as mulheres e também as instituições, que passam a atuar de forma conjunta”, ressaltou.
A sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o trabalho da equipe ocorre após o registro da ocorrência, acompanhando as mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é pós-ocorrência. Depois do boletim de ocorrência e da concessão da medida protetiva, fazemos o acompanhamento da vítima, visitas e a fiscalização do cumprimento dessas medidas. Tem aumentado significativamente a quantidade de medidas protetivas, o que significa que mais mulheres estão denunciando e encontrando coragem para buscar ajuda”, informou.
A coordenadora da Proteção Social Especial (PSE) e Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou a importância de garantir que o plano contemple a realidade de todas as mulheres. “É importante que o Plano Decenal aconteça com a participação representativa de todas. Trazer para essa pauta as necessidades vivenciadas pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e de outros grupos vulneráveis fará com que esse plano venha ao encontro das necessidades de todas as mulheres de Sinop”, afirmou.
Encerrando as manifestações, a diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), Daniela Melhorança, ressaltou o papel da educação, da comunicação e da participação da sociedade no enfrentamento à violência. “Quando falamos de violência contra a mulher, falamos de uma violência que atinge toda a família. Não há como vencer essa batalha sem educação e comunicação. Hoje existe a falsa sensação de que a violência está aumentando, quando, na realidade, ela está sendo exposta, e isso é importante para que seja combatida. A sociedade civil é fundamental para divulgar, fiscalizar, alertar e educar. É uma missão de todos não se calar diante da violência. Esse trabalho é importante porque norteia as atitudes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil no combate à violência contra a mulher”, concluiu.
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