Sinop
Prefeitura de Sinop já realizou 15 cirurgias bariátricas desde setembro
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Ao todo, 53 pessoas já foram avaliadas pela equipe multiprofissional composta por médicos, psicólogos, nutricionistas e enfermeiros, que acompanham cada caso desde a triagem até o pós-operatório.
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Érico Stevan, as cirurgias representam um marco na atenção especializada de Sinop e reflete o compromisso da gestão em atender com dignidade quem mais precisa. “Essa semana foram atendidas mais pessoas que estavam na fila. Alguns pacientes não são aprovados de imediato porque precisam fazer mais exames, entrar com medicação ou passar pelo risco cirúrgico novamente. Mas o importante é que o trabalho está avançando. Vamos zerar a fila e garantir que todos que precisam desse procedimento tenham acesso”, destacou.
O secretário explicou ainda o processo de acesso ao programa e reforçou a importância do encaminhamento médico. “Quem quiser fazer a cirurgia precisa passar primeiro na Unidade Básica de Saúde, que é a porta de entrada do sistema. O paciente pega o pedido, dá entrada na regulação e aí começa toda a bateria de exames e avaliações exigidas. É um processo seguro, feito com acompanhamento completo até o momento da cirurgia”, acrescentou.
A diretora da Média e Alta Complexidade, Emanuelle Teixeira, também ressaltou a relevância da iniciativa e o impacto positivo para a população. “O principal objetivo é melhorar a qualidade de vida das pessoas e reduzir as filas de espera para esse tipo de procedimento, que há muito tempo estavam sem previsão. Essa ação representa um avanço importante na oferta de cuidados especializados e traz mais saúde e bem-estar aos sinopenses”, afirmou.
Emanuelle Teixeira destacou que o município tem atuado de forma organizada para atender toda a demanda represada. “A meta é zerar a fila, respeitando os critérios técnicos e a ordem de inscrição. Os pacientes passam por uma equipe multiprofissional, que avalia o quadro clínico, o índice de massa corporal e as condições psicológicas antes da liberação para o procedimento”, explicou.
A aposentada Adriana Aparecida, de 47 anos, foi uma das primeiras pacientes a passar pela cirurgia bariátrica realizada pelo município. O procedimento foi realizado no dia 16 de setembro e, segundo ela, a mudança foi profunda e imediata. “A cirurgia representa na minha vida um renascimento. Um renascimento porque eu estava com muitas dificuldades de andar, problema de pressão e coração e eu sei que tudo isso vai melhorar agora. Eu fiz no dia 16 e já tive uma grande melhora na minha vida”, contou.
A paciente relatou o que espera após a recuperação total do pós-operatório. “Uma vida nova, sem nenhuma dificuldade para brincar com meu neto, para fazer minhas coisas no dia a dia. Isso que eu quero, renascimento. Eu renasci e quero continuar assim”, destacou Adriana.
A cirurgia bariátrica é indicada para pessoas com obesidade severa e doenças associadas, como hipertensão, diabetes e problemas cardíacos, quando o tratamento clínico não apresenta resultados satisfatórios. O procedimento tem como objetivo reduzir o estômago e, consequentemente, o consumo alimentar para auxiliar na perda de peso e na melhora da qualidade de vida.
O município de Sinop oferece a cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de forma estruturada e com acompanhamento integral. Além das cirurgias já realizadas, a Secretaria de Saúde reforça que novos pacientes estão sendo incluídos na fila conforme a finalização dos exames e pareceres médicos.
Os interessados devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para solicitar avaliação médica e, em caso de indicação cirúrgica, dar entrada na Central Municipal de Regulação, localizada na Rua dos Eucaliptos, nº 260, Setor Comercial. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 6h às 18h.
Sinop
Prefeitura de Sinop reúne instituições para construir Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Assistência Social, promoveu um importante encontro, na manhã de hoje (17), com o objetivo de construir propostas para o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Participaram da agenda representantes de Secretarias Municipais, Conselhos, Forças de Segurança, Justiça, Sociedade Civil Organizada, além da Rede de Enfrentamento.
Os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho, de acordo com a afinidade de atuação de cada um, para discutir os quatro eixos temáticos do Plano: Educação e Comunicação; Atendimento e Segurança Pública; Justiça e Atenção às Vítimas; e Governança.
A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, destacou que a elaboração do plano é uma responsabilidade compartilhada entre o município e as instituições que atuam na rede de proteção. “Estamos reunidos com representantes de várias instituições, do campo e da cidade, associações e órgãos de segurança para debater o Plano Decenal. Essa junção de trabalho, dentro dos quatro eixos propostos pelos planos Nacional e Estadual, está sendo discutida hoje com pessoas relevantes para nos ajudar a controlar esse índice que tem preocupado a gestão e toda a sociedade. Finalizadas as ações, metas e indicadores, o plano será encaminhado ao prefeito para formalização por Decreto e, posteriormente, ao Estado”, explicou.
A gestora de Programas e Projetos, Lauren Menegon, ressaltou que o planejamento será fundamental para ampliar o acesso a investimentos voltados às políticas públicas para as mulheres. “A elaboração desse plano em conjunto com o plano de metas do Governo do Estado é muito importante porque servirá como nosso guia norteador de ações, permitindo buscar recursos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres. O município já desenvolve diversas ações voltadas a essa pauta, mas sabemos que, sem recursos, a execução se torna mais difícil”, afirmou.
Para a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a ampla participação das instituições demonstra o comprometimento dos agentes e fortalece o planejamento das ações. “Temos aqui diversos representantes das instituições que integram essa rede. Isso mostra a sua força. Não basta apenas realizar as ações, é preciso planejar, colocar no papel, monitorar e avaliar o trabalho. Todas as instituições estão engajadas para enfrentar e combater essa situação de violência, e o resultado virá. Além disso, temos um forte trabalho preventivo com crianças e adolescentes para construir um futuro com menos violência”, destacou.
Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Dr. Pedro Figueiredo, enfatizou que o plano busca garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das gestões. “O Ministério Público ressalta a importância da proteção da mulher em situação de violência doméstica. Estamos construindo um plano de dez anos focado no interesse público, sem pessoalizar ações. O município só tem a ganhar, especialmente as mulheres. Em Sinop existe uma Rede de Enfrentamento muito ágil, muito atuante e conectada para a proteção das vítimas de violência doméstica”, enalteceu.
A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Dra. Renata Evangelista, reforçou que o planejamento permitirá aperfeiçoar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência. “Essa atuação conjunta de todos os órgãos, planejando como essa mulher será acolhida e de que maneira podemos ajudá-la, é de suma importância. Sentar, identificar os gargalos e discutir como ocupar esses espaços é o caminho para conseguirmos tirar essa mulher do ciclo de violência e diminuir os índices, inclusive de feminicídio”, afirmou.
A major Priscila Megier, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, destacou que as forças de segurança costumam ser o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção e, por isso, a integração entre as instituições é essencial. “Nós somos, muitas vezes, o primeiro contato dessa mulher vítima de violência com a administração pública e com a rede de proteção. Eventos como esse promovem integração entre os agentes de segurança, o Poder Judiciário e o Executivo. Quem ganha com isso é a sociedade, as mulheres e também as instituições, que passam a atuar de forma conjunta”, ressaltou.
A sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o trabalho da equipe ocorre após o registro da ocorrência, acompanhando as mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é pós-ocorrência. Depois do boletim de ocorrência e da concessão da medida protetiva, fazemos o acompanhamento da vítima, visitas e a fiscalização do cumprimento dessas medidas. Tem aumentado significativamente a quantidade de medidas protetivas, o que significa que mais mulheres estão denunciando e encontrando coragem para buscar ajuda”, informou.
A coordenadora da Proteção Social Especial (PSE) e Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou a importância de garantir que o plano contemple a realidade de todas as mulheres. “É importante que o Plano Decenal aconteça com a participação representativa de todas. Trazer para essa pauta as necessidades vivenciadas pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e de outros grupos vulneráveis fará com que esse plano venha ao encontro das necessidades de todas as mulheres de Sinop”, afirmou.
Encerrando as manifestações, a diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), Daniela Melhorança, ressaltou o papel da educação, da comunicação e da participação da sociedade no enfrentamento à violência. “Quando falamos de violência contra a mulher, falamos de uma violência que atinge toda a família. Não há como vencer essa batalha sem educação e comunicação. Hoje existe a falsa sensação de que a violência está aumentando, quando, na realidade, ela está sendo exposta, e isso é importante para que seja combatida. A sociedade civil é fundamental para divulgar, fiscalizar, alertar e educar. É uma missão de todos não se calar diante da violência. Esse trabalho é importante porque norteia as atitudes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil no combate à violência contra a mulher”, concluiu.
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