Sinop
Prefeitura de Sinop leva serviços e apoio técnico a produtores da região da Estrada Felícia
Sinop
A Prefeitura de Sinop promoveu, no último sábado (7), o Mutirão Rural na região das Chácaras Estrela, Felícia 1 e Felícia 2. A ação ocorreu por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, com apoio das Secretarias de Assistência Social, Saúde e Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, com o objetivo de levar serviços e orientações diretamente aos moradores da zona rural.
Entre os serviços ofertados estiveram a atualização e inclusão de famílias no Cadastro Único, consulta ao Cadastro da Agricultura Familiar (CAF) e orientações sobre benefícios socioassistenciais. A Secretaria de Saúde também realizou aferição de pressão arterial, testes de glicemia, vacinação e acompanhamento das condicionalidades do programa Bolsa Família.
Na área produtiva, os participantes receberam kits horta com sementes e adubo, além de mudas frutíferas. A equipe técnica também realizou levantamento de demanda para assistência técnica rural e serviços de patrulha mecanizada.
O diretor de Agricultura Familiar da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Luís Paulo, destacou a importância de levar os serviços até os produtores. “Organizamos esse mutirão na Comunidade Estrela para que a população tivesse acesso a atendimentos essenciais para desenvolver atividades em suas propriedades. Contamos com vários parceiros que vieram prestar atendimento, como o Sicoob, a Secretaria de Assistência Social, a Secretaria de Saúde, a Secretaria de Meio Ambiente e o programa Conquista+, que oferece acesso ao microcrédito para pequenos produtores da região. Essa iniciativa é muito importante, pois muitos produtores enfrentam dificuldades para ir até a cidade e acessar essas informações”, afirmou.
A psicóloga do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Palmeiras, Daniele Cadore, explicou que o mutirão também busca garantir acesso aos serviços sociais para famílias da zona rural. “O trabalho realizado envolve atualização e inclusão no Cadastro Único, que permite acesso aos benefícios do governo federal. Também realizamos atendimentos técnicos com orientações sobre benefícios socioassistenciais, carteirinha do idoso e benefícios eventuais concedidos pela Secretaria Municipal de Assistência Social. Como se trata de uma região mais afastada da nossa unidade, muitas famílias enfrentam dificuldades para acessar os serviços. Por isso levamos o atendimento diretamente até a comunidade”, explicou.
A gerente agro do Sicoob Norte MT, Gabrieli Saltareli, ressaltou a importância da orientação financeira aos produtores. “Nosso objetivo é contribuir com o conhecimento que temos na gestão de nossos associados e levar essas informações ao público das chácaras. Trouxemos orientações sobre documentos necessários para acesso às linhas de crédito como Pronaf e Pronamp, além de outras modalidades. Muitos produtores não conhecem a documentação necessária, como o Cadastro da Agricultura Familiar. Por isso realizamos esse trabalho de orientação e também direcionamos os produtores aos órgãos responsáveis para regularizar sua situação”, destacou.
O morador da Estrada Felícia, Paulino Machado, esteve no Mutirão Rural e aprovou a iniciativa da Prefeitura. “Medi minha pressão e está tudo bem. Um amigo me ligou ontem e me convidou para vir aqui. Resolvi vir para ver como era e gostei muito. Eu crio porcos, galinhas e tenho uma vaquinha. Em maio faz oito anos que moro aqui e eu amo. Vou à cidade apenas uma vez por mês, porque preciso resolver algumas coisas, mas fico apavorado para voltar e cuidar das minhas coisas”, contou.
A moradora Almerinda Bueno também participou do Mutirão Rural e disse ser uma ação positiva para os produtores da região. “Viemos até aqui e encontramos vários serviços no mesmo lugar. Tem atendimento do banco para financiamento e outras orientações. Nós viemos da Chácara Talismã para participar desse evento. Aproveitei para regularizar meu cadastro, verificar questões de vacinação e entender melhor como funcionam as linhas de financiamento. Valeu muito a pena participar, porque também conhecemos outras pessoas da região e trocamos experiências”, relatou.
Segundo a Diretoria de Agricultura da Prefeitura de Sinop, novas edições do mutirão rural devem ocorrer em outras regiões do município, com o objetivo de ampliar o alcance das ações e atender mais produtores.
Sinop
Prefeitura de Sinop reúne instituições para construir Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Assistência Social, promoveu um importante encontro, na manhã de hoje (17), com o objetivo de construir propostas para o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Participaram da agenda representantes de Secretarias Municipais, Conselhos, Forças de Segurança, Justiça, Sociedade Civil Organizada, além da Rede de Enfrentamento.
Os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho, de acordo com a afinidade de atuação de cada um, para discutir os quatro eixos temáticos do Plano: Educação e Comunicação; Atendimento e Segurança Pública; Justiça e Atenção às Vítimas; e Governança.
A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, destacou que a elaboração do plano é uma responsabilidade compartilhada entre o município e as instituições que atuam na rede de proteção. “Estamos reunidos com representantes de várias instituições, do campo e da cidade, associações e órgãos de segurança para debater o Plano Decenal. Essa junção de trabalho, dentro dos quatro eixos propostos pelos planos Nacional e Estadual, está sendo discutida hoje com pessoas relevantes para nos ajudar a controlar esse índice que tem preocupado a gestão e toda a sociedade. Finalizadas as ações, metas e indicadores, o plano será encaminhado ao prefeito para formalização por Decreto e, posteriormente, ao Estado”, explicou.
A gestora de Programas e Projetos, Lauren Menegon, ressaltou que o planejamento será fundamental para ampliar o acesso a investimentos voltados às políticas públicas para as mulheres. “A elaboração desse plano em conjunto com o plano de metas do Governo do Estado é muito importante porque servirá como nosso guia norteador de ações, permitindo buscar recursos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres. O município já desenvolve diversas ações voltadas a essa pauta, mas sabemos que, sem recursos, a execução se torna mais difícil”, afirmou.
Para a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a ampla participação das instituições demonstra o comprometimento dos agentes e fortalece o planejamento das ações. “Temos aqui diversos representantes das instituições que integram essa rede. Isso mostra a sua força. Não basta apenas realizar as ações, é preciso planejar, colocar no papel, monitorar e avaliar o trabalho. Todas as instituições estão engajadas para enfrentar e combater essa situação de violência, e o resultado virá. Além disso, temos um forte trabalho preventivo com crianças e adolescentes para construir um futuro com menos violência”, destacou.
Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Dr. Pedro Figueiredo, enfatizou que o plano busca garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das gestões. “O Ministério Público ressalta a importância da proteção da mulher em situação de violência doméstica. Estamos construindo um plano de dez anos focado no interesse público, sem pessoalizar ações. O município só tem a ganhar, especialmente as mulheres. Em Sinop existe uma Rede de Enfrentamento muito ágil, muito atuante e conectada para a proteção das vítimas de violência doméstica”, enalteceu.
A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Dra. Renata Evangelista, reforçou que o planejamento permitirá aperfeiçoar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência. “Essa atuação conjunta de todos os órgãos, planejando como essa mulher será acolhida e de que maneira podemos ajudá-la, é de suma importância. Sentar, identificar os gargalos e discutir como ocupar esses espaços é o caminho para conseguirmos tirar essa mulher do ciclo de violência e diminuir os índices, inclusive de feminicídio”, afirmou.
A major Priscila Megier, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, destacou que as forças de segurança costumam ser o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção e, por isso, a integração entre as instituições é essencial. “Nós somos, muitas vezes, o primeiro contato dessa mulher vítima de violência com a administração pública e com a rede de proteção. Eventos como esse promovem integração entre os agentes de segurança, o Poder Judiciário e o Executivo. Quem ganha com isso é a sociedade, as mulheres e também as instituições, que passam a atuar de forma conjunta”, ressaltou.
A sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o trabalho da equipe ocorre após o registro da ocorrência, acompanhando as mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é pós-ocorrência. Depois do boletim de ocorrência e da concessão da medida protetiva, fazemos o acompanhamento da vítima, visitas e a fiscalização do cumprimento dessas medidas. Tem aumentado significativamente a quantidade de medidas protetivas, o que significa que mais mulheres estão denunciando e encontrando coragem para buscar ajuda”, informou.
A coordenadora da Proteção Social Especial (PSE) e Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou a importância de garantir que o plano contemple a realidade de todas as mulheres. “É importante que o Plano Decenal aconteça com a participação representativa de todas. Trazer para essa pauta as necessidades vivenciadas pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e de outros grupos vulneráveis fará com que esse plano venha ao encontro das necessidades de todas as mulheres de Sinop”, afirmou.
Encerrando as manifestações, a diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), Daniela Melhorança, ressaltou o papel da educação, da comunicação e da participação da sociedade no enfrentamento à violência. “Quando falamos de violência contra a mulher, falamos de uma violência que atinge toda a família. Não há como vencer essa batalha sem educação e comunicação. Hoje existe a falsa sensação de que a violência está aumentando, quando, na realidade, ela está sendo exposta, e isso é importante para que seja combatida. A sociedade civil é fundamental para divulgar, fiscalizar, alertar e educar. É uma missão de todos não se calar diante da violência. Esse trabalho é importante porque norteia as atitudes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil no combate à violência contra a mulher”, concluiu.
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