Sinop
Prefeitura de Sinop oferece tratamento gratuito de auriculoterapia nas Unidades Básicas de Saúde
Sinop
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Saúde, está intensificando os atendimentos referentes à auriculoterapia, uma técnica terapêutica que atua no controle de sintomas como ansiedade, depressão, insônia e tabagismo. O agendamento está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e o objetivo da pasta é ampliar as práticas integrativas e complementares oferecidas à comunidade.
A auriculoterapia é uma técnica da Medicina Tradicional Chinesa que estimula pontos específicos da orelha, considerados reflexos de diferentes órgãos e sistemas do corpo humano. A partir da estimulação feita com agulhas, microesferas ou sementes, é possível aliviar dores físicas, controlar distúrbios emocionais e reduzir sintomas de vícios. O método é reconhecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e integra a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares.
Segundo Polyana Carneiro, farmacêutica e coordenadora da Farmácia Regional do CIA André Maggi, o município tem se empenhado em ampliar o acesso da população às terapias alternativas que complementam os tratamentos convencionais. “A auriculoterapia compõe uma das práticas da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares. Há cerca de três anos isso também se tornou lei no nosso município. A Secretaria de Saúde está empenhada em levar essas práticas integrativas e complementares até a população”, explicou.
A coordenadora destacou ainda que o tratamento não substitui o atendimento médico tradicional, mas atua como uma ferramenta de apoio e bem-estar. “Existem 29 práticas que vão complementar o serviço médico, odontológico, de enfermagem e farmacêutico. Todas elas buscam o bem-estar do paciente, o controle de dores e de ansiedade. As práticas integrativas vêm para contribuir, somar e oferecer um cuidado mais completo à saúde do usuário”, ressaltou Polyana.
Atualmente, um dos principais locais em que o atendimento é realizado é a Farmácia Regional do CIA André Maggi, espaço que serve como referência para a realização das sessões e acompanhamento dos pacientes. A coordenadora explicou que o serviço é acessível a todos os públicos. “As pessoas podem ir até o CIA ou até uma UBS e fazer o agendamento. Não é uma prática na qual o paciente apenas chega, recebe o atendimento e vai embora. Existe todo um acompanhamento. Ele pode ter encaminhamento médico, odontológico, ou pode buscar o serviço por conta própria. De crianças até idosos, todos podem participar”, afirmou.
A Secretaria de Saúde reforça que o serviço está disponível em todas as UBS’s, onde os profissionais orientam sobre o procedimento e auxiliam no agendamento. O atendimento segue as recomendações do Ministério da Saúde e é conduzido por profissionais que passam por treinamentos específicos para aplicação da técnica.
Sinop
Prefeitura de Sinop reúne instituições para construir Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Assistência Social, promoveu um importante encontro, na manhã de hoje (17), com o objetivo de construir propostas para o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Participaram da agenda representantes de Secretarias Municipais, Conselhos, Forças de Segurança, Justiça, Sociedade Civil Organizada, além da Rede de Enfrentamento.
Os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho, de acordo com a afinidade de atuação de cada um, para discutir os quatro eixos temáticos do Plano: Educação e Comunicação; Atendimento e Segurança Pública; Justiça e Atenção às Vítimas; e Governança.
A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, destacou que a elaboração do plano é uma responsabilidade compartilhada entre o município e as instituições que atuam na rede de proteção. “Estamos reunidos com representantes de várias instituições, do campo e da cidade, associações e órgãos de segurança para debater o Plano Decenal. Essa junção de trabalho, dentro dos quatro eixos propostos pelos planos Nacional e Estadual, está sendo discutida hoje com pessoas relevantes para nos ajudar a controlar esse índice que tem preocupado a gestão e toda a sociedade. Finalizadas as ações, metas e indicadores, o plano será encaminhado ao prefeito para formalização por Decreto e, posteriormente, ao Estado”, explicou.
A gestora de Programas e Projetos, Lauren Menegon, ressaltou que o planejamento será fundamental para ampliar o acesso a investimentos voltados às políticas públicas para as mulheres. “A elaboração desse plano em conjunto com o plano de metas do Governo do Estado é muito importante porque servirá como nosso guia norteador de ações, permitindo buscar recursos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres. O município já desenvolve diversas ações voltadas a essa pauta, mas sabemos que, sem recursos, a execução se torna mais difícil”, afirmou.
Para a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a ampla participação das instituições demonstra o comprometimento dos agentes e fortalece o planejamento das ações. “Temos aqui diversos representantes das instituições que integram essa rede. Isso mostra a sua força. Não basta apenas realizar as ações, é preciso planejar, colocar no papel, monitorar e avaliar o trabalho. Todas as instituições estão engajadas para enfrentar e combater essa situação de violência, e o resultado virá. Além disso, temos um forte trabalho preventivo com crianças e adolescentes para construir um futuro com menos violência”, destacou.
Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Dr. Pedro Figueiredo, enfatizou que o plano busca garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das gestões. “O Ministério Público ressalta a importância da proteção da mulher em situação de violência doméstica. Estamos construindo um plano de dez anos focado no interesse público, sem pessoalizar ações. O município só tem a ganhar, especialmente as mulheres. Em Sinop existe uma Rede de Enfrentamento muito ágil, muito atuante e conectada para a proteção das vítimas de violência doméstica”, enalteceu.
A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Dra. Renata Evangelista, reforçou que o planejamento permitirá aperfeiçoar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência. “Essa atuação conjunta de todos os órgãos, planejando como essa mulher será acolhida e de que maneira podemos ajudá-la, é de suma importância. Sentar, identificar os gargalos e discutir como ocupar esses espaços é o caminho para conseguirmos tirar essa mulher do ciclo de violência e diminuir os índices, inclusive de feminicídio”, afirmou.
A major Priscila Megier, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, destacou que as forças de segurança costumam ser o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção e, por isso, a integração entre as instituições é essencial. “Nós somos, muitas vezes, o primeiro contato dessa mulher vítima de violência com a administração pública e com a rede de proteção. Eventos como esse promovem integração entre os agentes de segurança, o Poder Judiciário e o Executivo. Quem ganha com isso é a sociedade, as mulheres e também as instituições, que passam a atuar de forma conjunta”, ressaltou.
A sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o trabalho da equipe ocorre após o registro da ocorrência, acompanhando as mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é pós-ocorrência. Depois do boletim de ocorrência e da concessão da medida protetiva, fazemos o acompanhamento da vítima, visitas e a fiscalização do cumprimento dessas medidas. Tem aumentado significativamente a quantidade de medidas protetivas, o que significa que mais mulheres estão denunciando e encontrando coragem para buscar ajuda”, informou.
A coordenadora da Proteção Social Especial (PSE) e Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou a importância de garantir que o plano contemple a realidade de todas as mulheres. “É importante que o Plano Decenal aconteça com a participação representativa de todas. Trazer para essa pauta as necessidades vivenciadas pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e de outros grupos vulneráveis fará com que esse plano venha ao encontro das necessidades de todas as mulheres de Sinop”, afirmou.
Encerrando as manifestações, a diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), Daniela Melhorança, ressaltou o papel da educação, da comunicação e da participação da sociedade no enfrentamento à violência. “Quando falamos de violência contra a mulher, falamos de uma violência que atinge toda a família. Não há como vencer essa batalha sem educação e comunicação. Hoje existe a falsa sensação de que a violência está aumentando, quando, na realidade, ela está sendo exposta, e isso é importante para que seja combatida. A sociedade civil é fundamental para divulgar, fiscalizar, alertar e educar. É uma missão de todos não se calar diante da violência. Esse trabalho é importante porque norteia as atitudes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil no combate à violência contra a mulher”, concluiu.
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