Sinop
Prefeitura de Sinop promove mutirão do Cadastro Único neste sábado (16) no CRAS Boa Esperança
Sinop
A Prefeitura de Sinop, por meio da Secretaria de Assistência Social, promove neste sábado (16) um mutirão do Cadastro Único no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Boa Esperança. A ação ocorrerá das 8h às 13h e reunirá diversos serviços gratuitos voltados às famílias atendidas pelos programas sociais do Governo Federal. O objetivo principal da ação é atender famílias que possuem o Cadastro Único desatualizado há mais de 24 meses para evitar bloqueios, suspensões ou prejuízos no acesso aos benefícios sociais.
Durante o mutirão, a população terá acesso à atualização cadastral do Cadastro Único, pesagem e vacinação para beneficiários do Bolsa Família, orientações do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), atendimento da Águas de Sinop para inclusão na tarifa social de água, consultas básicas e serviços de design de sobrancelhas.
A mobilização também faz parte das ações em comemoração aos 25 anos do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, principal ferramenta de identificação e inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais como Bolsa Família, Pé-de-Meia, Tarifa Social de Energia Elétrica, Minha Casa Minha Vida e Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O coordenador do Cadastro Único e do Bolsa Família em Sinop, Ivan Altíssimo, explicou que o município intensificou as ações de busca ativa para alcançar as famílias que ainda não realizaram a atualização cadastral. “O público prioritário do mutirão são as famílias que recebem o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada, o BPC. Hoje ainda existe um grande déficit de famílias com o cadastro desatualizado há mais de 24 meses e, por isso, estamos realizando busca ativa, tanto por meio de visitas domiciliares quanto com ações como este mutirão”, afirmou.
Ivan Altíssimo também destacou que o horário diferenciado do atendimento busca ampliar o acesso das famílias aos serviços oferecidos pela rede socioassistencial. “Também estamos ofertando um horário diferenciado justamente para atender aquelas famílias que, por algum motivo, não conseguem comparecer ao CRAS durante a semana. O objetivo principal dessas ações é manter as famílias com seus dados atualizados no Cadastro Único e garantir que os benefícios não sejam bloqueados ou suspensos”, ressaltou.
O coordenador informou que o mutirão também atenderá famílias que ainda não possuem Cadastro Único e desejam realizar o cadastro pela primeira vez. “Além da atualização cadastral, nós também faremos inclusão cadastral para as famílias que ainda não possuem Cadastro Único. Esse será um momento importante para aquelas pessoas que precisam realizar o cadastro pela primeira vez e garantir acesso aos programas sociais”, explicou.
O CRAS Boa Esperança está localizado na Rua Benedita Nogueira, s/nº, no Jardim Boa Esperança. A programação do mutirão seguirá nos próximos dias 23 e 30 de maio. No dia 23, a ação ocorrerá no CRAS Palmeiras, das 8h às 13h. Já no dia 30, o atendimento será realizado no Centro de Convivência Dona Zezé, também no período das 8h às 13h.
Sinop
Prefeitura de Sinop reúne instituições para construir Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher
A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Assistência Social, promoveu um importante encontro, na manhã de hoje (17), com o objetivo de construir propostas para o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Participaram da agenda representantes de Secretarias Municipais, Conselhos, Forças de Segurança, Justiça, Sociedade Civil Organizada, além da Rede de Enfrentamento.
Os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho, de acordo com a afinidade de atuação de cada um, para discutir os quatro eixos temáticos do Plano: Educação e Comunicação; Atendimento e Segurança Pública; Justiça e Atenção às Vítimas; e Governança.
A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, destacou que a elaboração do plano é uma responsabilidade compartilhada entre o município e as instituições que atuam na rede de proteção. “Estamos reunidos com representantes de várias instituições, do campo e da cidade, associações e órgãos de segurança para debater o Plano Decenal. Essa junção de trabalho, dentro dos quatro eixos propostos pelos planos Nacional e Estadual, está sendo discutida hoje com pessoas relevantes para nos ajudar a controlar esse índice que tem preocupado a gestão e toda a sociedade. Finalizadas as ações, metas e indicadores, o plano será encaminhado ao prefeito para formalização por Decreto e, posteriormente, ao Estado”, explicou.
A gestora de Programas e Projetos, Lauren Menegon, ressaltou que o planejamento será fundamental para ampliar o acesso a investimentos voltados às políticas públicas para as mulheres. “A elaboração desse plano em conjunto com o plano de metas do Governo do Estado é muito importante porque servirá como nosso guia norteador de ações, permitindo buscar recursos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres. O município já desenvolve diversas ações voltadas a essa pauta, mas sabemos que, sem recursos, a execução se torna mais difícil”, afirmou.
Para a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a ampla participação das instituições demonstra o comprometimento dos agentes e fortalece o planejamento das ações. “Temos aqui diversos representantes das instituições que integram essa rede. Isso mostra a sua força. Não basta apenas realizar as ações, é preciso planejar, colocar no papel, monitorar e avaliar o trabalho. Todas as instituições estão engajadas para enfrentar e combater essa situação de violência, e o resultado virá. Além disso, temos um forte trabalho preventivo com crianças e adolescentes para construir um futuro com menos violência”, destacou.
Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Dr. Pedro Figueiredo, enfatizou que o plano busca garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das gestões. “O Ministério Público ressalta a importância da proteção da mulher em situação de violência doméstica. Estamos construindo um plano de dez anos focado no interesse público, sem pessoalizar ações. O município só tem a ganhar, especialmente as mulheres. Em Sinop existe uma Rede de Enfrentamento muito ágil, muito atuante e conectada para a proteção das vítimas de violência doméstica”, enalteceu.
A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Dra. Renata Evangelista, reforçou que o planejamento permitirá aperfeiçoar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência. “Essa atuação conjunta de todos os órgãos, planejando como essa mulher será acolhida e de que maneira podemos ajudá-la, é de suma importância. Sentar, identificar os gargalos e discutir como ocupar esses espaços é o caminho para conseguirmos tirar essa mulher do ciclo de violência e diminuir os índices, inclusive de feminicídio”, afirmou.
A major Priscila Megier, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, destacou que as forças de segurança costumam ser o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção e, por isso, a integração entre as instituições é essencial. “Nós somos, muitas vezes, o primeiro contato dessa mulher vítima de violência com a administração pública e com a rede de proteção. Eventos como esse promovem integração entre os agentes de segurança, o Poder Judiciário e o Executivo. Quem ganha com isso é a sociedade, as mulheres e também as instituições, que passam a atuar de forma conjunta”, ressaltou.
A sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o trabalho da equipe ocorre após o registro da ocorrência, acompanhando as mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é pós-ocorrência. Depois do boletim de ocorrência e da concessão da medida protetiva, fazemos o acompanhamento da vítima, visitas e a fiscalização do cumprimento dessas medidas. Tem aumentado significativamente a quantidade de medidas protetivas, o que significa que mais mulheres estão denunciando e encontrando coragem para buscar ajuda”, informou.
A coordenadora da Proteção Social Especial (PSE) e Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou a importância de garantir que o plano contemple a realidade de todas as mulheres. “É importante que o Plano Decenal aconteça com a participação representativa de todas. Trazer para essa pauta as necessidades vivenciadas pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e de outros grupos vulneráveis fará com que esse plano venha ao encontro das necessidades de todas as mulheres de Sinop”, afirmou.
Encerrando as manifestações, a diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), Daniela Melhorança, ressaltou o papel da educação, da comunicação e da participação da sociedade no enfrentamento à violência. “Quando falamos de violência contra a mulher, falamos de uma violência que atinge toda a família. Não há como vencer essa batalha sem educação e comunicação. Hoje existe a falsa sensação de que a violência está aumentando, quando, na realidade, ela está sendo exposta, e isso é importante para que seja combatida. A sociedade civil é fundamental para divulgar, fiscalizar, alertar e educar. É uma missão de todos não se calar diante da violência. Esse trabalho é importante porque norteia as atitudes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil no combate à violência contra a mulher”, concluiu.
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