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Previ Sinop realiza palestra sobre hanseníase e tuberculose à servidores aposentados

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O Instituto de Previdência Social de Sinop (Previ Sinop) realizou na manhã desta terça-feira (04), uma palestra preventiva e alusiva à hanseníase e à tuberculose, ministrada pelo médico especialista, Francisco Specian Júnior.
 
Na ocasião o médico ressaltou a importância da prevenção, além de trazer o tema, ainda discriminado, à tona. “É uma doença invisível e que precisamos falar sobre. Não aparece em todos os veículos de comunicação, e por isso muitas pessoas podem estar contaminadas com o vírus e não saber”, destacou Francisco Júnior.
 
Ainda de acordo com o especialista é preciso um envolvimento multidisciplinar para falar sobre a doença e trata-la. “Tenho pacientes que chegam ao consultório dizendo que estão com hanseníase, mas não estão. Precisamos ouvir o histórico familiar. Saber todo histórico de saúde da pessoa, depois entramos com exame e – se positivo – com tratamento. Ela não mata, mas deixa sequelas”. O doutor ainda frisou que trabalha há mais de 20 anos tratando da doença e falando sobre e nunca foi contaminado, enquanto pessoas que já trabalharam com ele foram infectadas mais de uma vez. “A transmissão se dá por via aérea, entre pessoas, mas o tratamento adequado evita o contágio”.
 
Enquanto ministrava a palestra o doutor aproveitou para sanar a dúvida dos participantes que – muitas vezes – com perguntas simples, conseguiam ter a resposta que desejava. “Devido a linguagem simples e popular sem termos técnicos que ele utiliza fica fácil para todos entenderem, afinal são aposentados e precisam de um diálogo diferente”, contou Sonia de Fátima, assistente social do PREVI.
 
Antes de finalizar, o palestrante também falou sobre Tuberculose. “Essa sim mata. Os sintomas começam com tosse frequente, febre ao final da tarde, falta de apetite, emagrecimento de uma hora para outra. É preciso procurar um especialista. Nunca deixar para depois”. Ele reforçou ainda que “muitos querem se tratar em casa, sem procurar um médico”.
 
Segundo dados do SINAN (Sistema de Informação de Agravos de Notificação), através de informações divulgadas pelo Governo do Mato Grosso, foram registrados 4.359 casos de hanseníase em Mato Grosso, em 2024. Em Janeiro de 2025 havia 5.336 pessoas em tratamento da doença no Estado. Com as iniciativas promovidas pela Secretaria de Estado da Saúde, o índice de cura é de 68%.
 
Sintomas
 
A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Alessandra Moraes, chamou a atenção para os sinais da hanseníase. Segundo ela, os sintomas mais comuns incluem manchas claras, avermelhadas ou amarronzadas em diferentes partes do corpo, acompanhadas de perda ou alteração da sensibilidade ao calor, ao toque e à dor — especialmente nas mãos, pés, rosto, orelhas, tronco, nádegas e pernas. Ela reforçou que, ao perceber esses sintomas, a pessoa deve procurar imediatamente a Unidade Básica de Saúde.

Além desses sinais, também é importante observar outras manifestações, como regiões com redução de pelos e suor; dor, choques, formigamento, fisgadas ou agulhadas nos nervos dos braços e pernas; inchaço nas mãos e nos pés; feridas ou úlceras nessas áreas; aparecimento de nódulos doloridos e avermelhados; além de febre, inchaço nas articulações, obstrução e ressecamento nasal, feridas no nariz e irritação nos olhos.

 

Vacinação

 

Após a palestra, com o especialista Francisco Specian Júnior, médico renomado da Prefeitura de Sinop, os segurados puderam atualizar a carteira de vacinação em uma parceria com a Secretaria Municipal de Saúde. “Aproveitamos a ocasião e, sem se tratando de saúde, tudo se torna importante, principalmente porque estamos voltados para causa”, finalizou a Assistente Social, Sonia Fátima.

Prefeitura de Sinop

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Prefeitura de Sinop reúne instituições para construir Plano Decenal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres e da Secretaria de Assistência Social, promoveu um importante encontro, na manhã de hoje (17), com o objetivo de construir propostas para o Plano Municipal de Metas para o Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Participaram da agenda representantes de Secretarias Municipais, Conselhos, Forças de Segurança, Justiça, Sociedade Civil Organizada, além da Rede de Enfrentamento.

Os participantes foram distribuídos em grupos de trabalho, de acordo com a afinidade de atuação de cada um, para discutir os quatro eixos temáticos do Plano: Educação e Comunicação; Atendimento e Segurança Pública; Justiça e Atenção às Vítimas; e Governança.

A coordenadora de Políticas Públicas para as Mulheres, Professora Branca, destacou que a elaboração do plano é uma responsabilidade compartilhada entre o município e as instituições que atuam na rede de proteção. “Estamos reunidos com representantes de várias instituições, do campo e da cidade, associações e órgãos de segurança para debater o Plano Decenal. Essa junção de trabalho, dentro dos quatro eixos propostos pelos planos Nacional e Estadual, está sendo discutida hoje com pessoas relevantes para nos ajudar a controlar esse índice que tem preocupado a gestão e toda a sociedade. Finalizadas as ações, metas e indicadores, o plano será encaminhado ao prefeito para formalização por Decreto e, posteriormente, ao Estado”, explicou.

A gestora de Programas e Projetos, Lauren Menegon, ressaltou que o planejamento será fundamental para ampliar o acesso a investimentos voltados às políticas públicas para as mulheres. “A elaboração desse plano em conjunto com o plano de metas do Governo do Estado é muito importante porque servirá como nosso guia norteador de ações, permitindo buscar recursos junto ao Governo do Estado e ao Governo Federal, por meio do Ministério das Mulheres. O município já desenvolve diversas ações voltadas a essa pauta, mas sabemos que, sem recursos, a execução se torna mais difícil”, afirmou.

Para a presidente da Rede de Enfrentamento, Eliane dos Santos, a ampla participação das instituições demonstra o comprometimento dos agentes e fortalece o planejamento das ações. “Temos aqui diversos representantes das instituições que integram essa rede. Isso mostra a sua força. Não basta apenas realizar as ações, é preciso planejar, colocar no papel, monitorar e avaliar o trabalho. Todas as instituições estão engajadas para enfrentar e combater essa situação de violência, e o resultado virá. Além disso, temos um forte trabalho preventivo com crianças e adolescentes para construir um futuro com menos violência”, destacou.

Representando o Ministério Público de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Dr. Pedro Figueiredo, enfatizou que o plano busca garantir a continuidade das políticas públicas, independentemente das gestões. “O Ministério Público ressalta a importância da proteção da mulher em situação de violência doméstica. Estamos construindo um plano de dez anos focado no interesse público, sem pessoalizar ações. O município só tem a ganhar, especialmente as mulheres. Em Sinop existe uma Rede de Enfrentamento muito ágil, muito atuante e conectada para a proteção das vítimas de violência doméstica”, enalteceu.

A delegada da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Dra. Renata Evangelista, reforçou que o planejamento permitirá aperfeiçoar o acolhimento às vítimas e reduzir os índices de violência. “Essa atuação conjunta de todos os órgãos, planejando como essa mulher será acolhida e de que maneira podemos ajudá-la, é de suma importância. Sentar, identificar os gargalos e discutir como ocupar esses espaços é o caminho para conseguirmos tirar essa mulher do ciclo de violência e diminuir os índices, inclusive de feminicídio”, afirmou.

A major Priscila Megier, do 4º Batalhão de Bombeiros Militar, destacou que as forças de segurança costumam ser o primeiro contato das vítimas com a rede de proteção e, por isso, a integração entre as instituições é essencial. “Nós somos, muitas vezes, o primeiro contato dessa mulher vítima de violência com a administração pública e com a rede de proteção. Eventos como esse promovem integração entre os agentes de segurança, o Poder Judiciário e o Executivo. Quem ganha com isso é a sociedade, as mulheres e também as instituições, que passam a atuar de forma conjunta”, ressaltou.

A sargento Marineia, da Patrulha Maria da Penha, explicou que o trabalho da equipe ocorre após o registro da ocorrência, acompanhando as mulheres beneficiadas por medidas protetivas. “A atuação da Patrulha Maria da Penha é pós-ocorrência. Depois do boletim de ocorrência e da concessão da medida protetiva, fazemos o acompanhamento da vítima, visitas e a fiscalização do cumprimento dessas medidas. Tem aumentado significativamente a quantidade de medidas protetivas, o que significa que mais mulheres estão denunciando e encontrando coragem para buscar ajuda”, informou.

A coordenadora da Proteção Social Especial (PSE) e Promoção da Igualdade Racial, Marilene Pereira, destacou a importância de garantir que o plano contemple a realidade de todas as mulheres. “É importante que o Plano Decenal aconteça com a participação representativa de todas. Trazer para essa pauta as necessidades vivenciadas pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e de outros grupos vulneráveis fará com que esse plano venha ao encontro das necessidades de todas as mulheres de Sinop”, afirmou.

Encerrando as manifestações, a diretora-executiva da União das Entidades de Sinop (Unesin), Daniela Melhorança, ressaltou o papel da educação, da comunicação e da participação da sociedade no enfrentamento à violência. “Quando falamos de violência contra a mulher, falamos de uma violência que atinge toda a família. Não há como vencer essa batalha sem educação e comunicação. Hoje existe a falsa sensação de que a violência está aumentando, quando, na realidade, ela está sendo exposta, e isso é importante para que seja combatida. A sociedade civil é fundamental para divulgar, fiscalizar, alertar e educar. É uma missão de todos não se calar diante da violência. Esse trabalho é importante porque norteia as atitudes do Executivo, do Legislativo e da sociedade civil no combate à violência contra a mulher”, concluiu.

Prefeitura de Sinop

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