Várzea Grande
GM flagra motociclista com placa adulterada e sem habilitação
Várzea Grande
Condutor participou uma série de infrações na tentativa de fugir dos agentes, mas foi interceptado e conduzido à Central de Flagrantes
A Guarda Municipal identificou um motociclista trafegando sobre o canteiro central da Avenida Filinto Müller, no bairro Centro, durante patrulhamento na manhã desta quarta-feira (12).
Ao perceber que foi flagrado pela GM, o condutor, de 56 anos, tentou fugir, percorrendo um trecho da avenida na contramão. Em seguida, entrou no estacionamento de uma loja de eletrodomésticos tentando se esconder.
A guarnição conseguiu abordá-lo. Durante a verificação, constatou-se que ele não possui habilitação e que a motocicleta apresentava placa visivelmente adulterada.
Embora as letras e números coincidissem com o chassi, o modelo da placa não segue o padrão nacional de emplacamento, o que caracteriza adulteração. Além disso, foi verificado que o veículo está com documentação em atraso desde 2015.
O condutor relatou ter adquirido a motocicleta em um garimpo, no interior do estado, já com a placa irregular. A Guarda Municipal destaca que a adulteração de placas é considerada crime de trânsito, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), passível de encaminhamento à delegacia e aplicação de multa.
Diante das infrações, o motociclista foi encaminhado à Central de Flagrantes e a motocicleta foi recolhida ao pátio de veículos.
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Várzea Grande
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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