Várzea Grande
Prefeitura de Várzea Grande leva vacinação e atendimentos sociais ao bairro Mapim
Várzea Grande
A Prefeitura de Várzea Grande esteve presente, neste sábado (25), em mais uma edição do projeto ‘Acolher: Beleza que Abraça’, realizado na comunidade do bairro Mapim. Durante todo o dia, equipes das secretarias municipais de Saúde e Assistência Social ofertaram serviços gratuitos à população, como vacinação, aferição de pressão arterial, testes de glicemia, atualização do CadÚnico e orientações sobre benefícios sociais.
A ação reuniu dezenas de famílias e garantiu acesso facilitado a serviços públicos essenciais. De acordo com a secretária de Assistência Social, Cristina Saito, o objetivo da iniciativa é aproximar o poder público da comunidade, levando acolhimento e atendimento de qualidade a quem mais precisa.
“Somos parceiros nesta primeira edição do projeto. É um prazer poder atender toda a comunidade e ofertar nossos serviços tão próximo para a sociedade, principalmente no fim de semana, já que muitos possuem dificuldades de buscarem a assistência por suas funções”, afirmou Cristina.
A secretaria ofertou ainda informações sobre programas sociais como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de orientações sobre acesso a cursos e oportunidades de inserção no mercado de trabalho.
A Secretaria Municipal de Saúde também marcou presença, levando atendimentos preventivos e de orientação à comunidade. Foram ofertadas vacinas de rotina, verificação de pressão arterial, testes de glicemia capilar, e orientações sobre cuidados básicos com a saúde. As equipes reforçaram a importância da prevenção e da atualização vacinal, principalmente entre crianças e idosos.
A secretária de Saúde, Deise Bocalon, destacou o compromisso da gestão em garantir que os serviços de saúde cheguem a todos os bairros, de forma acessível e humanizada.
“Estar dentro das comunidades é fundamental para ampliarmos o cuidado e a prevenção. Nosso objetivo é levar saúde para perto das pessoas, evitando que pequenos problemas se tornem grandes. A parceria com projetos como o ‘Acolher – Beleza que Abraça’ fortalece essa missão e mostra que saúde também é acolhimento, é estar presente”, pontuou Deise.
Entre os atendimentos, também houve espaço para o autocuidado e o bem-estar. A moradora Maria Imaculada, que participou da oficina de beleza e fez penteado com tranças, comemorou o resultado:
“Para mim foi maravilhoso, melhor coisa. Não tenho tempo de ir ao salão, fui aqui perto. Coisa boa. Atendimento bom, maravilhoso. Estou transformada, linda e maravilhosa, mais do que já sou”, contou, sorrindo.
A moradora Alaide Silva, que aproveitou o evento para realizar testes de glicose e medir a pressão, destacou a importância da presença dos serviços públicos na comunidade:
“Foi muito bom esse projeto. Muito bom poder ter acesso a esses serviços aqui dentro da comunidade. É um cuidado e olhar para cada um de nós.”
Uma das idealizadoras do projeto, Rozilene da Silva, comemorou o sucesso da parceria com o poder público:
“Buscamos a prefeitura para apoiar essa ação e recebemos total abertura, tanto da Assistência Social quanto da Saúde. Tivemos vacinações, serviços, uma estrutura completa para a comunidade e regiões próximas. A procura foi surpreendente, tivemos que redobrar as senhas”, relatou.
Lindaiane Paula, realizadora do projeto, ressaltou que esta é apenas a primeira de muitas edições com o apoio da prefeitura:
“O projeto surgiu há cerca de três anos. Buscamos a prefeitura porque sabíamos que seríamos atendidos. Alcançamos a região do Mapim e adjacentes. Esperávamos 70 pessoas no início, mas só na parte da manhã já superamos 100 atendimentos, e o evento seguiu até o fim do dia.”
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Várzea Grande
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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