Várzea Grande
Prefeitura intensifica operação tapa-buracos por ruas e avenidas
Várzea Grande
Passado o pico das chuvas contínuas e em grandes volumes, Secretaria de Obras amplia cronograma de manutenção e equipes conseguem trabalhar com mais produtividade
A prefeitura de Várzea Grande, por meio da Secretaria Municipal de Viação, Obras e Urbanismo está intensificando os serviços de manutenção da malha viária em ruas e avenidas da cidade. Com o enfraquecimento das chuvas e maior intervalo entre as precipitações, a operação tapa-buracos volta a ser mais produtiva e eficiente, devolvendo a trafegabilidade, principalmente, em pontos de grande fluxo da cidade. Somente nos dias 30 e 31 de março, por exemplo, as equipes responsáveis pela operação atenderam oito localidades.
Foram atendidos nesses dois dias: Avenida A e Frei Coimbra no Capão Grande, rua Coronel José Augusto Gomes no Construmat, Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes, Rua do Independente e rua Vereador Abelardo Azevedo no bairro Ponte Nova e ainda as ruas Oito e Das Flores no Residencial Júlio Domingos de Campos.
O espaçamento das chuvas também permitiu a ampliação na prestação de outros serviços como patrolamento, limpeza de boca de lobo, manutenção nas redes de drenagem e implantação de meio-fio e sarjetas.
Nesse período, conforme relatório técnico da Pasta, o Vila Pirinéu recebeu serviços de limpeza e manutenção de bola de lobo. Já a implantação de meio-fio foi realizada na rua Ébano, no Jardim Glória.
Com solo seco, as equipes também ampliaram o patrolamento em via ainda sem pavimentação. Foram atendidos: Bairro Canelas – Estrada do Capão Grande e rua Quatrorze, no Centro a rua Marechal Floriano Peixoto, no Jardim Aeroporto a rua Guararapes, no loteamento Jardim Ouro Verde as ruas Vinte e Três, Cândido da Silva, Capelinha e Do Linhão. No Mapim, rua sem identificação também recebeu a ação do maquinário, no Jardim Petrópolis a rua Desembargador Simão Aureliano foi atendida, Avenida Frei Coimbra no Jardim Primavera e as Avenidas Flor de Laranjeira e Das Margaridas no residencial Júlio Domingos de Campos.
O secretário da Pasta, Celso Pereira, destaca que a partir de agora o cronograma poderá ser cumprido de forma integral, sem as paralisações provocadas pelas chuvas e que além do quantitativo, os serviços, especialmente de tapa-buracos, ganharam em qualidade. “Estamos focamos na devolução da trafegabilidade às ruas. A cidade, infelizmente, tem uma malha viária antiga e que ficou com a correta manutenção por longos períodos. Tanto em 2026, quanto no ano passado, enfrentamos um período intenso de chuvas e o resultado foi a deterioração do pavimento. Sem estiagem não podemos entrar com patrolas e nem realizar o tapa buracos, pois patrola atola e a massa asfáltica é carregada pela enxurrada”.
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Política
Após denúncia de Flavia, TCE determina devassa na Era Kalil, em VG
O conselheiro Antônio Joaquim do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) determinou a abertura de uma investigação para apurar suspeitas de superfaturamento, falhas na fiscalização e possíveis prejuízos aos cofres públicos em um contrato de transporte escolar da Prefeitura de Várzea Grande. A decisão foi publicada no Diário Oficial de Contas, que circulou na última sexta-feira (29 de maio). No começo do mês, o Ministério Público (MPMT) fez uma notificação recomendatória à prefeita Flávia Moretti (PL) para que tome medidas diante dos indícios de graves irregularidades na contratação e execução dos serviços de transporte escolar no município, com suspeita de superfaturamento de R$ 6,2 milhões.
A medida do TCE envolve o Pregão Eletrônico 01/2022 e o Contrato 095/2022, firmados para a prestação do serviço de transporte escolar aos alunos da rede municipal de ensino durante a gestão do ex-prefeito Kalil Baracat (MDB). A representação foi proposta pela Controladoria-Geral do Município em face da Prefeitura de Várzea Grande, sob gestão de Flávia Moretti (PL).
De acordo com a denúncia, uma auditoria apontou indícios de possível superfaturamento por divergências na quilometragem cobrada, falhas na fiscalização contratual, suposta subcontratação irregular, utilização de frota precária, ausência de segregação de funções e até suspeita de direcionamento da licitação. Durante o processo, a Prefeitura informou que a própria Controladoria-Geral instaurou auditoria para investigar possíveis irregularidades relacionadas ao contrato.
A empresa Eva Tur Transportes alegou que não participou da execução do contrato e afirmou que o uso de seu CNPJ em uma impugnação ao edital ocorreu por erro material, negando qualquer fraude ou conluio. Já a Allegratur Agência de Viagens e Turismo sustentou que a licitação e a execução contratual ocorreram de forma regular, sem superfaturamento, combinação entre empresas ou subcontratação irregular.
O ex-secretário municipal de Educação, Sílvio Aparecido Fidelis, afirmou que os apontamentos da auditoria decorreriam de interpretações equivocadas sobre a dinâmica operacional do transporte escolar e sobre as atribuições administrativas relacionadas à contratação e fiscalização do serviço. Antônio Joaquim destacou que tanto a área técnica do TCE quanto o Ministério Público de Contas defenderam o aprofundamento das investigações.
“O Ministério Público de Contas e a unidade técnica convergiram quanto à necessidade de aprofundamento da apuração dos fatos por meio de Tomada de Contas Especial”, afirmou. Na decisão, o conselheiro ressaltou que existem elementos que justificam uma investigação mais detalhada. “Concordo com a manifestação técnica e ministerial quanto à necessidade de aprofundamento técnico e probatório das irregularidades apontadas, principalmente diante dos indícios de possível danos ao erário municipal em valores expressivos”, escreveu.
O relator também entendeu que não seria adequado considerar a representação improcedente neste momento. “Eventual pronunciamento de improcedência acabaria por transmitir conclusão definitiva de regularidade dos fatos apurados, circunstância incompatível com o atual estágio processual”, traz trecho.
A 6ª Secretaria de Controle Externo do TCE deverá instaurar uma Tomada de Contas Especial para aprofundar a apuração, individualizar responsabilidades, calcular eventual dano aos cofres públicos e verificar se houve irregularidades no contrato do transporte escolar. ” Assim, considerando que não haverá, neste momento, apreciação conclusiva acerca da ocorrência das irregularidades e das responsabilidades eventualmente envolvidas, compreendo que a solução processualmente mais adequada consiste na extinção da presente Representação de Natureza Externa sem resolução de mérito, com a instauração de autos próprios de Tomada de Contas Especial para aprofundamento da instrução, observando-se, no futuro processo, o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa”, determinou.
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