Cultura
2 de Julho será de festa para marcar Independência do Brasil na Bahia
Cultura
A Prefeitura de Salvador divulgou nesta sexta-feira (27) a programação do 2 de Julho, feriado estadual que celebra os 202 anos de Independência do Brasil na Bahia.

O calendário festivo da capital baiana começa com o espetáculo de dança “Ao Pé do Caboclo”, do Balé Folclórico, na Praça 2 de Julho, no sábado e domingo, e se estende até o dia 13 do próximo mês.
A festa também inclui o 3º Festival de Fanfarras e Balizas, na Avenida Sete de Setembro, homenagem aos heróis da Independência, como Maria Felipa, Maria Quitéria e Joana Angélica; cerimônias cívicas, encontro de filarmônicas, teatro e shows musicais. E a saída simbólica do fogo, no dia 30 de junho, que chegará a Pirajá no dia 1º de julho.
A partir das 8h do dia 2 de julho, 10 bandas filarmônicas oriundas de diversas cidades baianas irão desfilar em direção ao Terreiro de Jesus, em Salvador. Durante o Cortejo Cívico, que acontece entre o Largo da Lapinha e o Terreiro de Jesus, no Centro Histórico de Salvador, a Fundação Gregório de Mattos, órgão da gestão municipal, irá eleger a melhor decoração de fachadas entre os imóveis que ficam no trajeto. A fachada vencedora vai receber uma placa decorativa que será instalada no imóvel.
Já o Palco Campo Grande recebe, nos dias 3 e 4 de julho, o Coral da Cidade de Salvador, show da Orquestra Maestro Fred Dantas e do cantor Gerônimo.
A “Volta do Caboclo”, cortejo que leva os símbolos da luta do povo baiano pela libertação do Brasil do domínio de Portugal, de volta do Campo Grande para o Pavilhão Dois de Julho, na Lapinha, será dia 5 de julho.
Entre os dias 11 e 13 de Julho acontece mais uma edição Festa de Labatut, que relembra a Batalha de Pirajá, um evento crucial na luta pela independência da Bahia.
A programação se encerra com uma missa na Igreja São Bartolomeu, no bairro Pirajá, no dia 13 de julho, às 8h.
Os dias e horários de todos os eventos estão disponíveis nas redes sociais da Fundação Gregório de Matos e da Secretaria Municipal de Cultura.
Cultura
Janis Joplin é homenageada em exposição no Museu da Imagem e do Som-SP
Ícone da contracultura hippie e dona de uma das maiores vozes do rock, Janis Joplin é homenageada em uma exposição que começou nesta quinta-feira no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. São mais de trezentos itens originais da cantora e compositora estadunidense, entre cartas, fotografias, figurinos e discos. 

Janis Joplin teria completado 83 anos em janeiro. Ela morreu em outubro de 1970, aos 27 anos, e se consagrou como uma das grandes vozes do rock, além de ter uma presença de palco eletrizante.
Na mostra, o público pode ver fotos, livros e discos de músicos de blues que influenciaram a artista, além de cartas, desenhos criados por ela, acessórios e roupas – objetos que estavam guardados desde a morte da cantora e são exibidos pela primeira vez. O diretor-geral do MIS e curador da exposição, André Sturm, explicou a ideia de dividir a exposição por sentimentos. Para ele as emoções eram intensas, por isso escolheu este lado mais potente: o amor, a felicidade, a tristeza, a liberdade…
A intensidade da voz rasgada pode ser ouvida em trechos de músicas disponíveis na mostra e também no vídeo exibido em uma tela enorme com um trecho da apresentação no Festival de Monterey Pop em 67, um ponto de virada na carreira de Janis Joplin.
Uma das salas é dedicada à vinda de Janis ao Brasil: em fevereiro de 1970, meses antes de morrer, ela desembarcou no Rio de Janeiro, em pleno carnaval, conheceu Alcione e Serguei, deu canjas em boates e foi fotografada nas praias cariocas.
Chris Flannery foi consultor da exposição, e fez a ponte entre o museu e a família da cantora. Ele conta que a mostra traz a essência do estilo boho-chic de Janis e vai além
“Eu acho que nos manuscritos, nos desenhos dela, você vai ver um lado dela que as pessoas não conheciam: ela era uma artista. Então tem um espaço com a arte dela aqui. Então agora você tem a chance de começar a entender quem foi essa mulher. E tem muitos detalhes, muitas coisas da história dela e foi feito um ótimo trabalho de capturar a essência de quem ela foi como musicista”.
Entre os anos de 1966 e 1970, Janis Joplin gravou quatro discos: dois como vocalista da banda Big Brother and the Holding Company e dois em carreira solo. O último deles, “Pearl”, foi lançado em janeiro de 1971, três meses depois da morte da cantora.
Janis Joplin foi livre à sua própria maneira e, além da importância na música, também representou um símbolo de liberdade para as mulheres ao não se encaixar em papéis sociais estabelecidos.
A exposição “Janis” fica em cartaz no MIS até o mês de julho, e os ingressos podem ser comprados no site do museu. Às terças-feiras, a entrada é gratuita.
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