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2º edição da Festa do Beiradão ocorre em Manaus nesta sexta-feira (3)

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Música, memória e valorização da identidade cultural do Amazonas. É assim que o amazonense vai comemorar hoje (3) o Dia do Beiradão. A data criada por lei estadual terá uma segunda edição realizada no Largo de São Sebastião em Manaus a partir das 18h com extensa programação. Trata-se de um reconhecimento e fortalecimento do gênero musical que representa o coração ribeirinho do Amazonas.

E afinal, o que é o Beiradão? Na década de 1970, nas cidades localizadas às margens dos rios amazônicos, as comunidades e músicos se reuniam para promover festas. Ao longo do tempo, esses eventos foram ficando conhecidos e receberam o nome de Beiradão, que se transformou em uma marca cultural do Estado. Caracterizado pelo som marcante do saxofone e da guitarra elétrica, o Beiradão incorporou referências de diferentes gêneros, latino-americano e caribenhos, como salsa, cumbia, merengue, calipso e até mesmo a lambada, criando uma sonoridade única.

Nos anos 1980, o estilo alcançou o seu ponto mais alto de popularidade, consolidando-se como um dos símbolos da música produzida no Amazonas. Mais do que um gênero, o Beiradão se tornou expressão de identidade, memória coletiva e resistência cultural, representando as festas, a alegria e a diversidade do povo amazônico.

Hoje a festa do Beiradão vai contar com um diverso elenco artístico reunindo nomes que vão da velha guarda até novos talentos da música regional. A primeira edição em 2024 já havia reunido centenas de pessoas em uma celebração histórica do gênero.

Agora oficializado por lei o dia do Beiradão reafirma o compromisso com a cultura local e da visibilidade a um estilo que é reconhecido como patrimônio cultural e imaterial do Amazonas desde 2023 que reflete a alma musical ribeirinha.


Fonte: EBC Cultura

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Fortaleza recebe 36ª edição do Cine Ceará com filmes gratuitos

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O Cine Ceará, um dos mais tradicionais festivais de cinema do país, começa neste sábado (7), na capital Fortaleza, com a exibição gratuita de filmes no Cineteatro São Luiz e no Cinema do Dragão. O evento, que chega à sua edição de número 36, é um grande ponto de encontro entre cineastas, público, indústria e crítica especializada.

O festival conta com três grandes mostras: a Ibero-americana de Longa-metragem, destinada a produções da América Latina, Caribe, Portugal e Espanha; a Brasileira de Curta-metragem, voltada para filmes de ficção, documentários e animação realizados por brasileiros ou radicados no país há mais de três anos; e a Mostra Olhar Ceará, direcionada para produtores e diretores cearenses, com filmes em curta e longa-metragem.

Os prêmios para os vencedores podem chegar a até R$ 40 mil. Os participantes também concorrem ao Troféu Mucuripe, que reconhece diversas categorias, como melhor ator, atriz e roteiro.

O cineasta Wolney Oliveira, diretor do Cine Ceará, destaca que esta edição do evento faz uma homenagem especial à capital cearense, que completou 300 anos em abril.

“Toda a programação do festival é em homenagem à cidade de Fortaleza. E é um orgulho muito grande a gente poder dar visibilidade aos 300 anos da nossa cidade, homenageando Fortaleza. E a cara do festival esse ano é o Farol do Mucuripe, que é um farol muito antigo, que é um símbolo de Fortaleza. E a gente está pegando esse farol e toda a programação visual é em cima dos 300 anos de Fortaleza”.

O diretor acrescenta que o festival vai além da exibição dos filmes nas mostras tradicionais.

“A gente conta com lançamento de filmes, pré-estreias. O primeiro filme “A Gente Nunca Esquece”, que é para crianças de escolas públicas, lançamentos de livros, workshops, cursos e também debates”.

O evento ainda tem uma parte voltada para pessoas em situação de rua e crianças de escolas públicas, que podem acompanhar exibições de filmes nas mostras sociais, como explica Wolney.

“São várias. Uma delas, a mostra para pessoas em situação de rua, é uma mostra que a gente faz na praça do Ferreira, que tem vários moradores de rua lá, que moram na praça, e a gente também contrata dez moradores em situação de rua para trabalharem nessa mostra e também para trabalharem no festival. A mostra dirigida a crianças de escolas públicas, que estejam matriculadas em escolas públicas, e elas vêm e entram no cinema pela primeira vez, depois tem um lanche e um debate sobre os filmes, sobre o filme que elas viram”.

Cerca de 10 mil pessoas devem participar do Cine Ceará. E lembrando: toda a programação é de graça!

Mais informações em cineceara.com.


Fonte: EBC Cultura

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