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58 anos depois da morte, obra de Guimarães Rosa permanece atual

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Um dos maiores nomes da literatura brasileira, autor do clássico “Grande Sertão: Veredas”, João Guimarães Rosa, se destacou pela linguagem inovadora, marcada pela influência popular e regional. 58 anos após sua morte, a história de amor de Riobaldo e Diadorim segue atual, e a obra é referência em salas de aula e vestibulares. Além de escritor, ele também foi médico e diplomata. O escritor Flávio Carneiro, professor de literatura brasileira da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, fala sobre a atualidade da obra de Guimarães.

“Um clássico é aquele livro que nunca terminou de dizer o que tinha a dizer, o que tem a dizer. Então quando você relê um clássico, você descobre coisas que você não havia percebido das outras vezes. Ele está sempre te dizendo alguma coisa, por isso está sendo sempre atual. A obra do Guimarães Rosa é uma obra clássica. Então, sem dúvida, ela continua dizendo muita coisa ainda pra gente.

“Grande Sertão: Veredas” foi publicado originalmente em 1956 e marcou época. Na trama, a história do ex-jagunço Riobaldo, que revela os conflitos do sertão e sua paixão por outro cangaceiro, Diadorim. O livro é um mergulho profundo na alma humana, capaz de retratar diferentes emoções, como sofrimento, violência e alegria. Flávio Carneiro destaca a relevância do livro.

“Grande Sertão: Veredas” é a obra mais conhecida do Guimarães Rosa, já traduzida em várias línguas, publicada em vários países. O que tem de inovador é o que existe na obra dele como um todo, que é essa linguagem absolutamente nova, mas também porque trabalha os opostos de uma forma muito interessante. Coloca lado a lado, né, opostos sem que haja aquela ideia de: isso é o certo, isso é o errado”.

Guimarães Rosa, junto com Clarice Lispector, foi um dos principais representantes do Modernismo brasileiro, na terceira fase. O professor Flávio Carneiro explica esse período:

“Guimarães Rosa e Clarice Lispector fazem parte do que se convencionou chamar essa terceira geração modernista. São autores, Guimarães e Clarice, que se destacaram por essa ousadia da linguagem, com caminhos bem diferentes da Clarice, uma literatura mais introspectiva, a do Guimarães Rosa mais mística”.

Ele também fala sobre outro grande talento de Guimarães Rosa: os contos.

“Guimarães Rosa foi um grande contista e o livro dele que mais se destaca é o “Primeiras Estórias”. São contos que trabalham muito com a ideia de algo surpreendente, algo que você vivencia pela primeira vez. São “Primeiras Estórias” no sentido de coisas que acontecem pela primeira vez e que causam um maravilhamento. Um livro que fala da loucura, que fala do encantamento, da poesia. É um livro muito bonito”.

Pela relevância e complexidade de seu trabalho, Guimarães Rosa foi eleito para a Academia Brasileira de Letras em 1963. Morreu apenas três dias após assumir a cadeira.


Fonte: EBC Cultura

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RJ: Cultura nos Territórios abre inscrições para 260 oficinas

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Estão abertas as inscrições para 260 oficinas artísticas e culturais gratuitas do Programa Cultura Presente nos Territórios, desenvolvido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro. O projeto conta com mais de 50 centros de referência e cerca de 90 tipos de atividades disponíveis, em dez regiões do Rio.

Entre os cursos oferecidos estão música, dança, teatro, artesanato, pintura, audiovisual e contação de histórias. Os cronogramas e cargas horárias de cada um deles são adaptados à realidade de cada local.

Entre os municípios atendidos pelo projeto estão Angra dos Reis, Búzios, Campos dos Goytacazes, Macaé e Petrópolis.

Segundo a Secretaria, o objetivo do programa é democratizar o acesso aos direitos culturais, fortalecer identidades territoriais e promover o desenvolvimento sociocultural sustentável no estado. A iniciativa também articula ações culturais com outras políticas públicas, em áreas como educação, assistência social e meio ambiente.

Além das oficinas, outras ferramentas de aprendizado utilizadas no projeto são cineclubes e feiras criativas.


Fonte: EBC Cultura

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