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Blocos mantêm folia na Quarta-feira de Cinzas no Rio

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Depois da maratona de desfiles, cortejos, blocos e megablocos, a Quarta-feira de Cinzas costuma ser um dia de descanso para muitos. Mas não para cariocas e turistas que lotam a cidade. Mantendo o ritmo do carnaval, foliões se concentraram bem cedinho para acompanhar o bloco Me Beija Que Eu Sou Sem Censura, na Glória, e o Mulheres Rodadas, no Largo do Machado. Com mais de uma década de existência, o Mulheres Rodadas leva mensagem de empoderamento, para combater o machismo e toda forma de violência contra as mulheres.

E à tarde tem mais: ao meio-dia tem o Ainda Aguento, na Ribeira, e a partir das 15 horas, o tradicional Cordão do Me Enterra na Quarta ganha a Avenida Augusto Severo, no Centro da cidade, mantendo viva a tradição dos cortejos.

Depois, tem Planta na Mente, Bloco Guri da Merck e Grêmio Recreativo Chave de Ouro fechando o dia de desfiles dos blocos oficiais.

Calor sem trégua

E precisa ter muita resistência para enfrentar a folia. É que o calor não deu trégua esses dias. Nas ruas, foliões buscaram alívio em pontos de hidratação e nos jatos d’água de carros-pipa durante os blocos. Segundo o Climatempo, a cidade fecha o carnaval como a capital mais quente do país.

Mas o clima deve mudar. Segundo o Sistema Alerta Rio, da prefeitura, as condições atmosféricas nesta quarta-feira (18) serão influenciadas pelo calor, mas também pela aproximação de uma frente fria. A previsão é de céu parcialmente nublado a nublado, com pancadas de chuva isoladas a partir da tarde. Os ventos estarão fracos a moderados e as temperaturas seguem elevadas, com máxima prevista de 36°C.


Fonte: EBC Cultura

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Mostra reúne obras de egressos dos sistemas prisional e socioeducativo

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Vinte e sete egressos dos sistemas prisional e socioeducativo e familiares assinam trabalhos na exposição, “Coexistir Habitar”, em cartaz num espaço de arte contemporânea, instalado em imponente casarão do século 19, no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro.

A mostra no Largo das Artes é resultado de curso realizado no Museu da Vida Fiocruz, que trabalhou o projeto como ferramenta de escuta e reconstrução de trajetórias.

Segundo o curador Jean Carlos Azuos, a iniciativa coloca a arte como um direito de todos…

“Antes de ser apenas um espaço de exposição, ele afirma o fazer artístico como um direito. Produzir arte não é privilégio, é possibilidade legítima de existência. Quando essas obras ganham visibilidade, algo se transforma, muda o reconhecimento do público, muda também a forma como esses artistas passam a ser vistos por suas famílias, suas redes de afeto. Se antes havia um estigma, agora há reconhecimento. A exposição inverte essa lógica e nos convida a celebrar essas potências que são essas pessoas”.

Jean Carlos fala também sobre as escolhas temáticas da exposição…

“A mostra é atravessada por uma relação intensa entre a arte e vida. As obras abordam a espiritualidade, cotidiano, relações familiares, experiências de trabalho e a presença de corpos negros periféricos na cidade, em linguagens diversas, como pintura, vídeo, escultura e instalação. É possível compreender aspectos dessas realidades por meio dos trabalhos, mas a exposição não se limita à narrativa da privação da liberdade. Não há compromisso exclusivo com a denúncia, mas com a criação. São produções esteticamente consistentes, que poderiam ocupar qualquer museu ou galeria no país”.

Ao ocupar o Largo das Artes, sede de projetos artísticos de vários países, a mostra também cria um encontro simbólico entre territórios historicamente marginalizados e o circuito cultural tradicional carioca. O curador reforça essa importância..

“Estar no circuito cultural tradicional é um gesto de reposicionamento. Insere essas produções no debate público e tenciona o próprio sistema das artes. A exposição afirma que esses artistas não se reduzem a um episódio de suas biografias, mas pelo contrário, são sujeitos múltiplos, criadores livres no exercício do fazer”.

Além da mostra, o projeto conta com atrações variadas, como detalha Jean Carlos.

“A programação prevê encontros com artistas, rodas de conversa e ações mediadas por educadores, interlocutores, a exposição se desdobra em atividades artístico-pedagógicas ao longo de todo o período em cartaz, ampliando assim o diálogo com os diferentes públicos. É, não é apenas só a mostra, é um espaço contínuo de troca, de reflexão, de partilha”.

A exposição “Coexistir Habitar” tem entrada gratuita, com visitação até 25 de abril, de terça a sábado, das 10h às 17h. Anote o endereço: Rua Luís de Camões, região central da cidade. 


Fonte: EBC Cultura

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