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Blocos mantêm folia na Quarta-feira de Cinzas no Rio

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Depois da maratona de desfiles, cortejos, blocos e megablocos, a Quarta-feira de Cinzas costuma ser um dia de descanso para muitos. Mas não para cariocas e turistas que lotam a cidade. Mantendo o ritmo do carnaval, foliões se concentraram bem cedinho para acompanhar o bloco Me Beija Que Eu Sou Sem Censura, na Glória, e o Mulheres Rodadas, no Largo do Machado. Com mais de uma década de existência, o Mulheres Rodadas leva mensagem de empoderamento, para combater o machismo e toda forma de violência contra as mulheres.

E à tarde tem mais: ao meio-dia tem o Ainda Aguento, na Ribeira, e a partir das 15 horas, o tradicional Cordão do Me Enterra na Quarta ganha a Avenida Augusto Severo, no Centro da cidade, mantendo viva a tradição dos cortejos.

Depois, tem Planta na Mente, Bloco Guri da Merck e Grêmio Recreativo Chave de Ouro fechando o dia de desfiles dos blocos oficiais.

Calor sem trégua

E precisa ter muita resistência para enfrentar a folia. É que o calor não deu trégua esses dias. Nas ruas, foliões buscaram alívio em pontos de hidratação e nos jatos d’água de carros-pipa durante os blocos. Segundo o Climatempo, a cidade fecha o carnaval como a capital mais quente do país.

Mas o clima deve mudar. Segundo o Sistema Alerta Rio, da prefeitura, as condições atmosféricas nesta quarta-feira (18) serão influenciadas pelo calor, mas também pela aproximação de uma frente fria. A previsão é de céu parcialmente nublado a nublado, com pancadas de chuva isoladas a partir da tarde. Os ventos estarão fracos a moderados e as temperaturas seguem elevadas, com máxima prevista de 36°C.


Fonte: EBC Cultura

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Mostra no Rio reúne obras de mulheres da região Norte

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A potência e a diversidade da arte contemporânea produzida por mulheres dos estados do Pará, Acre e Amazonas é o tema da exposição “Amazônicas: Poéticas Femininas”, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro.

A mostra reúne 80 obras, de 21 artistas, e ocupa todas as salas do segundo andar do espaço, depois de já ter passado por Belém, Fortaleza e Brasília.

A idealização do projeto é do Museu das Mulheres, primeiro museu brasileiro dedicado a valorizar e dar visibilidade à produção artística, cultural e histórica de mulheres.

A diretora artística e curadora da mostra, Sissa Aneleh, fala sobre como surgiu a ideia da exposição.

“Eu encontrei as artistas amazônicas a partir da minha pesquisa de mestrado e doutorado em arte voltada para as mulheres e história da arte, reunindo 16 anos de investigação. Como historiadora da arte, considero a arte contemporânea amazônica feminina consolidada a ponto de já ser um capítulo da arte brasileira que deve ser reconhecido por sua contribuição ao Brasil”.

Na mostra, são apresentadas obras produzidas desde a década de 1970 até os dias de hoje, em diferentes suportes, como pintura, escultura, fotografia e videoarte. Entre as artistas participantes estão Auá Mendes, Keila-Sankofa e Bárbara Savannah. A curadora fala sobre os temas abordados e explica a escolha das profissionais.

“As obras abordam artivismo, o corpo como obra, culturas amazônica, indígena, afro-brasileira, pré-história e tecnologias amazônicas, a arte do afeto que é muito presente na região, biografias e ancestralidades femininas. Todas essas temáticas se potencializam com a abordagem da história das mulheres que todas as artistas apresentam. Foi decisivo o conjunto da obra de cada artista e da sua permanência nas temáticas da cultura e do universo feminino amazônicos”.

O espaço expositivo conta ainda com um ambiente imersivo, que leva os visitantes para uma experiência interativa com uma parte da mostra, como explica Sissa Aneleh.

“Algumas obras da exposição podem ser visualizadas em sala espacial com óculos 3D e visão em 360 graus. Também exibimos um filme em realidade virtual do acervo do Museu das Mulheres. O espaço é imperdível”.

A questão da acessibilidade para diferentes públicos é outro elemento importante da exposição, com diversos recursos empregados e visitas guiadas, como destaca Sissa.

“As exposições do Museu das Mulheres têm por padrão a garantia da acessibilidade de todos os públicos. Na exposição Amazônicas temos obras táteis, áudio descrição de obras e intérprete de libras. O projeto conta com kit de acessibilidade para o público neurodivergente, além de contratação de profissionais PCD e neurodiversos”.

Outras atividades que fazem parte do projeto são a programação formativa e oficinas de economia criativa voltadas para mulheres, além da programação educativa para crianças e jovens.

A mostra tem entrada franca e segue até o dia 16 de novembro!


Fonte: EBC Cultura

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