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Caetano e Maria Bethânia levam Grammy de melhor álbum da música global

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Mais um prêmio pra Cultura Nacional, para a música brasileira e para um reencontro histórico de dois irmãos.

Estamos falando de Caetano Veloso e Maria Bethânia, que venceram neste domingo (1º) o Grammy Awards 2026 na categoria Melhor Álbum de Música Global com o disco Caetano e Bethânia Ao Vivo. Um registro da turnê que os dois fizeram pelo Brasil em 2024 e 2025, sempre com ingressos esgotados.

O trabalho reúne sucessos das trajetórias individuais dos dois artistas, como Gente Reconvexo e Vaca Profana, além de uma versão inédita de Fé, composição de Iza numa releitura dos irmãos.

Em Los Angeles a apresentadora Dee Dee Bridgewater recebeu o gramofone dourado pela dupla, já que os dois não viajaram para os Estados Unidos.

A entrega do prêmio de Melhor Álbum Global aconteceu na cerimônia que antecede a transmitidas pela TV. 

Aqui no Brasil, Caetano estava deitado quando recebeu a notícia e ligou para a irmã. Registro divulgado pelas redes sociais.

Para Maria Bethânia, o primeiro Grammy representa a consagração internacional após décadas de carreira. Para o Caetano, já é o terceiro Grammy


Fonte: EBC Cultura

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“Elefante”: espetáculo debate Alzheimer e racismo estrutural

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Um debate entre memória e esquecimento a partir de duas experiências muito distintas: essa é a proposta do espetáculo “Elefante” do Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas, que está em cartaz até o próximo domingo de graça no Teatro Paulo Eiró na cidade de São Paulo.

De um lado está Célia, uma mulher branca idosa que sofre de Alzheimer e é abandonada pela família. Do outro está Xhosa, uma mulher negra que sofre um outro tipo de esquecimento: o das trabalhadoras domésticas invisíveis na estrutura de um trabalho análogo à escravidão. A diretora e dramaturga, Beatriz Nauali, explica o que a figura da personagem Xhosa representa.

“Não só as trabalhadoras domésticas, mulheres negras que são, a base da pirâmide social no Brasil, como também toda uma comunidade, a comunidade negra que vem sendo marginalizada historicamente, oprimida, violentada e esquecida. O espetáculo fala sobretudo sobre o esquecimento, sobre as condições em que são colocadas as pessoas negras, as trabalhadoras domésticas, principalmente quando se diz sobre a persistência de lógica de trabalho análogo à escravidão. 

O contraponto entre doença biológica: o Alzheimer, e a doença social: racismo estrutural, revela camadas na dinâmica de outros personagens que também aparecem na encenação, como comenta Beatriz Nauali.

“A presença do neto dessa senhora que vai visitá-la nesse aniversário e depois de uma amigável vizinho que se chama Caim, que é um homem negro e que tem auxiliado a Célia ali nesse momento de vulnerabilidade de abandono da família. A história, pelo que nós como grupos construímos, vem nos dizer desse lugar, dos giros de 360 na história.”

O Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas é formado por especialistas das cidades da Bacia do Juquery, região periférica da Grande São Paulo. O espetáculo “Elefante” está em cartaz no Teatro Paulo Eiró, no bairro de Santo Amaro, nesta sexta-feira e sábado às oito da noite e no domingo às sete da noite. Ingressos gratuitos disponíveis na plataforma Sympla ou direto na bilheteria do teatro uma hora antes. Após a apresentação, o grupo faz uma roda de conversa com o público.


Fonte: EBC Cultura

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