Cultura
Carla Akotirene recebe comenda Maria Quitéria na Câmara de Salvador
Cultura
Em clima festivo e ao som do bloco afro Ilê Aiyê, Carla Akotirene chegou ao plenário da Câmara para receber a comenda Maria Quitéria. Pesquisadora, professora e autora de obras de referência sobre feminismo negro e interseccionalidade, ela também é idealizadora do projeto O Pará Saberes, que incentiva jovens negros na pós-graduação. “Uma honraria para minha comunidade ancestral e para todas as mulheres que são achincalhadas, aviltadas, atrapalhadas nos seus propósitos. Eu tenho certeza que a Luiza Bairros, Macota Baldina, Lélia González, todas elas estão celebrando comigo porque a gente recebe racismo patriarcal diariamente, mas hoje é dia da gente receber aplausos, axé”, disse.

A comenda foi uma proposição do vereador Silvio Humberto, fundador do instituto cultural onde Carla deu início à formação. Para ele, a homenagem simboliza o reconhecimento de uma trajetória marcada pelo ativismo e pela a luta anti-racista. “A comenda a Maria Quitéria é a mais alta porcaria desta casa e ao contrário, a doutora Carla Akotirene não estamos apenas reconhecendo sua carreira individual, mas sim, um marco para a cidade e para o país”, declarou. A solenidade teve a presença de representantes do movimento negro, de casas de Candomblé, além de autoridades políticas.
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História e ancestralidade do Rio Vermelho é tema de mostra em Salvador
25 artistas baianos se reuniram com um mesmo objetivo: resgatar a ancestralidade, a história e a memória do Centro Histórico e do Rio Vermelho, em Salvador. A partir daí, surgiu a mostra “Pelourinho: Ecos de Pedra, Mar e Encantaria do coração da cidade ao Rio Vermelho”.

A exposição faz parte do projeto Arte em Toda Parte, e está em cartaz na Confraria das Ostras, no Rio Vermelho.
Participam do projeto os artistas Uncas Celuque, Fred Sá, Gabriela Cruz, Pico Garcez, Vini Dendê e o Coletivo Fuerza Natura, além da curadora do Projeto Arte em Toda Parte, Tati Sampaio, entre outros.
E para compor os trabalhos, os expositores escolheram uma série de linguagens artísticas como uso de cerâmica, pintura e escultura, que refletem as heranças afrodiaspóricas e os vestígios urbanos do Pelourinho, marco da história do Brasil e da Bahia.
Segundo Tati Sampaio, o conceito central da mostra está ligado à encantaria, elemento presente em diversas tradições culturais brasileiras e que representa aquilo que transcende a matéria.
A exposição fica em cartaz até 4 de julho.
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