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Carnaval: ingressos das frisas do Sambódromo do Rio estão disponíveis

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Recomeçaram esta manhã as vendas de ingressos das frisas no Sambódromo do Rio para o Carnaval 2026. Para quem não conhece a passarela do samba, as frisas são áreas exclusivas, com seis lugares, onde os espectadores podem assistir aos desfiles mais próximos da pista.

Segundo a Liesa, Liga Independente das Escolas de Samba, a comercialização desses espaços acontece diretamente na plataforma da Ticketmaster, com pagamento à vista, por PIX. Nesta etapa, a venda é destinada apenas a pessoas físicas e os valores são os mesmos da primeira fase de comercialização, realizada no último dia 18. Eles variam entre R$ 1.800 e R$ 10.000.

Os interessados devem acessar a plataforma, entrar na fila de espera e, em seguida, escolher o dia e setor desejados. Cada pessoa vai poder comprar uma única frisa por vez. Então, quem quiser ingressos para mais de um dia de desfile, terá de concluir o primeiro pedido, efetuar o pagamento e depois retornar ao menu da plataforma para realizar nova solicitação. No entanto, o comprador só poderá adquirir uma frisa por dia de desfile e também para o Sábado das Campeãs.

Os desfiles do Grupo Especial do Carnaval 2026 estão marcados para os dias 15, 16 e 17 de fevereiro, reunindo quatro agremiações em cada um. No dia 21, Sábado das Campeãs, retornam à passarela as seis escolas de samba com as melhores notas.


Fonte: EBC Cultura

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“Elefante”: espetáculo debate Alzheimer e racismo estrutural

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Um debate entre memória e esquecimento a partir de duas experiências muito distintas: essa é a proposta do espetáculo “Elefante” do Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas, que está em cartaz até o próximo domingo de graça no Teatro Paulo Eiró na cidade de São Paulo.

De um lado está Célia, uma mulher branca idosa que sofre de Alzheimer e é abandonada pela família. Do outro está Xhosa, uma mulher negra que sofre um outro tipo de esquecimento: o das trabalhadoras domésticas invisíveis na estrutura de um trabalho análogo à escravidão. A diretora e dramaturga, Beatriz Nauali, explica o que a figura da personagem Xhosa representa.

“Não só as trabalhadoras domésticas, mulheres negras que são, a base da pirâmide social no Brasil, como também toda uma comunidade, a comunidade negra que vem sendo marginalizada historicamente, oprimida, violentada e esquecida. O espetáculo fala sobretudo sobre o esquecimento, sobre as condições em que são colocadas as pessoas negras, as trabalhadoras domésticas, principalmente quando se diz sobre a persistência de lógica de trabalho análogo à escravidão. 

O contraponto entre doença biológica: o Alzheimer, e a doença social: racismo estrutural, revela camadas na dinâmica de outros personagens que também aparecem na encenação, como comenta Beatriz Nauali.

“A presença do neto dessa senhora que vai visitá-la nesse aniversário e depois de uma amigável vizinho que se chama Caim, que é um homem negro e que tem auxiliado a Célia ali nesse momento de vulnerabilidade de abandono da família. A história, pelo que nós como grupos construímos, vem nos dizer desse lugar, dos giros de 360 na história.”

O Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas é formado por especialistas das cidades da Bacia do Juquery, região periférica da Grande São Paulo. O espetáculo “Elefante” está em cartaz no Teatro Paulo Eiró, no bairro de Santo Amaro, nesta sexta-feira e sábado às oito da noite e no domingo às sete da noite. Ingressos gratuitos disponíveis na plataforma Sympla ou direto na bilheteria do teatro uma hora antes. Após a apresentação, o grupo faz uma roda de conversa com o público.


Fonte: EBC Cultura

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