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Carnaval: saiba como surgiram as troças de Olinda

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Improviso, bom humor e amigos nas ruas. Essa é a receita certa para formar uma troça carnavalesca. Em Olinda, esse tipo de agremiação nasce das situações mais simples do cotidiano. É da conversa na calçada, da piada repetida todo ano e, às vezes, até de um pé de pitomba. Tudo isso, claro, sem esquecer do frevo.

“O bloco foi criado por um grupo de amigos que se encontrava num determinado ponto dos quatro cantos de Olinda, um bar chamado Senado. Tomava-se a birita, jogava-se sinuca e atrás dessa casa tinha um pé de pitomba. Eles resolveram quebrar os galhos e sair balançando pelas ruas de Olinda”.

Hermes Neto é presidente da troça Pitombeira dos Quatro Cantos, uma das mais tradicionais do Carnaval de Olinda, fundada em 1947. E assim como a Pitombeira, o nome das troças revela o tom da brincadeira. Quem explica é Luiz Inácio, historiador do Museu Paço do Frevo.

“A troça, como o nome já diz, do verbo “troçar” em espanhol, simboliza riso, tirar onda, fazer graça. Os nomes das troças geralmente são mais risonhos, são mais de brincadeira. E elas são mais informais”.

E se engana quem pensa que troça, bloco e clube são a mesma coisa. As diferenças aparecem até no horário das apresentações.

“Uma distinção que também existe de troças é a questão do horário. Costumeiramente, as troças saíam durante o dia, reuniam amigos que frequentavam o mesmo bar ou familiares. Já os clubes, por essa pompa e circunstância que eles tinham — saíam com alas, diretoria, roupas padronizadas — geralmente saíam à noite, nesse carnaval um pouco mais chique”.

 E para resumir em uma palavra, o Carnaval de Pernambuco é diversidade. As troças são mais uma entre tantas manifestações culturais que mostram por que o estado é conhecido como o país do Carnaval.


Fonte: EBC Cultura

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Feira do Livro de SP reúne de autores consagrados aos independentes

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Em São Paulo, a quinta edição da Feira do Livro segue até domingo (7) com centenas de autores e expositores na Praça Charles Miller no Pacaembu, com entrada gratuita.

Esse é o quinto ano do festival literário que reúne mais de 160 expositores, entre editoras, livrarias e instituições dedicadas ao livro e à leitura. A programação traz três palcos oficiais e três de atividades paralelas.

O diretor-geral da Feira do Livro, Paulo Werneck, comenta sobre o destaque para a literatura latino-americana.

“A gente sempre teve grandes autores da América Latina visitando a feira. Então vai ter a Pilar Quintana, por exemplo, é uma das maiores autoras do mundo atualmente. Ela escreveu aquele livro A Cachorra, que é um livro muito celebrado. E a Alejandro Droznes, que é um autor que fala sobre a Copa Libertadores da América e a história da América Latina. Vem gente de várias regiões: Chile, Argentina, Colômbia…”

O evento traz autores consagrados como Ana Maria Machado e Silviano Santiago, além de nomes da nova safra, e livreiros independentes de São Paulo, que falam sobre o Mapa das Livrarias de Rua.

A literatura infanto-juvenil marca presença, em atividades como o bate-papo com Madu Costa, autora do livro “Trança a trança”, sobre uma avó que trança o cabelo da neta. A escritora explica que o livro ilustrado celebra o pertencimento e a ancestralidade do povo negro.

“Essa ancestralidade permanece no sorriso que a menina e a avó entregam. Elas de pé no chão, no quilombo, da roda, do contato com a terra.  Dessa coisa da herança ancestral,  num texto que tem tantas camadas, dá um tratado sobre as relações africanas e as heranças africanas na constituição da nossa identidade”.

A feira também discute questões contemporâneas, como o genocídio na Palestina, com o cientista político Norman Finkelstein, e o excesso de tempo de tela entre as crianças, num papo com os escritores infantis Jaminho Alves e Luis Lodi.

A programação da Feira do Livro é gratuita e os detalhes estão no site afeiradolivro.com.br

* Com colaboração de Victor Ribeiro.


Fonte: EBC Cultura

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