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Clube das Musas, de Fortaleza, realiza Sarau e Feira Literária

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Aberto ao público, gratuito e com microfone liberado. Estou falando do Sarau e Feira Literária, evento que acontece todo o semestre no Cantinho do Frango, espaço cultural e gastronômico de Fortaleza. A iniciativa é do Clube das Musas, encontro de escritoras que se realiza mensalmente no local.

É no Sarau e Feira Literária que proliferam livros de poesia, contos, romances e outras narrativas escritas e publicadas por mulheres que ocupam cada vez mais a cena cultural da cidade. A mediação e curadoria são da cantora, compositora e a escritora Mona Gadelha, que dá detalhes do Clube das Musas e do Sarau e Feira Literária.

“O Clube das Musas acontece toda primeira quinta-feira do mês, no Cantinho do Frango às 19 horas, como uma atividade gratuita, aberta a todas as pessoas interessadas em literatura, especialmente em literatura feminina no Ceará. E a cada seis meses o clube realiza um grande sarau, com a participação da maioria das escritoras que passaram pelo clube durante o semestre”.

E no Sarau estarão as escritoras do Clube das Musas para discorrer sobre suas obras com leitura junto com o público, noitada de autógrafos e conversas mediadas por Mona Gadelha, que fala sobre a programação do evento, que desta vez abre a temporada de férias na cidade.

“Neste 3 de julho, abrindo a temporada de férias, já que estamos no mês das férias, acontece o Sarau com participação de praticamente 20 escritoras confirmadas até agora, mas esse número pode crescer e também estamos de braços abertos para receber todas as pessoas que queiram participar desta atividade, lendo o seu poema, lendo sua crônica, trecho do seu ensaio, do seu romance. A ideia realmente é uma grande ação coletiva, celebrando a literatura feminina feita no nosso estado”.

O Sarau e Feira Literária, evento gratuito realizado pelo Clube das Musas, está marcado para esta quinta-feira às 19h, no Cantinho do Frango.


Fonte: EBC Cultura

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Mostra reúne obras de egressos dos sistemas prisional e socioeducativo

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Vinte e sete egressos dos sistemas prisional e socioeducativo e familiares assinam trabalhos na exposição, “Coexistir Habitar”, em cartaz num espaço de arte contemporânea, instalado em imponente casarão do século 19, no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro.

A mostra no Largo das Artes é resultado de curso realizado no Museu da Vida Fiocruz, que trabalhou o projeto como ferramenta de escuta e reconstrução de trajetórias.

Segundo o curador Jean Carlos Azuos, a iniciativa coloca a arte como um direito de todos…

“Antes de ser apenas um espaço de exposição, ele afirma o fazer artístico como um direito. Produzir arte não é privilégio, é possibilidade legítima de existência. Quando essas obras ganham visibilidade, algo se transforma, muda o reconhecimento do público, muda também a forma como esses artistas passam a ser vistos por suas famílias, suas redes de afeto. Se antes havia um estigma, agora há reconhecimento. A exposição inverte essa lógica e nos convida a celebrar essas potências que são essas pessoas”.

Jean Carlos fala também sobre as escolhas temáticas da exposição…

“A mostra é atravessada por uma relação intensa entre a arte e vida. As obras abordam a espiritualidade, cotidiano, relações familiares, experiências de trabalho e a presença de corpos negros periféricos na cidade, em linguagens diversas, como pintura, vídeo, escultura e instalação. É possível compreender aspectos dessas realidades por meio dos trabalhos, mas a exposição não se limita à narrativa da privação da liberdade. Não há compromisso exclusivo com a denúncia, mas com a criação. São produções esteticamente consistentes, que poderiam ocupar qualquer museu ou galeria no país”.

Ao ocupar o Largo das Artes, sede de projetos artísticos de vários países, a mostra também cria um encontro simbólico entre territórios historicamente marginalizados e o circuito cultural tradicional carioca. O curador reforça essa importância..

“Estar no circuito cultural tradicional é um gesto de reposicionamento. Insere essas produções no debate público e tenciona o próprio sistema das artes. A exposição afirma que esses artistas não se reduzem a um episódio de suas biografias, mas pelo contrário, são sujeitos múltiplos, criadores livres no exercício do fazer”.

Além da mostra, o projeto conta com atrações variadas, como detalha Jean Carlos.

“A programação prevê encontros com artistas, rodas de conversa e ações mediadas por educadores, interlocutores, a exposição se desdobra em atividades artístico-pedagógicas ao longo de todo o período em cartaz, ampliando assim o diálogo com os diferentes públicos. É, não é apenas só a mostra, é um espaço contínuo de troca, de reflexão, de partilha”.

A exposição “Coexistir Habitar” tem entrada gratuita, com visitação até 25 de abril, de terça a sábado, das 10h às 17h. Anote o endereço: Rua Luís de Camões, região central da cidade. 


Fonte: EBC Cultura

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