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Concurso vai premiar ações criativas para valorizar Chapada Diamantina

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Moradores de 45 municípios baianos localizados na Chapada Diamantina poderão concorrer a prêmios em dinheiro com propostas criativas voltadas ao fortalecimento do turismo, da cultura e do meio ambiente da região. É o concurso Lentes Livres, promovido pelo governo do estado. As inscrições estão abertas até o próximo dia 1º de agosto.

O objetivo é que os próprios moradores destes municípios, localizados na zona turística da Chapada, assumam o protagonismo e apresentem ideias e iniciativas para o desenvolvimento sustentável da região, com soluções inovadoras nas áreas de Turismo, Cultura e Meio Ambiente.

As propostas irão compor um banco de ideias e serão divulgadas entre instituições públicas e privadas com atuação ou interesse no território. 

As dez melhores ideias serão premiadas com valores que variam de R$ 1,5 mil a R$ 9 mil. Criatividade e sustentabilidade estão entre os pré-requisitos; também é preciso que o morador tenha idade mínima de 18 anos. 

O edital do concurso é coordenado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia e está disponível aqui

Os participantes devem apresentar suas propostas de forma simples e objetiva, em dois formatos obrigatórios: um vídeo de até três minutos de duração, que pode ser gravado com celular, e um texto de no máximo três páginas, em formato PDF. O vídeo e o texto não devem conter qualquer informação que identifique o autor, como nome, rosto ou referência pessoal, para garantir a imparcialidade do processo de avaliação.


Fonte: EBC Cultura

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Mostra reúne obras de egressos dos sistemas prisional e socioeducativo

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Vinte e sete egressos dos sistemas prisional e socioeducativo e familiares assinam trabalhos na exposição, “Coexistir Habitar”, em cartaz num espaço de arte contemporânea, instalado em imponente casarão do século 19, no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro.

A mostra no Largo das Artes é resultado de curso realizado no Museu da Vida Fiocruz, que trabalhou o projeto como ferramenta de escuta e reconstrução de trajetórias.

Segundo o curador Jean Carlos Azuos, a iniciativa coloca a arte como um direito de todos…

“Antes de ser apenas um espaço de exposição, ele afirma o fazer artístico como um direito. Produzir arte não é privilégio, é possibilidade legítima de existência. Quando essas obras ganham visibilidade, algo se transforma, muda o reconhecimento do público, muda também a forma como esses artistas passam a ser vistos por suas famílias, suas redes de afeto. Se antes havia um estigma, agora há reconhecimento. A exposição inverte essa lógica e nos convida a celebrar essas potências que são essas pessoas”.

Jean Carlos fala também sobre as escolhas temáticas da exposição…

“A mostra é atravessada por uma relação intensa entre a arte e vida. As obras abordam a espiritualidade, cotidiano, relações familiares, experiências de trabalho e a presença de corpos negros periféricos na cidade, em linguagens diversas, como pintura, vídeo, escultura e instalação. É possível compreender aspectos dessas realidades por meio dos trabalhos, mas a exposição não se limita à narrativa da privação da liberdade. Não há compromisso exclusivo com a denúncia, mas com a criação. São produções esteticamente consistentes, que poderiam ocupar qualquer museu ou galeria no país”.

Ao ocupar o Largo das Artes, sede de projetos artísticos de vários países, a mostra também cria um encontro simbólico entre territórios historicamente marginalizados e o circuito cultural tradicional carioca. O curador reforça essa importância..

“Estar no circuito cultural tradicional é um gesto de reposicionamento. Insere essas produções no debate público e tenciona o próprio sistema das artes. A exposição afirma que esses artistas não se reduzem a um episódio de suas biografias, mas pelo contrário, são sujeitos múltiplos, criadores livres no exercício do fazer”.

Além da mostra, o projeto conta com atrações variadas, como detalha Jean Carlos.

“A programação prevê encontros com artistas, rodas de conversa e ações mediadas por educadores, interlocutores, a exposição se desdobra em atividades artístico-pedagógicas ao longo de todo o período em cartaz, ampliando assim o diálogo com os diferentes públicos. É, não é apenas só a mostra, é um espaço contínuo de troca, de reflexão, de partilha”.

A exposição “Coexistir Habitar” tem entrada gratuita, com visitação até 25 de abril, de terça a sábado, das 10h às 17h. Anote o endereço: Rua Luís de Camões, região central da cidade. 


Fonte: EBC Cultura

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