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Devotos participam de celebração na Igreja do Bonfim, em Salvador

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Milhares de turistas e baianos participam, neste dia 26 de dezembro, das celebrações religiosas da Basílica do Santuário da Igreja do Bonfim, em Salvador, durante a tradicional Sexta-feira da Gratidão.

Desde 5h desta sexta-feira, devotos sobem a Colina Sagrada para as missas que acontecem de hora em hora, com a última delas acontecendo às 18h. Apenas às 13h não está previsto culto, mas as portas do Santuário permanecem abertas. 

Pelas redes sociais, o Padre Edson Menezes, reitor do Santuário, reforça o pedido de doações para quem comparecer às missas.

“Todos subiremos a Colina Sagrada para agradecer ao Senhor do Bonfim. Agradecimento se faz com gesto concreto. Portanto, vindo ao Bonfim, traga a sua doação de gêneros alimentícios, de material de limpeza, material de higiene pessoal, para que nós possamos atender as pessoas carentes que procuram, aqui na Basílica, encontrar o alimento que precisa para matar a sua fome”.

O Santuário também já divulgou a programação da Festa do Senhor do Bonfim do ano que vem, que acontece entre os dias 08 e 18 de janeiro e tem como tema “O Exercício do Ministério Público de Jesus, o Amado Senhor do Bonfim”. O festejo católico completará 281 anos em 2026.

A tradicional Lavagem do Bonfim acontecerá no dia 15 de janeiro, a partir de 7h. Já a celebração em si, que acontece historicamente no segundo domingo após a Festa de Reis, será no dia 18 de janeiro.


Fonte: EBC Cultura

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Mostra reúne obras de egressos dos sistemas prisional e socioeducativo

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Vinte e sete egressos dos sistemas prisional e socioeducativo e familiares assinam trabalhos na exposição, “Coexistir Habitar”, em cartaz num espaço de arte contemporânea, instalado em imponente casarão do século 19, no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro.

A mostra no Largo das Artes é resultado de curso realizado no Museu da Vida Fiocruz, que trabalhou o projeto como ferramenta de escuta e reconstrução de trajetórias.

Segundo o curador Jean Carlos Azuos, a iniciativa coloca a arte como um direito de todos…

“Antes de ser apenas um espaço de exposição, ele afirma o fazer artístico como um direito. Produzir arte não é privilégio, é possibilidade legítima de existência. Quando essas obras ganham visibilidade, algo se transforma, muda o reconhecimento do público, muda também a forma como esses artistas passam a ser vistos por suas famílias, suas redes de afeto. Se antes havia um estigma, agora há reconhecimento. A exposição inverte essa lógica e nos convida a celebrar essas potências que são essas pessoas”.

Jean Carlos fala também sobre as escolhas temáticas da exposição…

“A mostra é atravessada por uma relação intensa entre a arte e vida. As obras abordam a espiritualidade, cotidiano, relações familiares, experiências de trabalho e a presença de corpos negros periféricos na cidade, em linguagens diversas, como pintura, vídeo, escultura e instalação. É possível compreender aspectos dessas realidades por meio dos trabalhos, mas a exposição não se limita à narrativa da privação da liberdade. Não há compromisso exclusivo com a denúncia, mas com a criação. São produções esteticamente consistentes, que poderiam ocupar qualquer museu ou galeria no país”.

Ao ocupar o Largo das Artes, sede de projetos artísticos de vários países, a mostra também cria um encontro simbólico entre territórios historicamente marginalizados e o circuito cultural tradicional carioca. O curador reforça essa importância..

“Estar no circuito cultural tradicional é um gesto de reposicionamento. Insere essas produções no debate público e tenciona o próprio sistema das artes. A exposição afirma que esses artistas não se reduzem a um episódio de suas biografias, mas pelo contrário, são sujeitos múltiplos, criadores livres no exercício do fazer”.

Além da mostra, o projeto conta com atrações variadas, como detalha Jean Carlos.

“A programação prevê encontros com artistas, rodas de conversa e ações mediadas por educadores, interlocutores, a exposição se desdobra em atividades artístico-pedagógicas ao longo de todo o período em cartaz, ampliando assim o diálogo com os diferentes públicos. É, não é apenas só a mostra, é um espaço contínuo de troca, de reflexão, de partilha”.

A exposição “Coexistir Habitar” tem entrada gratuita, com visitação até 25 de abril, de terça a sábado, das 10h às 17h. Anote o endereço: Rua Luís de Camões, região central da cidade. 


Fonte: EBC Cultura

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