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Dia da Pizza: brasileiros consomem 1 milhão de pizzas por dia

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Hoje o Brasil celebra o Dia da Pizza, uma data que homenageia a um dos alimentos mais consumidos do país de origem italiana.

Segundo a Associação de Pizzarias Unidas do Brasil, os brasileiros consomem cerca de 1 milhão de pizzas por dia, sendo São Paulo o maior polo consumidor, seguido por Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.

Mas em todo o território nacional a pizza já foi adaptada e tropicalizada ganhando toques e ingredientes típicos de cada região.

No Pará essa fusão de culturas ganha sabor próprio com a crescente valorização da gastronomia amazônica em formatos tradicionais da culinária global.

A dona de casa Marta Araújo e o autônomo Aldenir Moreira conta que nos finais de semana curtem saborear uma boa pizza. Nos fins de semana, claro, eles têm as preferidas.

O Dia da Pizza é comemorado em 10 de julho, quando a data foi instituída pelo então secretário de turismo Caio Luiz Carvalho, em 1985. Foi feito um concurso estadual em São Paulo que elegeria as dez melhores receitas de mozzarella e marguerita. Empolgado com o sucesso do evento, o secretário determinou a data de seu encerramento, 10 de julho, como data oficial de comemoração.

A ideia de incorporar sabores amazônicos a pizzas tem se fortalecido nos últimos anos. O movimento se alinha à valorização da cultura alimentar regional e ao interesse crescente do público por experiências gastronômicas autênticas.

A turismóloga Joselene Casseb fala sobre a data e a proposta de um evento. É uma grande oportunidade, não apenas celebrar essa iguaria, mas também a união entre as culturas que ela representa. A pizza com certeza transcesse culturas e se tornou um lugar comum de convivência ao redor de uma mesa. E pensando nisso, a Pizza do Fábio vem realizar o 5º Festival de Pizzas do Pará, que é justamente essa imersão cultural. É trazer a identidade do Pará, a nossa cultura, os sons, os sabores, os cheiros para esse momento que é uma verdadeira experiência cultural gastronômica.

 

Fonte: EBC Cultura

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Festival Caju de Leitores começa nesta quarta com série de atrações

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A quinta edição do Caju de Leitores, considerado o primeiro festival de literatura indígena do Brasil, começa nesta quarta-feira (2) com uma série de atrações, como rodas de conversa, contação de histórias, atividades educativas e apresentações culturais. O evento acontece na Oca Tururim, na Aldeia Xandó, em Porto Seguro, na Bahia. O local é ponto de preservação da cultura Pataxó.

Entre os participantes desta edição estão a indígena argentina Mariela Tulián, a primeira latino-americana a participar do festival; a indígena Vanessa Guarani Ratton, vencedora do Prêmio Jabuti 2023 na categoria Fomento à Leitura; e a escritora e contadora de histórias Auritha Tabajara, reconhecida como a primeira mulher indígena a publicar cordéis no Brasil.

Sairi Pataxó, escritor e anfitrião do Festival Caju de Leitores, fala sobre a origem do evento:

“O Caju de Leitores é um festival literário dentro da nossa comunidade indígena Pataxó do Xandó que nasceu em 2022 para fomentar a leitura, unir os nossos escritores do Brasil inteiro – este ano já internacional, com a escritora indígena internacional – e unir as escolas à leitura”.

Nesta edição do evento, o tema é “Um Manifesto de Bichos”, que busca dar voz e reconhecer os animais como seres que participam das histórias, das memórias e dos conhecimentos compartilhados entre gerações dos Pataxós, como explica Sairi Pataxó:

“É um tema que é muito forte na nossa cultura. É uma tradição milenar. O cachorro, que é um amigo muito forte do nosso povo, que, para onde a gente vai, principalmente onde tem mata, a gente leva o cachorro. Assim como as outras caças, que são muito fortes na tradição do nosso povo e fazem parte da vivência da nossa vida”.

Alethea Costa, curadora e coordenadora de produção do festival, fala sobre a expectativa de público para esta edição:

“Todos os anos, vem aumentando a participação de alunos, das escolas, dos professores, que já se programam durante o ano dentro da carga letiva para estarem presentes aqui, até atividades escolares que já são pensadas tendo o Caju de Leitores como um dos focos. E este ano também, o que deixa a gente bastante otimista é que nós, no início do ano, realizamos uma itinerância pelas escolas indígenas aqui do município, levamos um pouco do Caju de Leitores para essas escolas.”

Maria Coruja

O evento conta ainda com a presença da anciã e liderança Pataxó Maria Coruja, homenageada da edição deste ano. Ela é cantora, compositora, artesã e guardiã da memória do povo Pataxó. Quando criança, sobreviveu ao episódio conhecido como Fogo 51, ação violenta contra a população indígena Pataxó. Também se tornou uma das grandes referências do samba indígena.

A programação do Caju de Leitores é gratuita e acontece até sexta-feira (4).


Fonte: EBC Cultura

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