Cultura

Esquema de segurança reforçado marca Carnaval no Rio

Publicado em

Cultura

A Polícia Militar do Rio de Janeiro prendeu 458 criminosos entre os dias 13 e 17 de fevereiro. O resultado é 15% superior ao registrado em igual número de dias no Carnaval de 2025. A informação foi divulgada nesta quarta-feira e faz parte do balanço parcial das ações de segurança realizadas durante a folia.

No período, mais de 12.500 agentes foram mobilizados no esquema de policiamento ostensivo e ininterrupto, com apoio de recursos de tecnologia , como o sistema de reconhecimento facial,

Os policiais também apreenderam 74 adolescentes por atos infracionais, representando aumento de 28% em relação ao ano anterior. Outro destaque foi a recuperação recorde de 97 telefones celulares diretamente das mãos dos criminosos, um crescimento de 169% na comparação com o Carnaval passado.

As ações de revista nos acessos aos blocos e megablocos fizeram parte da estratégia para reduzir delitos oportunistas.

Além do reforço na segurança, uma ação do Procon Estadual apreendeu cerca de 50 litros de bebidas com indícios de falsificação ou sem procedência, entre elas whisky, cachaça e vodka, que eram vendidos nos blocos.

De acordo com o Secretário de Estado de Polícia Militar, Coronel Marcelo de Menezes, o planejamento operacional foi estruturado para atuar prioritariamente na prevenção, estratégia que, na sua avaliação, evitou ocorrências mais graves.

 


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cultura

Espetáculo em São Paulo retrata histórias da Guerra de Canudos

Publicados

em

Está em cartaz no Itaú Cultural de São Paulo o espetáculo Restinga de Canudos, que retrata as histórias anônimas da guerra. A montagem da Companhia do Tijolo venceu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte no ano passado de melhor direção.

Quando se fala em Guerra de Canudos, Antônio Conselheiro é o nome que costuma ser lembrado no conflito entre o exército e a comunidade liderada por Conselheiro. Mas o evento que aconteceu entre 1896 e 1897, no sertão da Bahia, foi vivenciado por figuras anônimas e são essas pessoas o foco da montagem. O diretor do espetáculo, Dinho Lima Flor, comenta a importância das mulheres educadoras de Canudos na consciência crítica da comunidade:

“É muito importante a história dessas mulheres porque quebra versões que diziam que Canudos não tinha escola. Todas as crianças estudavam, tinha muita gente que lia. A educação, o pensamento, são essas figuras que fazem a grande educação de Canudos. O povo sabia que a República, como a monarquia, não iria salvá-los, porque é uma coisa estrutural, a coisa da escravidão. Canudos já tinha esse pensamento pra frente”, diz.

No palco, a narrativa é protagonizada por duas professoras, ao lado de agricultores, beatos rezadores, cantadores, um indígena e um praticante do culto afro-indígena da Jurema Sagrada. Desde que surgiu, há quase 20 anos, a Companhia do Tijolo investiga o pensamento de Paulo Freire, ideia presente no nome. ‘Tijolo’ se refere a como Freire falava sobre a alfabetização de trabalhadores da construção civil. Com a peça sobre Canudos, o grupo mantém as pesquisas sobre educação popular. Dinho Lima Flor comenta a homenagem a todas as pessoas que morreram no conflito:

‘”li era um experimento coletivo onde tudo era de todos e nada era de ninguém. O pensamento de Canudos não foi construído por uma pessoa, mas foi construído por muitas pessoas. Trazer essas pessoas junto com o Conselheiro, dar luz e estudar esses seres que estudaram e praticaram a resistência contra as Forças Armadas”, diz. 

Restinga de Canudos segue em cartaz até o dia 26 de abril, com sessões de quinta-feira a domingo e a reserva dos ingressos é feita na terça-feira da mesma semana da apresentação pelo site do Itaú Cultural.


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA