Cultura
Festa Literária Internacional de Paraty termina neste domingo
Cultura
Termina neste domingo (3), em Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro, a maior festa literária do país. A 23ª edição da Flip, Festa Literária Internacional de Paraty, recebe autores renomados de diversos países para participar de mesas de debate e lançamentos de livros. A edição deste ano homenageia o poeta curitibano Paulo Leminski.

Junto à programação principal do evento, mais de 30 casas parceiras oferecem eventos paralelos, com debates, conversa com escritores, apresentações de músicas e diversas oficinas. O cronograma também se volta para temas relevantes nos cenários nacional e internacional, como desigualdades, geopolítica, guerras, meio ambiente e crise climática.
Pela primeira vez na Flip, a jornalista Cíntia Rebelo conta que está encantada com a experiência:
“Eu diria que é uma experiência que divide momentos, né? Realmente achei um marco ter participado dessa Flip. E, a partir do momento em que você acompanha a primeira, você tem muita vontade de voltar em todas as próximas, porque, realmente, é algo muito rico e encantador.”
Pelas ruas de pedras coloniais da cidade de Paraty, a festa é como um encontro da literatura com a cidade, onde a criançada também tem programação garantida. Ao lado do marido e do filho de 4 anos, Cíntia conta que pôde aproveitar cada momento, em um cenário de aconchego e diversidade criativa.
A programação para hoje (2) e para amanhã pode ser encontrada em flip.org.br.
Cultura
Janis Joplin é homenageada em exposição no Museu da Imagem e do Som-SP
Ícone da contracultura hippie e dona de uma das maiores vozes do rock, Janis Joplin é homenageada em uma exposição que começou nesta quinta-feira no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. São mais de trezentos itens originais da cantora e compositora estadunidense, entre cartas, fotografias, figurinos e discos. 

Janis Joplin teria completado 83 anos em janeiro. Ela morreu em outubro de 1970, aos 27 anos, e se consagrou como uma das grandes vozes do rock, além de ter uma presença de palco eletrizante.
Na mostra, o público pode ver fotos, livros e discos de músicos de blues que influenciaram a artista, além de cartas, desenhos criados por ela, acessórios e roupas – objetos que estavam guardados desde a morte da cantora e são exibidos pela primeira vez. O diretor-geral do MIS e curador da exposição, André Sturm, explicou a ideia de dividir a exposição por sentimentos. Para ele as emoções eram intensas, por isso escolheu este lado mais potente: o amor, a felicidade, a tristeza, a liberdade…
A intensidade da voz rasgada pode ser ouvida em trechos de músicas disponíveis na mostra e também no vídeo exibido em uma tela enorme com um trecho da apresentação no Festival de Monterey Pop em 67, um ponto de virada na carreira de Janis Joplin.
Uma das salas é dedicada à vinda de Janis ao Brasil: em fevereiro de 1970, meses antes de morrer, ela desembarcou no Rio de Janeiro, em pleno carnaval, conheceu Alcione e Serguei, deu canjas em boates e foi fotografada nas praias cariocas.
Chris Flannery foi consultor da exposição, e fez a ponte entre o museu e a família da cantora. Ele conta que a mostra traz a essência do estilo boho-chic de Janis e vai além
“Eu acho que nos manuscritos, nos desenhos dela, você vai ver um lado dela que as pessoas não conheciam: ela era uma artista. Então tem um espaço com a arte dela aqui. Então agora você tem a chance de começar a entender quem foi essa mulher. E tem muitos detalhes, muitas coisas da história dela e foi feito um ótimo trabalho de capturar a essência de quem ela foi como musicista”.
Entre os anos de 1966 e 1970, Janis Joplin gravou quatro discos: dois como vocalista da banda Big Brother and the Holding Company e dois em carreira solo. O último deles, “Pearl”, foi lançado em janeiro de 1971, três meses depois da morte da cantora.
Janis Joplin foi livre à sua própria maneira e, além da importância na música, também representou um símbolo de liberdade para as mulheres ao não se encaixar em papéis sociais estabelecidos.
A exposição “Janis” fica em cartaz no MIS até o mês de julho, e os ingressos podem ser comprados no site do museu. Às terças-feiras, a entrada é gratuita.
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