Cultura

Festival Lugar de Mulher é no Cinema começa hoje em Salvador

Publicado em

Cultura

A cidade de Salvador, na Bahia, oferece uma imersão no cinema feito por mulheres cis e trans, travestis e pessoas não-binárias. É que começa a 8ª edição do Festival Lugar de Mulher é no Cinema.

A abertura do evento acontece nesta quarta-feira (23), no Museu Geológico da Bahia, no bairro Vitória, e presta uma homenagem à diretora, roteirista, produtora, atriz e curadora travesti Rastricinha Dorneles.  Ela será a primeira a receber o Prêmio Sol Moraes.

Outra homenageada do festival é a atriz e cantora catarinense Neusa Borges. Ela celebra, este ano, 68 anos de carreira e alcança a marca de mais de 100 personagens interpretados no teatro, cinema e televisão.

As produções selecionadas serão exibidas a partir desta quinta-feira, e a programação vai até domingo, no Museu de Arte Moderna da Bahia, que fica no bairro do Comércio.

São três mostras competitivas: a das Luas, que inclui filmes de todo Brasil; a Raízes, com apenas para produções baianas; e a Matinê, com obras para crianças e adolescentes.

Além da exibição de filmes, a programação conta com atividades como oficinas, mentorias, masterclass e mesas técnicas. Essas ações acontecerão no Espaço Boca de Brasa, que fica na Ladeira da Barroquinha, centro histórico de Salvador.

A programação completa está disponível no Instagram do festival.




Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Cultura

Mostra reúne obras de egressos dos sistemas prisional e socioeducativo

Publicados

em

Vinte e sete egressos dos sistemas prisional e socioeducativo e familiares assinam trabalhos na exposição, “Coexistir Habitar”, em cartaz num espaço de arte contemporânea, instalado em imponente casarão do século 19, no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro.

A mostra no Largo das Artes é resultado de curso realizado no Museu da Vida Fiocruz, que trabalhou o projeto como ferramenta de escuta e reconstrução de trajetórias.

Segundo o curador Jean Carlos Azuos, a iniciativa coloca a arte como um direito de todos…

“Antes de ser apenas um espaço de exposição, ele afirma o fazer artístico como um direito. Produzir arte não é privilégio, é possibilidade legítima de existência. Quando essas obras ganham visibilidade, algo se transforma, muda o reconhecimento do público, muda também a forma como esses artistas passam a ser vistos por suas famílias, suas redes de afeto. Se antes havia um estigma, agora há reconhecimento. A exposição inverte essa lógica e nos convida a celebrar essas potências que são essas pessoas”.

Jean Carlos fala também sobre as escolhas temáticas da exposição…

“A mostra é atravessada por uma relação intensa entre a arte e vida. As obras abordam a espiritualidade, cotidiano, relações familiares, experiências de trabalho e a presença de corpos negros periféricos na cidade, em linguagens diversas, como pintura, vídeo, escultura e instalação. É possível compreender aspectos dessas realidades por meio dos trabalhos, mas a exposição não se limita à narrativa da privação da liberdade. Não há compromisso exclusivo com a denúncia, mas com a criação. São produções esteticamente consistentes, que poderiam ocupar qualquer museu ou galeria no país”.

Ao ocupar o Largo das Artes, sede de projetos artísticos de vários países, a mostra também cria um encontro simbólico entre territórios historicamente marginalizados e o circuito cultural tradicional carioca. O curador reforça essa importância..

“Estar no circuito cultural tradicional é um gesto de reposicionamento. Insere essas produções no debate público e tenciona o próprio sistema das artes. A exposição afirma que esses artistas não se reduzem a um episódio de suas biografias, mas pelo contrário, são sujeitos múltiplos, criadores livres no exercício do fazer”.

Além da mostra, o projeto conta com atrações variadas, como detalha Jean Carlos.

“A programação prevê encontros com artistas, rodas de conversa e ações mediadas por educadores, interlocutores, a exposição se desdobra em atividades artístico-pedagógicas ao longo de todo o período em cartaz, ampliando assim o diálogo com os diferentes públicos. É, não é apenas só a mostra, é um espaço contínuo de troca, de reflexão, de partilha”.

A exposição “Coexistir Habitar” tem entrada gratuita, com visitação até 25 de abril, de terça a sábado, das 10h às 17h. Anote o endereço: Rua Luís de Camões, região central da cidade. 


Fonte: EBC Cultura

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTES

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA