Cultura
FliParaíba: festival ocorre até o fim de semana em João Pesssoa
Cultura
A Paraíba está recebendo a segunda edição do FliParaíba, o Festival Literário Internacional da Paraíba. Sob o tema “Nossa língua, nossa gente, ancestralidade, identidade e o futuro da democracia”, a programação inclui mesas temáticas, lançamentos literários, oficinas, exposições, shows e muito mais. Serão mais de 30 convidados de países lusófonos.

Um dos destaques é o escritor baiano Itamar Vieira Júnior, que estará ao lado da poetisa Isamara e do escritor paraibano Bráulio Tavares em uma mesa sobre a oralidade como primeira forma de poesia. Bráulio Tavares falou um pouquinho sobre isso pra gente:
“A cultura oral, a literatura oral, a tradição oral, tudo isso tem uma importância muito grande, não só no meu trabalho, mas eu acho que de todo mundo que mexe com literatura, com poesia, com música popular, com teatro. A fonte de tudo isso é a palavra falada. A palavra escrita só vem surgir muito tempo depois. Eu acho que nós, principalmente, escritores nordestinos, poetas nordestinos, dramaturgos e tudo mais, temos um compromisso com essa tradição, que é de recuperar o modo de falar do paraibano, do nordestino, do brasileiro”, diz.
O FliParaíba também terá shows, com destaque para a apresentação de Maria Gadú, que vai cantar ao lado da Camerata Paraíba. A gente conversou com o Secretário de Estado da Cultura da Paraíba, Pedro Santos. Ele comentou sobre o fortalecimento do festival desde a primeira edição:
“Nós temos mais ambientes à disposição do público e, ao mesmo tempo, ele se amplia na perspectiva de uma programação mais diversa, que dialoga mais com a Paraíba, com a produção literária paraibana. É um festival que ele caminha para se solidificar como uma vitrine, uma referência”, disse.
O FliParaíba é gratuito e acontece entre os dias 27 e 29 de novembro no Centro Cultural São Francisco em João Pessoa.
Cultura
Muito além da loira fatal: mostra celebra 100 anos de Marilyn Monroe
No dia 1º de junho, um dos grandes ícones da era de ouro de Hollywood completaria 100 anos: a atriz estadunidense Marilyn Monroe. Para marcar a data, o Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo apresenta a “Mostra Marilyn Monroe 100 anos” com a exibição de doze filmes estrelados pela artista.

Marilyn se consagrou no imaginário da cultura pop como a loira fatal. Mesmo quem não assistiu ao filme “O Pecado Mora ao Lado”, dirigido por Billy Wilder, deve conhecer a famosa cena da loira com o vestido branco esvoaçante na grade do metrô.
Julgada à época pela aparência, numa indústria dominada por homens, a atriz teve uma carreira de 15 anos entre o primeiro e último filme não finalizado. Ela morreu aos 36 anos, em agosto de 1962, vítima de uma overdose de remédios.
Nascida Norma Jeane Mortenson na cidade de Los Angeles, ela passou a infância entre orfanatos e lares adotivos, começou a carreira como modelo e adotou Marilyn Monroe como nome artístico.
Alçada à fama em filmes como “Os Homens Preferem as Loiras”, e “Quanto Mais Quente Melhor”, além de “O Pecado Mora ao Lado”, Marilyn queria ser vista para além dos estereótipos que interpretava. Ela foi pioneira ao ser uma das primeiras mulheres a criar uma produtora de filmes em 1954 para ter mais controle da própria carreira.
Com a vida privada espetacularizada, o talento de Marilyn Monroe muitas vezes foi reduzido à imagem de ícone frágil e trágico. Nesta semana, o público tem a chance de fazer uma imersão na filmografia da atriz, na mostra que acontece no Museu da Imagem e do Som na capital paulista.
A curadoria, feita por André Sturm, deu destaque a trabalhos menos conhecidos estrelados por Marilyn: do primeiro papel com fala da atriz, no filme “Idade Perigosa”, ao primeiro papel de protagonista em “Mentira salvadora”. Tem ainda “Só a mulher peca”, drama noir de Fritz Lang, “O rio das almas perdidas” de Otto Preminger e dois longas de John Huston “O segredo das joias” e “Os desajustados”.
A mostra segue até o próximo domingo (7) e os ingressos custam entre R$ 3 e R$ 6. Detalhes da programação no site do MIS e, quem visitar o local, também pode conferir a última sessão de fotos de Marilyn Monroe, feitas numa entrevista para a revista Life na casa da atriz pelo fotógrafo Allan Grant. Muitas das fotografias da sessão, não publicadas na revista, chegam ao público pela primeira vez.
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