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Guerreiros do Passo, salvaguarda do frevo, vira Patrimônio Imaterial

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Os pernambucanos agora têm mais um patrimônio para chamar de seu. O Grupo Guerreiros do Passo foi reconhecido como o mais novo Patrimônio Cultural Imaterial do Recife. O título foi concedido pela Câmara de Vereadores da capital pernambucana ao grupo fundado há 20 anos.

Os Guerreiros realizam pesquisas e ações gratuitas voltadas à preservação, memória, difusão e salvaguarda do frevo. Promovem ocupações culturais em espaços públicos com arte, educação e cultura, ampliando o acesso a esse bem imaterial e mantendo vivo o legado do Mestre Nascimento do Passo.

Entre as principais contribuições do grupo está a criação de uma metodologia de ensino do frevo, que já formou inúmeros passistas e professores. Esse trabalho consolidou o Mestre como referência para grupos e escolas de dança em Pernambuco.

Entre os projetos do grupo estão: Frevo na Praça, a Oficina de Conserto e Montagem de Sombrinhas de Frevo, o Laboratório do Passo e a aula-espetáculo O Frevo, que apresenta a história e a evolução da dança.

Recentemente, os Guerreiros do Passo representaram o frevo no Festival de Cannes, na França, com apresentações na Riviera Francesa e em Paris, durante a estreia do filme O Agente Secreto, do cineasta pernambucano Kleber Mendonça Filho.

E no próximo sábado, 9 de agosto, o grupo retoma o projeto Frevo na Praça, em clima de celebração. A aula ao ar livre é gratuita e aberta ao público, e será realizada todos os fins de semana, na Praça do Hipódromo, a partir das 15h.


Fonte: EBC Cultura

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Espetáculo em São Paulo retrata histórias da Guerra de Canudos

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Está em cartaz no Itaú Cultural de São Paulo o espetáculo Restinga de Canudos, que retrata as histórias anônimas da guerra. A montagem da Companhia do Tijolo venceu o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte no ano passado de melhor direção.

Quando se fala em Guerra de Canudos, Antônio Conselheiro é o nome que costuma ser lembrado no conflito entre o exército e a comunidade liderada por Conselheiro. Mas o evento que aconteceu entre 1896 e 1897, no sertão da Bahia, foi vivenciado por figuras anônimas e são essas pessoas o foco da montagem. O diretor do espetáculo, Dinho Lima Flor, comenta a importância das mulheres educadoras de Canudos na consciência crítica da comunidade:

“É muito importante a história dessas mulheres porque quebra versões que diziam que Canudos não tinha escola. Todas as crianças estudavam, tinha muita gente que lia. A educação, o pensamento, são essas figuras que fazem a grande educação de Canudos. O povo sabia que a República, como a monarquia, não iria salvá-los, porque é uma coisa estrutural, a coisa da escravidão. Canudos já tinha esse pensamento pra frente”, diz.

No palco, a narrativa é protagonizada por duas professoras, ao lado de agricultores, beatos rezadores, cantadores, um indígena e um praticante do culto afro-indígena da Jurema Sagrada. Desde que surgiu, há quase 20 anos, a Companhia do Tijolo investiga o pensamento de Paulo Freire, ideia presente no nome. ‘Tijolo’ se refere a como Freire falava sobre a alfabetização de trabalhadores da construção civil. Com a peça sobre Canudos, o grupo mantém as pesquisas sobre educação popular. Dinho Lima Flor comenta a homenagem a todas as pessoas que morreram no conflito:

‘”li era um experimento coletivo onde tudo era de todos e nada era de ninguém. O pensamento de Canudos não foi construído por uma pessoa, mas foi construído por muitas pessoas. Trazer essas pessoas junto com o Conselheiro, dar luz e estudar esses seres que estudaram e praticaram a resistência contra as Forças Armadas”, diz. 

Restinga de Canudos segue em cartaz até o dia 26 de abril, com sessões de quinta-feira a domingo e a reserva dos ingressos é feita na terça-feira da mesma semana da apresentação pelo site do Itaú Cultural.


Fonte: EBC Cultura

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