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Museu da Língua Portuguesa inaugura a mostra Atlânticos

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O Museu da Língua Portuguesa, que fica no histórico prédio da Estação da Luz, no centro da capital paulista, inaugura nesta sexta-feira a mostra Atlânticos com obras de artistas do Brasil, de Angola e de Portugal.

A exposição apresenta o resultado de uma residência feita no ano passado no Festival Arte Serrinha, a cerca de 90 quilômetros da cidade de São Paulo. O curador da exposição, Fabio Delduque, conta que os artistas de Angola, trazem obras futuristas.

No total, seis artistas expõem seus trabalhos e, entre as obras, está “O ABC da Cana” do brasileiro Jonathas de Andrade, em que uma série de fotografias com cortadores de cana formam as letras do alfabeto com talos de cana.

A diretora técnica do Museu da Língua Portuguesa, Roberta Saraiva, destaca a importância da primeira exposição de artes visuais a ocupar o Pátio B do museu.

A mostra Atlânticos fica em cartaz no Museu da Língua Portuguesa em São Paulo de 12 de setembro a 2 de novembro, de terça a domingo, das nove da manhã às seis da tarde. A entrada é gratuita.


Fonte: EBC Cultura

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“Elefante”: espetáculo debate Alzheimer e racismo estrutural

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Um debate entre memória e esquecimento a partir de duas experiências muito distintas: essa é a proposta do espetáculo “Elefante” do Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas, que está em cartaz até o próximo domingo de graça no Teatro Paulo Eiró na cidade de São Paulo.

De um lado está Célia, uma mulher branca idosa que sofre de Alzheimer e é abandonada pela família. Do outro está Xhosa, uma mulher negra que sofre um outro tipo de esquecimento: o das trabalhadoras domésticas invisíveis na estrutura de um trabalho análogo à escravidão. A diretora e dramaturga, Beatriz Nauali, explica o que a figura da personagem Xhosa representa.

“Não só as trabalhadoras domésticas, mulheres negras que são, a base da pirâmide social no Brasil, como também toda uma comunidade, a comunidade negra que vem sendo marginalizada historicamente, oprimida, violentada e esquecida. O espetáculo fala sobretudo sobre o esquecimento, sobre as condições em que são colocadas as pessoas negras, as trabalhadoras domésticas, principalmente quando se diz sobre a persistência de lógica de trabalho análogo à escravidão. 

O contraponto entre doença biológica: o Alzheimer, e a doença social: racismo estrutural, revela camadas na dinâmica de outros personagens que também aparecem na encenação, como comenta Beatriz Nauali.

“A presença do neto dessa senhora que vai visitá-la nesse aniversário e depois de uma amigável vizinho que se chama Caim, que é um homem negro e que tem auxiliado a Célia ali nesse momento de vulnerabilidade de abandono da família. A história, pelo que nós como grupos construímos, vem nos dizer desse lugar, dos giros de 360 na história.”

O Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas é formado por especialistas das cidades da Bacia do Juquery, região periférica da Grande São Paulo. O espetáculo “Elefante” está em cartaz no Teatro Paulo Eiró, no bairro de Santo Amaro, nesta sexta-feira e sábado às oito da noite e no domingo às sete da noite. Ingressos gratuitos disponíveis na plataforma Sympla ou direto na bilheteria do teatro uma hora antes. Após a apresentação, o grupo faz uma roda de conversa com o público.


Fonte: EBC Cultura

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