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Olinda (PE) dá início às prévias do Carnaval; festa começa hoje (5)

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Quando dizem que no Brasil tem Carnaval o ano inteiro e que é só procurar, não é exagero. Em Pernambuco, quem já quer curtir o ritmo contagiante do frevo agora, no mês de setembro e seguir no passo até a chegada do Carnaval 2026, já pode se programar: as prévias carnavalescas de Olinda, Cidade Patrimônio Cultural da Unesco, começam oficialmente neste fim de semana.

As prévias oficiais olindenses já começam hoje (5), com o ensaio da Orquestra do Maestro Oséas, a partir das 19h, no Grêmio Musical Henrique Dias, na tradicional rua Treze de Maio.

Programação do final de semana

O sábado começa com a oficina do Grupo Percussivo Baquetando, a partir das 15h, na rua da Guia. E coladinho, às 16h, tem a prévia do Brincantes das Ladeiras na Praça Laura Nigro, com direito a oficina de frevo.

E para quem tem pernas para circular pelas ladeiras de Olinda, estão previstos pelo menos quatro cortejos no domingo (7):

  • O Sombatuki pede licença para tocar axé na terra do frevo e faz sua concentração a partir das 15h na Ladeira da Misericórdia;
  • No mesmo horário, o Pernambucarte também estará no centro histórico, na Praça do Carmo;
  • Às 16h, quem passar pela frente da Prefeitura vai poder curtir a folia da Bateria Cabulosa.
  • Meia hora depois, a Pitombeira dos Quatro Cantos começa seu cortejo pelas ruas, saindo da sede da agremiação carnavalesca.

Pelo menos outros sete grupos de carnaval farão ensaios no domingo (7) — alguns em suas sedes, outros nos mesmos pontos de onde saem os cortejos — como o Samba Soul Delas, a Fábrica de Samba e o Batuques de Pernambuco.

Para o folião pernambucano e o turista que quiser curtir o carnaval já ao longo dos próximos meses, basta acessar o Instagram @carnavaldeolindaoficial e acompanhar a atualização da programação de prévias.

Além das dezenas de prévias já agendadas para os próximos fins de semana, a secretária de Patrimônio e Cultura de Olinda, Marília Banholzer, alerta para a necessidade de os fazedores de cultura da cidade alinharem o apoio necessário para a realização das prévias junto à Prefeitura no site cultura.olinda.gov.br.

“Entre no site da Cultura e cadastre o evento que está previsto para acontecer com pelo menos uns 15 dias de antecedência para que a gestão municipal possa se organizar, planejar esse evento e garantir que esse momento de prévias seja agradável para o folião e para o fazedor de cultura também. Com essas informações, a gente consegue organizar o trânsito, a limpeza urbana, o controle urbano e também a questão da segurança.”

Medidas de segurança

Em paralelo, o Comitê Gestor de Carnaval coordenado pela Prefeitura e por várias secretarias já realizou reunião no início da semana para definir as ações para as prévias.

As medidas incluem:

  • restrição de veículos em determinados horários e locais;
  • acesso de ambulantes previamente cadastrados;
  • equipes de segurança durante as festas, entre 15h e 1h da madrugada;
  • pontos de videomonitoramento e guarnição específica no Alto da Sé;
  • controle da venda de vasilhames de vidro para bebidas consumidas fora dos bares, além de ponto de troca de garrafas de vidro por descartáveis.




Fonte: EBC Cultura

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“Elefante”: espetáculo debate Alzheimer e racismo estrutural

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Um debate entre memória e esquecimento a partir de duas experiências muito distintas: essa é a proposta do espetáculo “Elefante” do Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas, que está em cartaz até o próximo domingo de graça no Teatro Paulo Eiró na cidade de São Paulo.

De um lado está Célia, uma mulher branca idosa que sofre de Alzheimer e é abandonada pela família. Do outro está Xhosa, uma mulher negra que sofre um outro tipo de esquecimento: o das trabalhadoras domésticas invisíveis na estrutura de um trabalho análogo à escravidão. A diretora e dramaturga, Beatriz Nauali, explica o que a figura da personagem Xhosa representa.

“Não só as trabalhadoras domésticas, mulheres negras que são, a base da pirâmide social no Brasil, como também toda uma comunidade, a comunidade negra que vem sendo marginalizada historicamente, oprimida, violentada e esquecida. O espetáculo fala sobretudo sobre o esquecimento, sobre as condições em que são colocadas as pessoas negras, as trabalhadoras domésticas, principalmente quando se diz sobre a persistência de lógica de trabalho análogo à escravidão. 

O contraponto entre doença biológica: o Alzheimer, e a doença social: racismo estrutural, revela camadas na dinâmica de outros personagens que também aparecem na encenação, como comenta Beatriz Nauali.

“A presença do neto dessa senhora que vai visitá-la nesse aniversário e depois de uma amigável vizinho que se chama Caim, que é um homem negro e que tem auxiliado a Célia ali nesse momento de vulnerabilidade de abandono da família. A história, pelo que nós como grupos construímos, vem nos dizer desse lugar, dos giros de 360 na história.”

O Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas é formado por especialistas das cidades da Bacia do Juquery, região periférica da Grande São Paulo. O espetáculo “Elefante” está em cartaz no Teatro Paulo Eiró, no bairro de Santo Amaro, nesta sexta-feira e sábado às oito da noite e no domingo às sete da noite. Ingressos gratuitos disponíveis na plataforma Sympla ou direto na bilheteria do teatro uma hora antes. Após a apresentação, o grupo faz uma roda de conversa com o público.


Fonte: EBC Cultura

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