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Pelourinho recebe a maior festa literária da Bahia

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Livros, música e arte tomam conta do Pelourinho: começou a Flipelô, a maior festa literária da Bahia. O evento, no Centro Histórico de Salvador, oferece programação gratuita até domingo (10).

Em sua 9ª edição, a Festa Literária Internacional do Pelourinho homenageia o dramaturgo, romancista e teatrólogo baiano Dias Gomes. A programação reúne autores, artistas e público em bate-papos, lançamentos de livros, apresentações musicais, batalhas de desenho, desfiles e outras atividades.

No Largo Tereza Batista, a literatura é destaque com debates, mesas temáticas e lançamentos de autores como Thalita Rebouças, Lázaro Ramos, Raphael Montes, Rosane Svartman e Helô D’Angelo, além de nomes da cena local e nacional. Já no Largo Pedro Archanjo, o projeto Raulzada traz shows gratuitos de Lula Magalhães, Aluga-se e Rafa Luz & Trio das 7.

O Largo Quincas Berro D’Água terá outras atrações musicais, como Banda Sonora Amaralina, o Baile Cultural do projeto Canjerê e Narcizinho, que fará uma apresentação especial para o Dia dos Pais.

Outro destaque é a Rota Gastronômica Amados Sabores, com 40 estabelecimentos participantes. Dentro do tema “Novela na Mesa”, eles oferecem pratos e drinks inspirados em personagens de Dias Gomes.

Neste fim de semana, 14 museus — da Praça da Sé ao Santo Antônio Além do Carmo — também terão atividades e estarão abertos ao público.

A organização espera atrair cerca de 250 mil visitantes nos cinco dias de evento. A programação completa está disponível aqui.

Fonte: EBC Cultura

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Mostra reúne obras de egressos dos sistemas prisional e socioeducativo

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Vinte e sete egressos dos sistemas prisional e socioeducativo e familiares assinam trabalhos na exposição, “Coexistir Habitar”, em cartaz num espaço de arte contemporânea, instalado em imponente casarão do século 19, no centro histórico da cidade do Rio de Janeiro.

A mostra no Largo das Artes é resultado de curso realizado no Museu da Vida Fiocruz, que trabalhou o projeto como ferramenta de escuta e reconstrução de trajetórias.

Segundo o curador Jean Carlos Azuos, a iniciativa coloca a arte como um direito de todos…

“Antes de ser apenas um espaço de exposição, ele afirma o fazer artístico como um direito. Produzir arte não é privilégio, é possibilidade legítima de existência. Quando essas obras ganham visibilidade, algo se transforma, muda o reconhecimento do público, muda também a forma como esses artistas passam a ser vistos por suas famílias, suas redes de afeto. Se antes havia um estigma, agora há reconhecimento. A exposição inverte essa lógica e nos convida a celebrar essas potências que são essas pessoas”.

Jean Carlos fala também sobre as escolhas temáticas da exposição…

“A mostra é atravessada por uma relação intensa entre a arte e vida. As obras abordam a espiritualidade, cotidiano, relações familiares, experiências de trabalho e a presença de corpos negros periféricos na cidade, em linguagens diversas, como pintura, vídeo, escultura e instalação. É possível compreender aspectos dessas realidades por meio dos trabalhos, mas a exposição não se limita à narrativa da privação da liberdade. Não há compromisso exclusivo com a denúncia, mas com a criação. São produções esteticamente consistentes, que poderiam ocupar qualquer museu ou galeria no país”.

Ao ocupar o Largo das Artes, sede de projetos artísticos de vários países, a mostra também cria um encontro simbólico entre territórios historicamente marginalizados e o circuito cultural tradicional carioca. O curador reforça essa importância..

“Estar no circuito cultural tradicional é um gesto de reposicionamento. Insere essas produções no debate público e tenciona o próprio sistema das artes. A exposição afirma que esses artistas não se reduzem a um episódio de suas biografias, mas pelo contrário, são sujeitos múltiplos, criadores livres no exercício do fazer”.

Além da mostra, o projeto conta com atrações variadas, como detalha Jean Carlos.

“A programação prevê encontros com artistas, rodas de conversa e ações mediadas por educadores, interlocutores, a exposição se desdobra em atividades artístico-pedagógicas ao longo de todo o período em cartaz, ampliando assim o diálogo com os diferentes públicos. É, não é apenas só a mostra, é um espaço contínuo de troca, de reflexão, de partilha”.

A exposição “Coexistir Habitar” tem entrada gratuita, com visitação até 25 de abril, de terça a sábado, das 10h às 17h. Anote o endereço: Rua Luís de Camões, região central da cidade. 


Fonte: EBC Cultura

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