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Povoado Mumbuca realiza Festa da Colheita, que promove o Capim Dourado

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De 12 a 14 de setembro, o povoado Mumbuca realiza a Festa da Colheita para promover o manejo sustentável do capim-dourado, fonte principal de renda e matéria-prima dos artesanatos locais. O evento é organizado pela Associação dos Artesãos Extrativistas do Mumbuca, com apoio do Sebrae Tocantins, Energisa e da Prefeitura de Mateiros.


Jalapão (TO), 05/01/2025 - Ilana Cardoso faz colheita de capim dourado. Tursimo na Amazônia. Foto: Ilana Cardoso/Arquivo Pessoal
Jalapão (TO), 05/01/2025 - Ilana Cardoso faz colheita de capim dourado. Tursimo na Amazônia. Foto: Ilana Cardoso/Arquivo Pessoal

Empreendedoras utilizando o capim dourado – Foto Ilana Cardoso/Arquivo Pessoal

O Sebrae destaca o papel majoritário das mulheres no trabalho com o capim-dourado e seu esforço para valorizar esse protagonismo econômico e cultural, transformando a tradição em sustento. A festa também é vista como oportunidade para que moradores do quilombo ampliem a renda por meio do empreendedorismo e da divulgação da cultura local.

O Sebrae enviará, entre 25 e 29 de setembro, uma designer especializada para desenvolver uma nova coleção de peças do capim-dourado, alinhada às tendências de mercado.


Fonte: EBC Cultura

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“Elefante”: espetáculo debate Alzheimer e racismo estrutural

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Um debate entre memória e esquecimento a partir de duas experiências muito distintas: essa é a proposta do espetáculo “Elefante” do Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas, que está em cartaz até o próximo domingo de graça no Teatro Paulo Eiró na cidade de São Paulo.

De um lado está Célia, uma mulher branca idosa que sofre de Alzheimer e é abandonada pela família. Do outro está Xhosa, uma mulher negra que sofre um outro tipo de esquecimento: o das trabalhadoras domésticas invisíveis na estrutura de um trabalho análogo à escravidão. A diretora e dramaturga, Beatriz Nauali, explica o que a figura da personagem Xhosa representa.

“Não só as trabalhadoras domésticas, mulheres negras que são, a base da pirâmide social no Brasil, como também toda uma comunidade, a comunidade negra que vem sendo marginalizada historicamente, oprimida, violentada e esquecida. O espetáculo fala sobretudo sobre o esquecimento, sobre as condições em que são colocadas as pessoas negras, as trabalhadoras domésticas, principalmente quando se diz sobre a persistência de lógica de trabalho análogo à escravidão. 

O contraponto entre doença biológica: o Alzheimer, e a doença social: racismo estrutural, revela camadas na dinâmica de outros personagens que também aparecem na encenação, como comenta Beatriz Nauali.

“A presença do neto dessa senhora que vai visitá-la nesse aniversário e depois de uma amigável vizinho que se chama Caim, que é um homem negro e que tem auxiliado a Célia ali nesse momento de vulnerabilidade de abandono da família. A história, pelo que nós como grupos construímos, vem nos dizer desse lugar, dos giros de 360 na história.”

O Grupo de Pesquisas Entre Atlânticas é formado por especialistas das cidades da Bacia do Juquery, região periférica da Grande São Paulo. O espetáculo “Elefante” está em cartaz no Teatro Paulo Eiró, no bairro de Santo Amaro, nesta sexta-feira e sábado às oito da noite e no domingo às sete da noite. Ingressos gratuitos disponíveis na plataforma Sympla ou direto na bilheteria do teatro uma hora antes. Após a apresentação, o grupo faz uma roda de conversa com o público.


Fonte: EBC Cultura

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