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Recife recebe exposição destinada à literatura de cordel

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O Museu Cais do Sertão, localizado no Centro Histórico de Recife, Pernambuco, já está de portas abertas para a exposição “Vidas em Cordel”, no espaço “Todo Gonzaga”. Pernambuco é o sexto estado a receber a mostra itinerante sobre a literatura popular e a xilogravura, destacando artistas e cordelistas locais e nacionais ligados ao movimento em cada local por onde passa. 

A edição recifense da exposição tem em seu acervo obras inéditas de cordéis e xilogravuras sobre o educador Paulo Freire, a coquista Ana Lúcia do Côco, o cantor e compositor Di Melo e a editora de cordéis Aninha Ferraz, todos pernambucanos. 

Para homenagear este time de pernambucanos foram convidados os cordelistas Jorge Filó, Susana Morais e Isabelly Moreira. Já as xilogravuras inéditas ficaram a cargo de Edna, Catarina Dantas, Jô Oliveira e Valdeck de Garanhuns.

Isabelly Moreira homenageou Ana Ferraz, que em mais de duas décadas de trabalho como editora participou da publicação de aproximadamente 4.500 títulos de cordéis e dezenas de livros de diversos poetas e escritores da literatura popular.

“Eu fui uma das poetas convidadas para integrar esse acervo escrevendo um cordel para Aninha Ferraz, amiga querida, uma figura muito importante na história da literatura de cordel e da salvaguarda do nosso cordel. É uma exposição feita, realizada pelo Museu da Pessoa e eu tô muito feliz de ter um trabalho de minha autoria integrando esse acervo tão importante para a nossa cultura”

Durante o período da exposição, que segue até o dia 15 de dezembro, o público poderá participar de atividades especiais como distribuição de cordéis, cabine interativa para coletar histórias dos visitantes, além de visitas guiadas, apresentações e oficinas.

A programação de atividades culturais ligadas à exposição “Vidas em Cordel” vai sendo atualizada e divulgada ao longo dos próximos meses no Instagram do Museu, @ocaisdosertao.




Fonte: EBC Cultura

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Trilha sonora do Dia das Mães embala afetos, lembranças e amores

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Feche os olhos por um instante. Tente resgatar uma lembrança da infância… o colo da mãe, a voz que tranquilizava o choro ou a mão que se despedia lá na porta de casa.

Para alguns de nós, todas essas memórias não vêm em silêncio; elas têm uma trilha sonora.

A figura materna é, quase sempre, o primeiro porto seguro. E na música brasileira, ela é uma grande fonte de inspiração.

Isso não é apenas uma impressão. Um levantamento do Ecad, o escritório de direitos autoriais, registra hoje mais de 10 mil obras com a palavra “mãe” no título.

Às vezes, a homenagem vem na forma de uma tradicional prece doce e infantil, que recorda a infância, como cantarolou o analista financeiro, Fabio Martins.

O Fabio explicou por que a música “Mãezinha do Céu”, ficou na memória afetiva dele.

“Eu estudei em colégio de freira e essa música sempre cantava. E eu me lembrava da minha mãe, que já faleceu”.

O estudo do Ecad aponta que a palavra “mamãe” aparece em 2.150 títulos, enquanto o diminutivo carinhoso “mãezinha” batiza outras 373 canções.

Na memória afetiva da professora de música Leila Borges, esse é o nome mais belo que existe, quando ela canta “Mãe”, de Zilanda Valentin.

A música pode ainda traduzir uma separação e um nó na garganta de quem segue o próprio caminho e leva o conselho materno no coração.

É o que vem à memória quando o analista em Tecnologia da Informação, Sergio Fonseca, canta “No Dia em Que Eu Saí de Casa”, de Joel Marques e Vicente Castillo.

O Sérgio falou sobre a lembrança da vida que essa música traz.

“Essa música me lembra quando eu vim pra Brasília, em 1975. Depois fui trabalhar no Rio de Janeiro e deixei minha mãe aqui. Essa música me lembra essa parte. É uma música muito emotiva pra mim”.  

Na lista do Ecad, o clássico “Mamãe eu Quero”, de Jararaca e Vicente Paiva, lidera o ranking de reproduções públicas nos últimos cinco anos.

A música foi composta em 1937, gravada pelos autores no mesmo ano e, depois, ganhou a voz da Pequena Notável, Carmen Miranda, em 1939.

A rainha do rock brasileiro, Rita Lee, aparece em sexto lugar nas mais reproduzidas, com a música “Mamãe Natureza”, de 1974.

Para conferir o levantamento do Ecad, basta acessar a página ecad.org.br/noticias.

O Repórter Nacional deseja a todas as mães, de todas as melodias e famílias, um Feliz Dia das Mães!

 


Fonte: EBC Cultura

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