Cultura

Tradicional cortejo dos tambores silenciosos ganha as ruas de Olinda

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Berço e espaço de salvaguarda de várias manifestações culturais brasileiras, Olinda sempre tem espaço na sua programação carnavalesca para os grupos que mantêm essas tradições vivas. Nesta segunda-feira (9), várias nações de Maracatu participam da 27ª Noite para os Tambores Silenciosos, uma das cerimônias mais simbólicas do período pré-carnavalesco.

A concentração acontece, a partir das 20h, nos Quatro Cantos. Todos os grupos seguem em cortejo até a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, em Bonsucesso. O ritual, que presta reverência aos ancestrais negros e às tradições de matriz africana, tem início à meia-noite.

Participam do encontro os maracatus Nação de Luanda, Leão Coroado, Camaleão, Badia, Maracambuco, Estrela de Olinda, Tigre, Sol Brilhante de Olinda e Maracatu Nação Pernambuco.

O público irá acompanhar as loas, que são cantadas; versos dos mestres e mestras; e os toques tradicionais realizados pelos membros dos maracatus.

À meia-noite, os tambores são silenciados para a realização da obrigação religiosa conduzida por lideranças espirituais, em homenagem aos que vieram antes e à força da cultura afro-pernambucana

Após o ritual, os batuques voltam a ecoar em conjunto, encerrando a cerimônia em um ato coletivo que simboliza resistência, fé e continuidade das tradições.
 


Fonte: EBC Cultura

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Ouro Negro: espetáculo em Recife celebra os 100 anos de Moacir Santos

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Domingo (18) o palco do Teatro do Parque, em Recife, recebe um espetáculo que celebra o centenário do compositor, maestro, arranjador e multi-instrumentista pernambucano, Moacir Santos.

O musical “Canto e Encanto Pernambuco – Ouro Negro: 100 Anos de Moacir Santos” leva ao palco ritmos afro-brasileiros, influências do sertão e elementos do jazz que tornaram a obra do artista única. Além da música, o texto passeia por momentos marcantes de sua trajetória artística.

Autor do álbum clássico Coisas, lançado em 1965, e primeiro orquestrador negro da Rádio Nacional, Moacir deixou legado que inspirou outras referências da MPB como Baden Powell, João Donato, Sérgio Mendes, Paulinho da Viola e tantos outros.

Sua identidade musical ultrapassou fronteiras e conquistou reconhecimento internacional quando ele passou a morar nos Estados Unidos a partir de 1967. Por lá, lançou álbuns, continuou atuando como professor de música, fazendo parcerias com grandes nomes do jazz e da música instrumental; além de compor trilhas sonoras para filmes de Hollywood nas equipes de maestros como Henry Mancini.

 A montagem do Musical, reunindo mais de 80 jovens e professores, é resultado do trabalho social de iniciação à música do Núcleo Musical Irmã Scheilla desenvolvido pela Fraternidade Espírita Peixotinho desde 2010.

A encenação será às 16h e os ingressos para o espetáculo estão disponíveis na plataforma Sympla.


Fonte: EBC Cultura

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