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Câmeras do Vigia Mais MT permitem ao Governo recuperar R$ 19,6 milhões em veículos roubados e furtados

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O programa Vigia Mais MT, do Governo do Estado, atingiu a marca de R$ 19,6 milhões em veículos roubados e furtados devolvidos aos proprietários. São bens localizados por meio de apontamento em câmeras de videomonitoramento da segurança pública.

Esse valor equivale a 451 veículos, entre motocicletas, automóveis, caminhonetes e carretas que circulavam com registro de queixa criminal, conforme dados do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), órgão da Sesp-MT que gerencia o sistema de videomonitoramento.

São localização e recuperação contabilizadas desde o primeiro ano de lançamento do programa, 2023, até 30 de outubro deste ano (2025), nos 129 municípios que já aderiram ao programa Vigia Mais MT e instalaram as câmeras que receberam do Governo.

Somente este ano, de janeiro a outubro, foram 195 veículos, totalizando R$ 9,3 milhões em bens veiculares reavidos. Em 2024, 146 veículos foram recuperados com a ajuda da tecnologia de videomonitoramento, o que equivale a R$ 7,6 milhões em bens devolvidos à sociedade.

Em 2023, a partir de março, mês de lançamento Vigia Mais, até dezembro, as imagens das câmeras ajudaram a localizar 110 veículos com suspeita de roubo ou furto. Essa soma representou R$ 2,7 milhões em bens que retornaram aos seus proprietários.

Retorno do investimento

Os 19,6 milhões em veículos roubados e furtados recuperados desde a implantação do Vigia Mais MT representa 57% do investimento na aquisição de câmeras e equipamentos de suporte. O Governo do Estado investiu R$ 30 milhões para levar, gratuitamente, a tecnologia de videomonitoramento em segurança pública a todos os municípios de Mato Grosso.

“A muralha digital que já construímos em torno de 129 municípios, estamos trabalhando para fazer chegar aos 142, não deixa dúvida de que o emprego da tecnologia torna a segurança pública mais eficiente na prestação de serviços à sociedade”, atesta o secretário de Segurança, coronel César Roveri.

“Os resultados obtidos com a instalação das câmeras estão comprovados na recuperação de bens, redução dos números de roubos e furtos, investigações criminais produzindo provas que levam à identificação e prisão de criminosos, além da segurança nas escolas, da fiscalização fiscal e de obras públicas, entre outros setores”, lista Roveri.

“No caso específico da recuperação de veículos, sabemos que grande parte daqueles que adquirem um carro ou motocicleta consegue pagar seguro para proteger seus bens. Então, devolver ao cidadão um bem que garante o ir e vir ao trabalho e a renda no fim do mês, é mais do que fazer segurança pública, é se colocar no lugar do outro para entender o impacto e a importância do estamos fazendo”, completa Roveri.

Veículos recuperados

Uma das recuperações realizada com o auxílio do programa Vigia Mais foi a carreta modelo DAF/XF105, avaliada em R$ 360 mil, levada durante um assalto em Sinop, ocorrido em outubro de 2024. A localização e devolução ocorreu dois meses depois, no município de Querência.

Dentre os veículos localizados também está um Fiat Toro, que foi furtado em Nossa Senhora do Livramento, região Metropolitana de Cuiabá, e recuperado duas semanas depois em Guarantã do Norte, a mais de 740 km de onde ocorreu o furto.

Funcionamento do Vigia

Em Mato Grosso, já são 18.600 mil câmeras do Vigia Mais MT em operação integradas às centrais de operações e plataformas de acompanhamento via celular reforçando a segurança nas ruas, avenidas, praças e outros espaços públicos.

O Vigia Mais MT funciona por meio da oferta gratuita das câmeras, com equipamentos como nobreak, switch e armários, aos municípios ou entidades que firmam parceria com o Governo do Estado por meio da Sesp-MT. Quem adere, se responsabiliza com os custos da instalação e manutenção dos equipamentos. É obrigatório que as câmeras sejam instaladas em vias, praças, rodovias e outros espaços públicos de uso coletivo.

Fonte: Governo MT – MT

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Trecho de rodovia mostra desgaste precoce após investimento de R$ 130 milhões

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, deu início, nesta segunda-feira (1), à inspeção na MT-170 após denúncias de que trechos da rodovia, que consumiram milhões de reais em recursos públicos, já estão destruídos menos de um ano após a entrega. A vistoria vai subsidiar uma auditoria para apurar a qualidade da pavimentação, a aplicação dos recursos e a responsabilidade das empresas contratadas.

“As informações que nós temos é que tem um trecho entre Castanheira e Juruena que está totalmente destruído. Só que, como é tudo o mesmo projeto, daqui a pouco toda a rodovia vai estar destruída. A MT 170 virou farelo e ela custou milhões”, afirmou o presidente.

Ao longo dos próximos dias, o presidente e a equipe técnica seguirão por Campo Novo do Parecis, Brasnorte, Juína, Castanheira e Juruena. Além do registro dos pontos críticos de cada lote dos contratos, também serão realizadas reuniões com prefeituras e entidades locais para colher relatos da população.

“Temos recebido muita reclamação de toda essa região para onde estamos indo. Então, queremos ouvir as pessoas. Todo mundo pode acompanhar nossa caravana, é o Tribunal de Contas com o pé na estrada”, reforçou Sérgio Ricardo.

O presidente explicou ainda que um dos pontos da auditoria é a regularidade do seguro das obras, já que a falta de cobertura pode inviabilizar a garantia para refazer os trechos danificados. “O artigo 618 do Código Civil diz que a empresa tem que garantir a manutenção por cinco anos. Mas, se não tem seguro, não tem como cobrir o estrago.”

A rodovia MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em junho de 2022 para acelerar a pavimentação. A obra se divide em duas frentes: uma de pavimentação nova, entre Castanheira e Colniza, e outra de recuperação, do entroncamento com a BR-364 até Castanheira, passando por Brasnorte e Juína.

Em um dos trechos mais críticos, executados pela empresa MT-Sul, foram pagos cerca de R$ 130 milhões, conforme levantamento preliminar do Tribunal. “É um trecho em que a MT-Sul já recebeu R$ 130 milhões e a estrada está totalmente destruída em um ano”, ressaltou Sérgio Ricardo.

Na última semana, lideranças da Região Noroeste denunciaram ao presidente que a má qualidade da via tem gerado prejuízos ao escoamento da produção, ao transporte de pacientes e à segurança dos motoristas.

Diante do cenário, foram convocadas para prestar esclarecimentos no TCE-MT as quatro empresas responsáveis pela execução (MT-Sul, Guache, Cavalca e Agrimat), além da Consol, que foi contratada pelo Governo do Estado para fiscalizar as demais.

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