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“É uma virada de chave na história da agricultura familiar de Cuiabá”, afirma produtora em entrega de máquinas

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A apicultora e agricultora familiar Iliete Soupinski, da comunidade Serra das Laranjeiras, classificou como histórica a entrega de máquinas realizada, nesta quarta-feira (24.9), em Cuiabá. O investimento de R$ 3 milhões beneficiará mais de cinco mil famílias da zona rural da capital.

“Essa entrega é uma virada de chave na história da nossa agricultura familiar. Cuiabá não via um investimento como esse, com essa inovação, há muito tempo. A agricultura familiar precisava e clamava por isso. Hoje, recebemos do Governo do Estado um investimento que vai possibilitar mais tecnologia, inovação, produtividade e renda para nossas famílias”, afirmou Iliete.

Ao todo, foram repassadas 25 máquinas e um caminhão-pipa pelo Governo de Mato Grosso, em parceria com a Prefeitura de Cuiabá.

O vice-governador Otaviano Pivetta destacou que a ação integra um conjunto de medidas para ampliar a produção e melhorar as condições de trabalho no campo. “Os equipamentos entregues hoje são apenas o começo. Virão muitos outros, e o Estado continuará respondendo às demandas de Cuiabá. Nosso objetivo é trabalhar de mãos dadas para que a capital do estado seja cada vez maior e melhor para o povo mato-grossense”, afirmou.

O prefeito Abílio Brunini também destacou a importância da parceria para impulsionar o setor. “A instalação dos equipamentos em frente à prefeitura simboliza a colaboração entre o Governo do Estado e o município, além de evidenciar a relevância do agronegócio, tanto o pequeno quanto o grande, que movimenta a economia local, gera recursos para serviços públicos e impulsiona o desenvolvimento de Cuiabá”, disse.

A cerimônia contou ainda com a presença da secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka; do presidente da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Suelme Evangelista; do deputado estadual Diego Guimarães; dos vereadores Dilemário Alencar, Samantha Íris, Michelly Alencar e Coronel Dias; além de secretários municipais e empreendedores do campo.

Fonte: Governo MT – MT

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Trecho de rodovia mostra desgaste precoce após investimento de R$ 130 milhões

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, deu início, nesta segunda-feira (1), à inspeção na MT-170 após denúncias de que trechos da rodovia, que consumiram milhões de reais em recursos públicos, já estão destruídos menos de um ano após a entrega. A vistoria vai subsidiar uma auditoria para apurar a qualidade da pavimentação, a aplicação dos recursos e a responsabilidade das empresas contratadas.

“As informações que nós temos é que tem um trecho entre Castanheira e Juruena que está totalmente destruído. Só que, como é tudo o mesmo projeto, daqui a pouco toda a rodovia vai estar destruída. A MT 170 virou farelo e ela custou milhões”, afirmou o presidente.

Ao longo dos próximos dias, o presidente e a equipe técnica seguirão por Campo Novo do Parecis, Brasnorte, Juína, Castanheira e Juruena. Além do registro dos pontos críticos de cada lote dos contratos, também serão realizadas reuniões com prefeituras e entidades locais para colher relatos da população.

“Temos recebido muita reclamação de toda essa região para onde estamos indo. Então, queremos ouvir as pessoas. Todo mundo pode acompanhar nossa caravana, é o Tribunal de Contas com o pé na estrada”, reforçou Sérgio Ricardo.

O presidente explicou ainda que um dos pontos da auditoria é a regularidade do seguro das obras, já que a falta de cobertura pode inviabilizar a garantia para refazer os trechos danificados. “O artigo 618 do Código Civil diz que a empresa tem que garantir a manutenção por cinco anos. Mas, se não tem seguro, não tem como cobrir o estrago.”

A rodovia MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em junho de 2022 para acelerar a pavimentação. A obra se divide em duas frentes: uma de pavimentação nova, entre Castanheira e Colniza, e outra de recuperação, do entroncamento com a BR-364 até Castanheira, passando por Brasnorte e Juína.

Em um dos trechos mais críticos, executados pela empresa MT-Sul, foram pagos cerca de R$ 130 milhões, conforme levantamento preliminar do Tribunal. “É um trecho em que a MT-Sul já recebeu R$ 130 milhões e a estrada está totalmente destruída em um ano”, ressaltou Sérgio Ricardo.

Na última semana, lideranças da Região Noroeste denunciaram ao presidente que a má qualidade da via tem gerado prejuízos ao escoamento da produção, ao transporte de pacientes e à segurança dos motoristas.

Diante do cenário, foram convocadas para prestar esclarecimentos no TCE-MT as quatro empresas responsáveis pela execução (MT-Sul, Guache, Cavalca e Agrimat), além da Consol, que foi contratada pelo Governo do Estado para fiscalizar as demais.

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