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Governo de MT beneficia agricultores de pequena escala com doação de caminhões-baú para escoar produção

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A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf) entregou, entre 2019 e junho deste ano, 23 caminhões-baú para atender a necessidade de associações de produtores de pequena escala. Outro caminhão foi destinado à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), para atender especificamente os povos originários do Estado no escoamento da produção. O total de investimento é de R$ 9,6 milhões.

Uma das entregas foi para a Associação Santo Antônio da Fartura Verde, localizada em Campo Verde, e conta com cerca de 900 produtores, que celebram o importante avanço para a agricultura familiar na região com a chegada do reforço na logística. O caminhão-baú representa um marco na logística da produção local, facilitando o escoamento de cerca de 40 toneladas mensais de frutas, legumes e verduras até os principais mercados consumidores, como Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis.

Antes, os produtores dependiam de atravessadores para distribuir sua produção, o que reduzia significativamente sua margem de lucro. O veículo foi viabilizado por meio de projeto com apoio da Prefeitura Municipal de Campo Verde, com consultoria da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

“A secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, esteve aqui no assentamento, nos ouviu e demonstrou disponibilidade e nos incentivou a buscar o projeto. Estamos agradecidos”, afirmou a produtora de pequena escala, Glaci Casola

Em sua propriedade, dona Glaci produz banana, cana-de-açúcar, alface, agrião, limão, abacate e manga. Ela comemora a nova fase.

“Antes, entregava tudo para atravessadores. Agora estou muito otimista. Esse caminhão e outros projetos vão motivar nossa produção, reacender o desejo de crescer. Meus pais são da roça e eu continuo esse legado com meu marido e minhas filhas”, contou.

Glaci compartilha ainda lições de gestão que fizeram diferença na rentabilidade da propriedade. “Tivemos consultoria de gestão financeira e passamos a anotar tudo, custos e lucros. Reduzimos despesas com embalagens e insumos. Hoje, vendo 100 dúzias de alface por dia a R$ 20 cada, podendo chegar a R$ 24. Com o caminhão, teremos preço justo e uma boa receita. Estou satisfeita, mas é preciso saber administrar”, observou.

Ela agradeceu o Governo do Estado, e lembrou que os tempos na agricultura de pequena escala mudaram. “Com certeza o que estamos vivendo em nosso setor é inédito. Agradecemos a SEAF, a Empaer e ao Governo do Estado, que não hesitaram em atender nosso projeto”.

O engenheiro agrônomo Kenio Batista Nogueira, da Empaer, destaca que o transporte é uma etapa crítica na cadeia produtiva. “Muitas vezes o produtor tem boa produção, mas não consegue levar até o mercado consumidor. Acabam vendendo por preços inferiores. Quem ganhava era quem não produzia”, observou.

Fonte: Governo MT – MT

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Flávia Moretti culpa presidente da Câmara por travar projetos e agravar crise em Várzea Grande

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A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), responsabilizou o presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), pelo agravamento da crise financeira enfrentada pelo município. Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (16), a gestora afirmou que a falta de aprovação de projetos enviados pelo Executivo tem impedido o acesso a recursos e prejudicado o equilíbrio das contas públicas.

As declarações ocorreram após a publicação dos decretos que declararam situação de calamidade financeira no município e no Departamento de Água e Esgoto (DAE).

Segundo Flávia, a administração assumiu uma dívida bilionária relacionada a precatórios, mas a situação teria sido agravada por decisões tomadas pelo Legislativo. A prefeita afirmou que buscou apoio do presidente da Câmara no início do mandato, mas passou a enfrentar resistência.

“Desde que assumi, pedi apoio ao presidente Wanderley Cerqueira, mas ele decidiu engessar e atrapalhar a prefeitura e a cidade toda”, declarou.

Entre as críticas feitas pela prefeita está a redução da margem de remanejamento do orçamento municipal, que teria passado de 30% para 5%. Segundo ela, a alteração limitou a capacidade da gestão de redistribuir recursos entre as secretarias e afetou áreas consideradas prioritárias.

“Essa medida comprometeu a utilização de verbas destinadas a áreas prioritárias e dificultou o funcionamento da máquina pública”, afirmou.

Outro ponto destacado por Flávia foi a tramitação de projetos de lei encaminhados pela Prefeitura à Câmara. De acordo com a prefeita, mais de 25 propostas consideradas essenciais estão paradas há meses no Legislativo.

“Hoje, temos mais de 25 projetos de leis cruciais parados na Câmara Municipal há meses. Projetos que liberam recursos para a saúde, educação e custeio da cidade. Todos precisam ser votados, mas esses projetos de leis não são sequer pautados pelo presidente”, disse.

A prefeita afirmou ainda que a postura do presidente da Câmara teria motivação política e estaria fazendo com que a população atribuísse ao Executivo problemas relacionados à falta de investimentos e dificuldades na prestação de serviços públicos.

“Essa atitude faz com que a população pense que é a prefeitura que não está fazendo o seu dever”, declarou.

Apesar das críticas ao Legislativo, Flávia Moretti afirmou que a administração municipal seguirá adotando medidas para manter os serviços essenciais e garantir o pagamento dos servidores, enquanto busca reorganizar as finanças de Várzea Grande.

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