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Maioria dos turistas que vêm a Cuiabá é do Centro-Oeste e do interior de Mato Grosso

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A expectativa para o show do Guns N’ Roses, no dia 31 de outubro, movimenta o setor hoteleiro da Grande Cuiabá. Um levantamento realizado pela Secretaria Adjunta de Turismo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) junto a 17 meios de hospedagem de Cuiabá e Várzea Grande revelou que a maior parte dos turistas que virão para o evento é proveniente do próprio Centro-Oeste, com destaque para cidades de Mato Grosso como Sinop, Rondonópolis e Lucas do Rio Verde.

De acordo com a pesquisa, a média de permanência dos visitantes será de dois dias, com taxa de ocupação próxima à lotação máxima em mais da metade dos hotéis consultados. A maioria das hospedagens aponta reservas concentradas entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, período em que Cuiabá deve registrar intensa movimentação turística.

Os dados também mostram que grande parte dos turistas pertence à faixa etária entre 26 e 45 anos, com predominância de público adulto jovem. Entre os 17 estabelecimentos que participaram do levantamento, 70% afirmaram que a origem dos hóspedes está concentrada em outros estados do Centro-Oeste (como Goiás e Distrito Federal) e no interior mato-grossense.

“Esse tipo de evento mostra a força do turismo de entretenimento e a capacidade da capital de atrair público regional. Muitos turistas vêm de carro, permanecem o fim de semana e movimentam restaurantes, shoppings e serviços locais”, avaliou a superintendente de Política e Promoção do Turismo, Júlia Assis.

Ela também comentou que a Sedec, por meio do Descubra Mato Grosso, em parceria com a Prefeitura de Cuiabá UFMT, IFMT e Unic vão realizar uma pesquisa junto ao público do show do Guns N´Roses para identificar a origem dos turistas.

Os pesquisadores vão realizar uma amostragem do público, estimado em 40 mil pessoas, questionamentos sobre o tipo de hospedagem estimativa de gastos por pessoa, se planeja fazer viagem no estado, e se voltaria ou não pra cidade.

Uma dezena de pesquisadores estarão na Arena Pantanal, a partir das 15 horas, no dia do show.

“Depois do show poderemos reunir dados concretos de bilhetes emitidos tanto aéreo quanto rodoviário pra fazer a comparação com um período normal desta época do ano, além de comparar o ICMS das Atividades Típicas do Turismo como alojamento e alimentação, transportes, dentre outros”, concluiu Julia Assis.

Fonte: Governo MT – MT

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Trecho de rodovia mostra desgaste precoce após investimento de R$ 130 milhões

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, deu início, nesta segunda-feira (1), à inspeção na MT-170 após denúncias de que trechos da rodovia, que consumiram milhões de reais em recursos públicos, já estão destruídos menos de um ano após a entrega. A vistoria vai subsidiar uma auditoria para apurar a qualidade da pavimentação, a aplicação dos recursos e a responsabilidade das empresas contratadas.

“As informações que nós temos é que tem um trecho entre Castanheira e Juruena que está totalmente destruído. Só que, como é tudo o mesmo projeto, daqui a pouco toda a rodovia vai estar destruída. A MT 170 virou farelo e ela custou milhões”, afirmou o presidente.

Ao longo dos próximos dias, o presidente e a equipe técnica seguirão por Campo Novo do Parecis, Brasnorte, Juína, Castanheira e Juruena. Além do registro dos pontos críticos de cada lote dos contratos, também serão realizadas reuniões com prefeituras e entidades locais para colher relatos da população.

“Temos recebido muita reclamação de toda essa região para onde estamos indo. Então, queremos ouvir as pessoas. Todo mundo pode acompanhar nossa caravana, é o Tribunal de Contas com o pé na estrada”, reforçou Sérgio Ricardo.

O presidente explicou ainda que um dos pontos da auditoria é a regularidade do seguro das obras, já que a falta de cobertura pode inviabilizar a garantia para refazer os trechos danificados. “O artigo 618 do Código Civil diz que a empresa tem que garantir a manutenção por cinco anos. Mas, se não tem seguro, não tem como cobrir o estrago.”

A rodovia MT-170, antiga BR-174, foi estadualizada em junho de 2022 para acelerar a pavimentação. A obra se divide em duas frentes: uma de pavimentação nova, entre Castanheira e Colniza, e outra de recuperação, do entroncamento com a BR-364 até Castanheira, passando por Brasnorte e Juína.

Em um dos trechos mais críticos, executados pela empresa MT-Sul, foram pagos cerca de R$ 130 milhões, conforme levantamento preliminar do Tribunal. “É um trecho em que a MT-Sul já recebeu R$ 130 milhões e a estrada está totalmente destruída em um ano”, ressaltou Sérgio Ricardo.

Na última semana, lideranças da Região Noroeste denunciaram ao presidente que a má qualidade da via tem gerado prejuízos ao escoamento da produção, ao transporte de pacientes e à segurança dos motoristas.

Diante do cenário, foram convocadas para prestar esclarecimentos no TCE-MT as quatro empresas responsáveis pela execução (MT-Sul, Guache, Cavalca e Agrimat), além da Consol, que foi contratada pelo Governo do Estado para fiscalizar as demais.

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